sábado, 25 de novembro de 2017

Show de padre Fabio de Melo em Orlando Florida com participação especial do pastor André Valadão

9 belas frases de papas e santos sobre o rosário


Redação da Aleteia

Você pode ficar surpreso com o impressionante poder que tem essa oração tão simples

Papa Adriano VI:

“O rosário é o flagelo do diabo”

Papa Leão XIII:


“O rosário é a forma de oração mais excelente e o meio mais eficaz para alcançarmos a vida eterna. É o remédio para todos os nossos males, a raiz de todas as nossas bênçãos. Não existe maneira mais excelente de rezar”


São Pio X:

“O rosário é a mais bela e a mais rica em graças dentre todas as orações. É a oração que mais toca o Coração da Mãe de Deus… Se desejas que a paz reine na tua casa, reza o rosário em família”
“Se um milhão de famílias rezassem o rosário todos os dias, o mundo inteiro seria salvo”

“Dai-me um exército que reze o rosário e vencerei o mundo”


Papa Pio XI:

“O rosário é uma arma poderosíssima para fazer os demônios fugirem. Se desejas paz no teu coração, na tua casa e no teu país, reúne-te toda noite para rezar o rosário. Não deixes passar nenhum dia sem rezá-lo, não importa o quanto estejas sobrecarregado de cuidados e trabalhos”

São Padre Pio:

“O rosário é a ‘arma’ para estes tempos”

“Vá até a Virgem Maria. Ame-a! Reze sempre o rosário. Reze-o bem. Reze-o sempre que puder! Tenha alma de oração. Não se canse de orar, é o essencial. A oração comove o Coração de Deus, obtém graças necessárias”

São João Paulo II

“Como é bela a família que reza o rosário todas as noites!”



Fui estuprada numa viagem a trabalho – e meu marido acolheu o bebê que nasceu dessa violência


Jennifer Christie


O menino completou 3 anos de bênçãos no mês passado - e trouxe o bálsamo de que a família precisava para superar um trauma dilacerante

Em 2014, publicamos o testemunho dilacerante de Jennifer Christie, uma mulher que, violentada e grávida do estuprador, contou em todos os momentos com o magnânimo apoio do marido Jeff para dar à luz o menino inocente que aquele ato de violência tinha gerado.

Existe uma corrente ideológica que se vale desse tipo de drama para defender a crescente liberação do aborto mediante um sofisma: a afirmação generalizante de que manter a gravidez equivaleria a perpetuar a memória da violência sofrida – como se a criança tivesse culpa e como se o trauma do aborto não fosse agravar ainda mais o trauma do estupro.

Diante dessa corrente, a história real de Jennifer, Jeff e SEU filho demonstra que o amor é o único verdadeiro bálsamo. O filho acaba de completar 3 anos de idade no mês passado. Ele trouxe consigo o melhor remédio que a família poderia imaginar para superar aquela dor. Vale a pena reler o depoimento de Jennifer:

Em janeiro passado (nota da redação: a referência é ao ano de 2014), durante uma viagem a negócios, eu fiquei hospedada em um pequeno hotel de uma cidade universitária. Acho que, geralmente, sou mais cuidadosa com o que acontece ao meu redor, mas havia tanta neve e vento que eu não teria ouvido os passos dele nem sequer se ele viesse pisando com força. Aconteceu tudo muito rápido. A porta foi aberta, eu me virei para fechá-la e lá estava ele. Um homem corpulento. Meu primeiro instinto não foi de medo, mas de confusão. No instante seguinte, ele me deu um soco no rosto. Eu não me lembro de ter sido arrastada do quarto, mas fui encontrada na escada. Não sei por quê. Talvez eu tenha tentado correr e pedir ajuda.

Os exames depois do estupro deram negativo para HIV, gonorreia, clamídia, sífilis, herpes e dezenas de outras coisas das quais eu nunca tinha ouvido falar. Deus é misericordioso.

No mês seguinte, eu estava escalada para trabalhar em um navio de cruzeiro. No segundo dia, tive uma disenteria e não melhorei com os antibióticos. Fui levada para um hospital quando ancoramos em Cartagena, Colômbia. Passei por um ultrassom para averiguar se havia alguma obstrução intestinal. Foi quando descobrimos que, dentro de mim, existia algo do tamanho de uma ervilha.
Era o meu filho.

