terça-feira, 5 de julho de 2016

Como enfrentar as provações?

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As provações nos fortalecem para o combate espiritual; por isso, os Apóstolos sempre estimularam os fiéis a enfrentá-las com coragem. São Pedro diz: ?Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo…? (1 Pe 4,12). Ensinando-nos que essas dificuldades nos levarão à perfeição: ?O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vós fortificará? (1 Pe 5,10).

O mesmo Apóstolo ensina-nos que a provação nos ?aperfeiçoará? e nos tornará ?inabaláveis?. É importante não se deixar perturbar no fogo da provação. Não se exasperar, não perder a paz e a calma, pois é exatamente isso que o tentador deseja.

Agindo diante da provação

Uma alma agitada fica a seu bel-prazer. Não consegue rezar, fica irritada, mal-humorada, triste, indelicada com os outros e acaba deprimida.

O antídoto contra tudo isso é a humilde aceitação da vontade de Deus no exato momento em que algo desagradável nos ocorre, dando, de imediato, glória a Deus, como São Paulo ensina:

“Em todas as circunstâncias dai graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus” (1 Tes 5,16).

É preciso fazer esse grande e difícil exercício de dar glória a Deus na adversidade. Nesses momentos gosto de glorificar a Deus, rezar muitas vezes o ?Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo…? até que minha alma se acalme e se abandone aos cuidados do Senhor.

Essa atitude muito agrada ao Senhor, pois é a expressão da fé pura de quem se abandona aos Seus cuidados. É como a fé de Maria e de Abraão que ?esperaram contra toda a esperança? (cf. Hb11,17-19), e assim, agradaram a Deus sobremaneira.

Da mesma forma, Jó agradou muito ao Todo-poderoso porque no meio de todas as provações, tendo perdido todos os seus bens e todos os seus filhos, ainda assim soube dizer com fé:

“Nu saí do ventre da minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jo 1,21).

Afirmam os santos que vale mais um ?Bendito seja Deus!?, pronunciado com o coração, no meio do fogo da provação, do que mil atos de ação de graças quando tudo vai bem.

Limpe seu coração

O Jardineiro Divino da nossa alma sabe os métodos que deve empregar para limpar cada alma. Não se assuste com as podas que Ele fizer no jardim de sua alma.

Santa Teresa diz que ouviu Jesus dizer-lhe: ?Fica sabendo que as pessoas mais queridas de meu Pai são as que são mais afligidas com os maiores sofrimentos?. E por isso afirmava que não trocaria os seus sofrimentos por todos os tesouros do mundo. Tinha a certeza de que Deus a santificava pelas provações. A grande santa da Igreja chegou a dizer que “quando alguém faz algum bem a Deus, o Senhor lhe paga com alguma cruz”.

Para nós, essas palavras parecem um absurdo, mas não para os santos, que conheceram todo o poder salvífico e santificador do sofrimento.

?As nossas tribulações de momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna? (II Cor 4,17).

Quando São Francisco de Assis passava um dia sem nada sofrer por Deus, temia que o Senhor tivesse se esquecido dele. São João Crisóstomo, doutor da Igreja, diz que ?é melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem?.

Lute contra suas misérias

As ofensas, as injúrias, os desprezos, os cinismos irritantes, as doenças, as dores, as lágrimas, as tentações, a humilhação do pecado próprio, etc., nos são necessários, pois nos dão a oportunidade de lutar contra as nossas misérias.

Isso tudo, repito mais uma vez, não quer dizer que Deus seja o autor do mal ou que Ele se alegre com o nosso sofrimento, não. O que o Senhor faz, de maneira até amável, é transformar o sofrimento, que é o salário do próprio pecado do homem, em matéria-prima de nossa própria salvação, dando assim, um sentido à nossa dor.

A partir daí, sob a luz da fé, podemos sofrer com esperança. É o enorme abismo que nos separa dos ateus, para quem a dor e a morte continuam a ser o mais terrível dos absurdos da vida humana.

A provação produz a perseverança, e por ela, passo a passo, chegaremos à perfeição, como nos ensina São Tiago.

?Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança…? (Rom 5,3-5).

Sofrer com paciência é sabedoria, pois assim se vive com paz. Quem sofre sem paciência e sem fé, revolta-se, desespera-se, sofre em dobro, além de fazer os outros sofrerem também.

Santo Afonso disse que ?neste vale de lágrimas não pode ter a paz interior senão quem recebe e abraça com amor os sofrimentos, tendo em vista agradar a Deus?. Segundo ele ?essa é a condição a que estamos reduzidos em consequência da corrupção do pecado?.


