sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Apresentação de Jesus, Purificação de Maria, Nossa Senhora da Luz, Candelária…?


Por: Redação da Aleteia


Afinal, o que celebramos no dia 2 de fevereiro? Celebramos todas essas festas - e mais algumas! E todas elas são, na essência, a mesma e única festa!

Embora esteja fora do tempo litúrgico do Natal, a festa do dia 2 de fevereiro faz parte de um relato unitário que inclui o Nascimento de Jesus, a Epifania e a Apresentação do Senhor no templo.

A Apresentação do Senhor, celebrada em 2 de fevereiro, é uma antiquíssima festa de origem oriental, já celebrada pela Igreja de Jerusalém no século IV, só que quarenta dias após a Epifania: ou seja, em 14 de fevereiro. De Jerusalém, a festa se espalhou para outras igrejas do Oriente e do Ocidente, havendo registros da sua celebração em Roma pelo menos desde o século VII – e com os quarenta dias sendo contados a partir do Natal e não da Epifania.

Nas igrejas orientais, a data era chamada de “Festa do Encontro“, em expressiva referência ao encontro do Ungido de Deus com o seu povo. Já no Ocidente, a festa passou a ser conhecida a partir do século X como “Purificação da Bem-Aventurada Virgem Maria”, sendo assim incluída entre as festas de Nossa Senhora – e nasce, assim, o título de “Nossa Senhora da Purificação“.

Entretanto, o que a Igreja essencialmente celebra neste dia é um mistério de Nosso Senhor. É por isso que, no calendário romano revisado em 1969, o nome da festa foi mudado para “Apresentação do Senhor”, indicação mais fiel da sua natureza e objeto.

Isto não subestima de forma alguma o papel de Nossa Senhora nos acontecimentos hoje celebrados, já que os mistérios de Cristo e de Maria são interligados intimamente a ponto de se tratar de uma “dupla celebração”, tanto de Cristo quanto de Maria.

É por isso que o dia 2 de fevereiro também celebra, popularmente, a festa de Nossa Senhora da Luz ou da Candelária, que evoca o mesmo fato: o de que, junto com São José, seu esposo, ela leva o Menino Deus, que é a Luz do mundo, para ser apresentado no templo. Nossa Senhora nos traz a Luz!

E, como a Luz de Cristo ilumina todos os nossos trajetos pela vida, esta data celebra também, em vários lugares do mundo, a festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, conhecida ainda por Nossa Senhora da Esperança ou mesmo Nossa Senhora dos Navegantes.

A apresentação de Jesus no templo é narrada no capítulo 2 do Evangelho de São Lucas: em cumprimento da lei mosaica, os pais do Menino o levam ao templo, quarenta dias depois do seu nascimento, para apresentá-lo e fazer por Ele uma oferenda.

No templo, eles encontram Simeão, que, depois de lhes ter revelado maravilhas sobre o Filho que ali traziam, declarou:

“Agora, Senhor, deixai partir o vosso servo em paz, conforme a vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a vossa salvação, que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar os gentios e glória de Israel, vosso povo!” (Lucas 2,29-33).

Esta passagem é conhecida como Nunc dimittis, por serem estas as suas duas primeiras palavras em latim, ou como o Cântico de Simeão (a passagem completa é Lc 2,22-40): ele nos convida a aclamar a Cristo como “Luz que ilumina as nações”.

Vem deste episódio, também, o sentido desta data como o Dia Mundial da Vida Consagrada. Ao celebrar esta festa em 2014, o Papa Francisco exortou, “à luz desta cena evangélica, a considerar a vida consagrada como um encontro com Cristo“:

“É Ele que vem até nós, trazido por Maria e José, e somos nós que vamos até Ele, guiados pelo Espírito Santo. Mas no centro está Ele. É Ele que move tudo, é Ele que atrai ao Templo, à Igreja, onde podemos encontrá-lo, reconhecê-lo, recebê-lo e também abraçá-lo”.

Em suma, são surpreendentemente muitas as comemorações do dia 2 de fevereiro, e ainda mais fascinante é constatar o quanto elas todas se entrelaçam em torno ao mesmo fato bíblico, tão rico e luminoso que se reflete em efusão de celebrações interligadas!

Religião não é coisa de gente tonta!


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Religião não é coisa de gente tonta! Religião é coisa de gente, e é coisa de gente por quê?

Lancemos mãos de trecho do livro o que é religião, do teólogo e educador Rubem Alves. Lembra ele, logo no começo da obra, que “é fácil identificar, isolar e estudar a religião como um comportamento exótico de grupos sociais restritos e distantes. Mas é necessário reconhecê-la como presença invisível, sutil, disfarçada, que constitui num dos fios com que tece o acontecer do nosso cotidiano. A religião está mais próxima de nossa experiências pessoal do que desejamos admitir [...]. Como o disse poeticamente Ludwing Feuerbach: “A consciência de Deus é autoconsciência”, o conhecimento de Deus é autoconhecimento”. A religião é o solene desvelar dos tesouros oculto do homem, revelação dos seus pensamentos íntimos, a confissão aberta dos seus segredos de amor”.