De novo a bordo do navio, contei aos médicos uma versão abreviada da minha história, o que os levou a me colocar em quarentena. Medo de suicídio? Risco de um surto psicótico que me fizesse correr nua pelo navio? Quem vai saber… O que eu sei é que passei a semana seguinte ouvindo uma equipe muito bem intencionada de médicos e enfermeiras me consolando e dizendo o quanto seria “fácil lidar com isso”. Traduzindo: seria “fácil” matar o bebê e “seguir a vida”. Fácil???

Muitas coisas foram discutidas naquela semana em vários telefonemas transatlânticos para casa, cheios de ruídos na linha e de lágrimas no meu rosto, mas aquela tal possibilidade de “lidar com isso” nunca saiu dos meus lábios. Nem do meu marido. Quando eu disse a ele que estava grávida, ele respondeu com a voz calma e firme:

“Certo… Certo… Está tudo bem. Está tudo bem, ok?“.
Perguntei: “O que você quer dizer com tudo bem?”

“Eu quero dizer que nós vamos conseguir. Nós vamos passar por isso. Vai ficar tudo bem. E… Eu amo bebês. Nós vamos ter outro bebê! Meu amor, isto é um presente. É algo maravilhoso, que veio de algo terrível. Nós vamos conseguir!“.
E eu comecei a sentir a movimentação da alegria pela vida nova que se desenvolvia no meu ventre, florescendo sob o meu coração! Esse novo amor cresceria com tanta garra que acabaria com qualquer hesitação ou angústia. E o meu marido estava certo: nós íamos conseguir!

Na minha última manhã a bordo do navio, eu disse àquela equipe solidária:

“Se alguma vez vocês pensarem neste assunto, se algum dia vocês se perguntarem o que aconteceu comigo, saibam que eu tive um lindo bebê em outubro de 2014“.
A reação deles… os olhares em seus rostos… A médica que tinha me empurrado o aborto com mais veemência do que os outros… Ela tinha lágrimas nos olhos. Pela primeira vez, eu pensei que Deus iria saber o que fazer com aquilo, com aquele pesadelo que eu tinha sofrido.

Eu moro na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O doutor que fez o parto dos meus dois filhos estava concorrendo nas primárias republicanas para o Senado. Ele tem que responder às pessoas o tempo todo sobre aquela questão infalível: “E em casos de estupro?“.

Bom, no meu caso, o meu filho vai ter voz. Mas até ele poder usá-la, é responsabilidade minha e privilégio meu falar por ele.

Durante a gravidez, eu entrei e saí do hospital uma série de vezes. Fiquei mais dentro do que fora. Tive pré-eclâmpsia e pressão arterial elevada. Foi aterrador quando, na 26ª semana, eles me disseram que provavelmente eu teria que dar à luz naquela noite. Aterrador porque eu queria desesperadamente que o meu filho vivesse! Mas nós conseguimos atravessar todo aquele susto. Eu precisei ficar em repouso absoluto, mas pelo menos estava em casa. Cada semana depois disso foi ainda mais incrível, com a expectativa do quanto eu ficaria feliz quando ele finalmente chegasse aos meus braços em segurança. Na parte emocional, eu estava indo muito bem.

Tínhamos uma equipe de médicos muito abençoada. Tudo é questão de confiar plenamente. Não era algo novo. Eu tinha me sentido completamente fora de mim desde aquela violência sofrida em janeiro. O meu mundo tinha sido abalado e não voltaria a ficar bem até que o meu filho nascesse. Mas tudo aquilo me livrou da atitude arrogante e autossuficiente de dizer a Deus: “Está tudo bem, eu encaro isso”.

O nosso pequeno menino pode ter sido concebido num ato de violência, mas ele é um dom de Deus, um presente delicioso que preencheu em nossa família uma lacuna que eu nunca tinha percebido que existia. Ele nos tornou completos!

Eu me sinto profundamente grata por ter entrado em contato com outras mães que também engravidaram depois de sofrer um estupro. Nós somos sobreviventes. Não somos apenas vítimas. E foi o meu filho quem me curou.

A pressão da comunidade médica para abortar me abriu os olhos de uma forma impactante. Eles me disseram muitas vezes o quanto seria “simples” e rápido “lidar com isso” e “seguir a vida” depois que tudo “aquilo” tivesse acabado. Era de partir o coração ter que ouvir isso vezes e mais vezes. Mesmo alguns amigos achavam que ter o bebê era um erro, que eu não seria capaz emocionalmente.