Por Prof. Felipe Aquino via Canção Nova

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AIS bate recorde de donativos e triplica ajuda para a Síria

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No ano de 2015, a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre bateu o recorde de coleta de donativos em toda a sua história. Ultrapassando a marca de 124 milhões de euros (cerca de 15% a mais em relação a 2014), esta verba assegurou o financiamento de 6.209 projetos em mais de 140 países.

“Mais verbas recolhidas, mais projetos apoiados. Esta é uma cadeia de solidariedade que cresce de ano para ano”, lê-se no site da instituição. Em 2015, uma parte substancial da ajuda foi destinada a projetos de emergência nos países do Médio Oriente e da África, regiões onde os cristãos têm sido particularmente perseguidos, expulsos e marginalizados. Em alguns países, como a Síria, por exemplo, essa ajuda triplicou.

Em nível mundial, a Fundação financiou projetos de construção ou de reconstrução de seminários, capelas, igrejas e catedrais, destruídos por causa da guerra ou de atos terroristas, mas também em regiões assoladas por calamidades naturais.

O apoio para meios de transporte – essenciais para o desenvolvimento do trabalho apostólico de sacerdotes e religiosas– voltou a estar no centro das preocupações de AIS, com a aquisição e distribuição de centenas de automóveis, motos, bicicletas e barcos.

Os recursos angariados foram utilizados também no apoio a mais de 11 mil seminaristas, o que significa que esta organização, que depende diretamente da Santa Sé, foi responsável pelo apoio e suporte de um em cada 10 seminaristas em todo o mundo. Também 10.240 irmãs foram auxiliadas com projetos de formação ou de subsistência.

Sobre a AIS

Fundada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten, que se inspirou na mensagem de Fátima, a Fundação AIS é uma organização dependente da Santa Sé que tem como objetivo apoiar projetos de cunho pastoral em países onde a Igreja Católica passa por dificuldades.

No mês de junho, a Ajuda à Igreja que Sofre lançou uma campanha internacional intitulada “Seja a Misericórdia de Deus”, em resposta a um desafio lançado pelo próprio Papa Francisco, que pediu “a todos os homens e mulheres de boa vontade de todo o mundo para que se faça uma obra de misericórdia em cada cidade, em cada diocese, em cada associação”.


Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Dom Paglia: trabalho não se torne ídolo, a família esteja no centro

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É preciso uma cultura do trabalho que vença o individualismo e coloque sempre no centro a pessoa e a família. Foi o que disse o presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, na inauguração, na tarde da última quinta-feira (30/06), em Roma, do Festival do Trabalho.

O arcebispo evidenciou que o trabalho se inscreve no eixo do entrelaçamento “pessoa, família e sociedade”. Por isso, quando se desvincula o trabalho da pessoa e da família, se atinge “de cheio” a sociedade e as relações humanas, advertiu.

O trabalho não se anteponha à pessoa

Sem dúvida, o trabalho é decisivo para a dignidade da pessoa, mas “não deve, contudo, tornar-se um ídolo sobre cujo altar sacrificar todas as coisas, ideais e afetos familiares”, reiterou o prelado.

Dom Paglia evidenciou ainda a importância da festa como momento em que a sacralidade da pessoa é “celebrada na gratuidade contra a tentação do primado absoluto da economia”.

Combater trabalho informal e exploração dos mais fracos

Hoje, é preciso mais do que nunca uma cultura que supere a do simples assistencialismo”, que ajude os jovens e que “se oponha com firmeza ao trabalho informal e à exploração dos mais fracos”, disse o presidente do dicastério vaticano para a Família.

O prelado exortou a colocar a questão do trabalho no centro da “preocupação civil” evitando, mesmo nos momentos de crise, “a tentação de aceitar condições e retribuições desumanas, desprovidas das mínimas condições de segurança e de legalidade”.

Família põe à prova mundo do trabalho

Em seu pronunciamento, o arcebispo citou mais vezes o Papa Francisco e, em particular, a Exortação apostólica Amoris laetitia. Para o Papa, “a família coloca à prova” a organização do trabalho, afirmou Dom Paglia.

A exemplo de São José, pai e trabalhador, tenham “um olhar capaz de ver nos trabalhadores não números”, mas pessoas que “através da experiência do trabalho” colaboram “para a obra criadora do Pai”, concluiu.


Por Rádio Vaticano

As 10 coisas que você não deveria fazer, mas faz!