Mas toda vez que nós, mães sobrevivente de estupro, compartilhamos as nossas histórias, saímos mais fortalecidas e fortalecemos os outros. Afinal, quantas vidas podem ser poupadas quando se conta com esse apoio e com essa coragem?

domingo, 19 de novembro de 2017

Omissão e indiferença, o grande pecado contra os pobres


Rádio Vaticano


Papa Francisco presidiu neste domingo o 1º Dia Mundial dos Pobres

A omissão é também o grande pecado contra os pobres. Esta assume um nome preciso: indiferença. É dizer: “Não me diz respeito, não é problema meu, é culpa da sociedade”. É também indignar-se com o mal mas sem fazer nada.

Foi o que disse o Papa na missa deste Domingo, 1º Dia Mundial dos Pobres, celebrada na Basílica de São Pedro com a participação de 4 mil pessoas entre pobres e necessitados, acompanhados por associações de voluntários provenientes não somente de Roma e da região do Lácio, mas também de várias dioceses do mundo.

Instituído pelo Papa Francisco na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, este Dia quer ser sinal concreto do Ano Jubilar, que se celebra no XXXIII Domingo do Tempo Comum.

Tendo partido do Evangelho dominical, que nos traz a parábola dos talentos, o Pontífice afirmou-nos que somos destinatários dos talentos de Deus, “cada qual conforme a sua capacidade”. E Deus, aos olhos de Quem nenhum filho pode ser descartado, confia uma missão a cada um.

“Vemos, na parábola, que a cada servo são dados talentos para os multiplicar. Mas enquanto os dois primeiros realizam a missão, o terceiro servo não faz render os talentos; restitui apenas o que recebera”, recordou o Papa ilustrando a parábola contida na página do Evangelho pouco antes proclamado.

Em que o terceiro servo desagradou ao Senhor? – perguntou Francisco. “Diria, numa palavra (talvez caída um pouco em desuso mas muito atual), a omissão. O seu mal foi o de não fazer o bem,” disse o Papa ressaltando que “muitas vezes também nos parece não ter feito nada de mal e com isso nos contentamos, presumindo que somos bons e justos”.

“Assim, porém – continuou – corremos o risco de nos comportar como o servo mau: também ele não fez nada de mal, não estragou o talento, aliás, guardou-o bem na terra. Mas, não fazer nada de mal, não basta.”

“O servo mau, uma vez recebido o talento do Senhor que gosta de partilhar e multiplicar os dons, guardou-o zelosamente, contentou-se com salvaguardá-lo; ora, não é fiel a Deus quem se preocupa apenas em conservar, em manter os tesouros do passado, mas, como diz a parábola, aquele que junta novos talentos é que é verdadeiramente ‘fiel’, porque tem a mesma mentalidade de Deus e não fica imóvel: arrisca por amor, joga a vida pelos outros, não aceita deixar tudo como está. Descuida só uma coisa: o próprio interesse. Esta é a única omissão justa”, explicou Francisco.

“E a omissão é também o grande pecado contra os pobres. Aqui assume um nome preciso: indiferença. Esta é dizer: ‘Não me diz respeito, não é problema meu, é culpa da sociedade’. É passar ao largo quando o irmão está em necessidade, é mudar de canal, logo que um problema sério nos indispõe, é também indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Deus, porém, não nos perguntará se sentimos justa indignação, mas se fizemos o bem.”

Como podemos então, concretamente, agradar a Deus? – perguntou novamente Francisco.

Quando se quer agradar a uma pessoa querida, por exemplo dando-lhe uma prenda, lembrou o Papa, “é preciso primeiro conhecer os seus gostos, para evitar que a prenda seja mais do agrado de quem a dá do que da pessoa que a recebe”.

Quando queremos oferecer algo ao Senhor, os seus gostos encontramo-los no Evangelho. Logo a seguir ao texto que ouvimos, Ele diz: “Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40), prosseguiu.

“Estes irmãos mais pequeninos, seus prediletos, são o faminto e o doente, o forasteiro e o recluso, o pobre e o abandonado, o doente sem ajuda e o necessitado descartado. Nos seus rostos, podemos imaginar impresso o rosto d’Ele; nos seus lábios, mesmo se fechados pela dor, as palavras d’Ele: ‘Este é o meu corpo’ (Mt 26, 26).”

“No pobre, Jesus bate à porta do nosso coração e, sedento, pede-nos amor. Quando vencemos a indiferença e, em nome de Jesus, nos gastamos pelos seus irmãos mais pequeninos, somos seus amigos bons e fiéis, com quem Ele gosta de Se demorar”, acrescentou.

“Deus tem em grande apreço, Ele aprecia o comportamento que ouvimos na primeira Leitura: o da ‘mulher forte’ que ‘estende os braços ao infeliz, e abre a mão ao indigente’. Esta é a verdadeira fortaleza: não punhos cerrados e braços cruzados, mas mãos operosas e estendidas aos pobres, à carne ferida do Senhor”, disse ainda.

Nos pobres manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, se fez pobre, lembrou o Santo Padre.

“Por isso neles, na sua fragilidade, há uma ‘força salvífica’. E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso ‘passaporte para o paraíso’. Para nós, é um dever evangélico cuidar deles, que são a nossa verdadeira riqueza; e fazê-lo não só dando pão, mas também repartindo com eles o pão da Palavra, do qual são os destinatários mais naturais. Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais.”

E isso nos fará bem: aproximar-nos de quem é mais pobre do que nós, tocará a nossa vida. Lembrar-nos-á aquilo que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo. Só isto dura para sempre, tudo o resto passa; por isso, o que investimos em amor permanece, o resto desaparece.

“Hoje podemos perguntar-nos: ‘Para mim, o que conta na vida? Onde invisto?’ Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que dá a vida eterna? Diante de nós, está esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o Céu. Com efeito, para o Céu, não vale o que se tem, mas o que se dá, e ‘quem amontoa para si não é rico em relação a Deus’. Então não busquemos o supérfluo para nós, mas o bem para os outros, e nada de precioso nos faltará”, concluiu o Pontífice.

Ao término da missa, 1.500 pobres e necessitados foram acolhidos na Sala Paulo VI, no Vaticano, para almoçar com o Papa Francisco.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Arquidioceses se mobilizam para Dia Mundial dos Pobres



O Dia Mundial dos Pobres será celebrado neste domingo, 19, pela primeira vez. A data instituída pelo Papa Francisco na conclusão do Jubileu da Misericórdia terá como tema “Não amemos com palavras, mas com obras”. Este será um dia em que o Papa convida todos a refletir acerca da partilha com os mais necessitados como sinal de fraternidade.

No Vaticano, haverá uma Missa com o Papa Francisco que deve reunir quatro mil pessoas necessitadas. Após a celebração, 1500 delas serão recebidas na Sala Paulo VI para um almoço com o Papa. Para as demais, também será oferecido um almoço em vários colégios católicos de Roma. Além disso, várias iniciativas estão em curso desde o início da semana, como um posto de atendimento de saúde gratuito.

No Brasil, as arquidioceses também estão atentas a este dia especial e programaram eventos específicos para lembrar a data. A arquidiocese de São Paulo, por exemplo, nesta sexta-feira, 17, realizará um trabalho junto aos moradores de rua, oferecendo cortes de cabelo e barba, além de momentos de louvor e adoração. À tarde, haverá uma procissão com a Imagem de Nossa Senhora Aparecida e, às 22h, uma Missa presidida pelo padre Julio Lancelotti.

No sábado, 18, a arquidiocese paulista preparará logo cedo, às 8h, um café da manhã especial aos fiéis e, às 11h, uma Missa para celebrar o Dia Mundial dos Pobres.

Já a arquidiocese de Belo Horizonte organizou para ontem, quinta-feira, 16, um mutirão dedicado aos mais pobres com orientações jurídicas e ações psicossociais. O trabalho foi feito em parceria com a Defensoria Pública. Na quarta-feira, 15, houve uma celebração eucarística no Santuário Nossa Senhora da Conceição. Por fim, no domingo, 19, haverá uma peregrinação da Pastoral de Rua ao Santuário Nossa Senhora da Piedade ? Padroeira de Minas Gerais. O arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, celebrará uma missa às 8h, na Ermida da Padroeira, junto às pessoas em situação de rua que são acompanhadas pela pastoral.

Redespertar da consciência

No Rio de Janeiro, os vicariatos da arquidiocese estão preparando diversas ações organizadas pelas equipes de assistentes sociais. No sábado, 11, por exemplo, houve o Fórum Pastoral de Diálogo com a Sociedade: Educação, Saúde, Habitação, Trabalho/Renda. Já na segunda-feira, 13, foi realizado o Encontro Ecumênico Arquidiocesano.

No dia 19, sábado, a arquidiocese carioca organizará um café da manhã para os moradores de rua na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro. Em seguida, às 10h, será celebrada uma Missa, presidida pelo arcebispo, Cardeal Orani João Tempesta, junto aos agentes de pastorais e movimentos sociais, além de membros de novas comunidades.

De acordo com o bispo referencial para a Caridade Social na arquidiocese, Dom Joel Portella Amado, o Papa Francisco espera que a humanidade não se acostume à indiferença social. “O Pontífice está preocupado com a globalização da indiferença. Ou seja, são tantos pobres que começamos a nos ‘acostumar’ com eles. Por meio do Dia Mundial dos Pobres, o Papa convida ao despertar ou ‘redespertar’ da consciência. São filhos e filhas de Deus que sofrem com a fome, a falta de moradia e ausência de pátria”, disse o bispo.

Dom Fernando Saburido, responsável pela arquidiocese de Olinda e Recife, visitará as pastorais regionais neste fim de semana. Trata-se de um trabalho já realizado em outros anos por Dom Fernando, que pretende estreitar os laços com os fiéis. No sábado, 18, por exemplo, o arcebispo visitará oito comunidades, rurais e urbanas, no bairro Cavaleiro, que fica no município de Jaboatão dos Guararapes.

Já na manhã de domingo, 19, o arcebispo visitará o Hospital Nossa Senhora de Lourdes e o Abrigo Cristo Redentor (de idosos). Nas Missas que celebrará no final de semana, Dom Fernando refletirá sobre as situações dos pobres, lembrando o dia.

No sul do país, a arquidiocese de Porto Alegre (RS) terá uma missa em comemoração à data no sábado, a partir das 15h.


Por Canção Nova, com arquidioceses

Papa: “pensar na morte faz bem, será o encontro com o Senhor”


Refletir sobre o fim do mundo e também sobre o fim de cada um de nós: é o convite que a Igreja nos faz através do trecho evangélico de Lucas, comentado pelo Papa na homilia da missa matutina, na Casa Santa Marta.

O trecho narra a vida normal dos homens e mulheres antes do dilúvio universal e nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, se casavam… mas depois, como um trovão, chega o dia da manifestação do Filho do homem… e as coisas mudam.

A Igreja, que é mãe – diz o Papa na homilia – quer que cada um de nós pense em sua própria morte. Todos nós estamos acostumados à normalidade da vida: horários, compromissos, trabalho, momentos de descanso… e pensamos que será sempre assim. Mas um dia, prossegue Francisco, Jesus chamará e nos dirá: ‘Vem!’ Para alguns, este chamado será repentino, para outros, virá depois de uma longa doença; não sabemos.

No entanto, repete o Papa, “O chamado virá!”. E será uma surpresa, mas depois, virá ainda outra surpresa do Senhor: a vida eterna. Por isso, “a Igreja nestes dias nos diz: pare um pouco, pare e pense na morte”. O Papa Francisco descreve o que acontece normalmente: até participar do velório ou ir ao cemitério se torna um evento social. Vai-se, fala-se com os outros e em alguns casos, até se come e se bebe: “É uma reunião a mais, para não pensar”.

“E hoje a Igreja, hoje o Senhor, com aquela bondade que é sua, diz a cada um de nós: ‘Pare, pare, nem todos os dias serão assim. Não se acostume como se esta fosse a eternidade. Haverá um dia em que você será levado e o outro ficará, você será levado’. É ir com o Senhor, pensar que a nossa vida terá fim. Isto faz bem”.

Isto faz bem – explica o Papa – diante do início de um novo dia de trabalho, por exemplo, podemos pensar: ‘Hoje talvez será o último dia, não sei, mas farei bem meu trabalho’. E o mesmo nas relações de família ou quando vamos ao médico.

“Pensar na morte não é uma fantasia ruim, é uma realidade. Se é feia ou não feia, depende de mim, como eu a penso, mas que ela chegará, chegará. E ali será o encontro com o Senhor, esta será a beleza da morte, será o encontro com o Senhor, será Ele a vir ao seu encontro, será Ele a dizer: “Vem, vem, abençoado do meu Pai, vem comigo”.

E ao chamado do Senhor não haverá mais tempo para resolver nossas coisas. Francisco relata o que um sacerdote lhe disse recentemente:

“Dias atrás encontrei um sacerdote, 65 anos mais ou menos, e ele tinha algo que não estava bem, ele não se sentia bem … Ele foi ao médico que lhe disse: “Mas olhe – isso depois da visita – o senhor tem isso, e isso é algo ruim, mas talvez tenhamos tempo para detê-lo, nós faremos isso, se não parar, faremos isso e, se não parar, começaremos a caminhar e eu vou acompanhá-lo até o fim”. “Muito bom aquele médico”.

Assim também nós, exorta o Papa, vamos nos fazer acompanhar nesta estrada, façamos de tudo, mas sempre olhando para lá, para o dia em que “o Senhor virá me buscar para ir com Ele”.


Por Rádio Vaticano