Ora, não há dúvida de que o sentimento religioso é uma constante na história humana; independentemente da região planetária, época ou sociedade, sempre encontramos manifestações de uma busca de relacionamento com forças misteriosas e poderosas que entendemos superiores ou anteriores a nós, homens e mulheres. Por isso, ao contrário do que muitos suspeitam, vamos de novo: religião não é coisas de “gente tonta”; religião é de “gente” e, como entre as variadas gentes, também há as que são tontas, que confundem-se umas das outras.

Reafirme-se: religião não é sempre coisas de gente frágil, ou ignorante, ou qualquer outro adjetivação que indique indigência psicológica, mental ou cognitiva; do mesmo modo, não ter religião não indica precariedade moral e intelectual.

Falar em religião – ou, com mais propriedade, falar em religiosidade, isto é, em um sentimento que não necessariamente se integra a uma formalização coletiva, institucional ou formal – é falar em uma forma das forças profundas de movimentação humana e intensa busca pelo sentido de tudo que nos cerca. A religiosidade é uma percepção e uma conexão da vida, que procura captar, fluir e proteger tudo aquilo que ultrapassa a materialidade e a imediaticidade do mundo, ou seja, um sentimento que deseja fixar os múltiplos e intrigantes significados da existência para além da sensação de tudo e de nós mesmos: provisório, passageiros, finitos e, portanto, precário e desnecessários.

O mesmo Rubem Alves, na conclusão do livro antes menciona, adverte que “o sentido da vida não é um fato. Num mundo ainda sob o signo da morte, em que os valores mais altos são crucificados e a brutalidade triunfa, é ilusão proclamada a harmonia com o universo como realidade presente a experiência religiosa, assim, depende de um futuro. Ela se nutre de horizontes utópicos que os olhos não viram e que só podem ser contemplados pela magia da imaginação. Deus e o sentido da vida são ausência, realidade por que se anseia, dádivas de esperança. De fato, talvez seja esta grande marca da religião: a esperança. E talvez possamos afirmar, com Ernest Bloch: ‘onde está a esperança ali também está a religião’”.

No entanto há uma outra forte dimensão da Religiosidade: o sentimento de agradecimento, intentando estabelecer um vínculo de gratidão e pertencimento a uma entidade amorosa, criadora e protetora, que, além da vida, nos dá sentido.

Ao olhar uma ideia com esse conteúdo, muitos ficariam tentados a um sutil ironia, remetendo eventualmente os seus crentes ao reino dos fracos de espirito; é preciso, contudo, sempre relembrar o alerta feito no início do século passado pelo sociólogo francês Émile Durkheim: “Não existe religião alguma que seja falsa. Todas elas respondem, de formas diferente, a condição dadas da existência humana”. Coisa de gente... 

Não Se Desespere! - Provocações Filosóficas

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Mario Sergio Cortella: filósofo, 
escritor e professor brasileiro.

De onde vêm as paróquias?


Por: Padre Félix


Cultura católica ao alcance de todos

Paróquia, define-a o Direito canônico, é a comunidade dos fiéis submetida ao pároco, ou por outra, é o território sobre o qual se estende a jurisdição do pároco.

Nos primeiros séculos da Igreja não existiam as paróquias; existiam apenas os bispados ou Dioceses administradas pessoalmente pelos bispos, legítimos sucessores dos Apóstolos.

Assim, podemos dizer que cada diocese constituía uma única paróquia cuja matriz era a catedral, única Igreja, então que possuía a pia batismal. Os bispos, nas suas catedrais, acercavam-se de sacerdotes auxiliares para o serviço do culto e administração dos sacramentos.

Com a propagação da fé, formaram-se núcleos numerosos de fiéis nas grandes cidades e nas aldeias. Daí, a necessidade de se construírem templos para comodidade desses fiéis, que nem sempre podiam recorrer facilmente ao bispo devido à distância que os separava da sede diocesana.

Para essas igrejas, os bispos enviavam sacerdotes, por turno, para fazerem o serviço ministerial, regressando depois à sede do bispado. Nas igrejas rurais porém, forçoso foi confiar-se a sacerdotes determinados a sua administração marcando-lhes um território ou comarca, para o exercício da sua jurisdição. Esse território ou comarca é o que chamamos “paróquia”.

Pelos fins do século IV é que apareceram as primeiras paróquias na Itália e em Alexandria. Santo Athanasio, na sua segunda Apologia, diz que no seu tempo havia dez igrejas paroquiais em Maréctis da diocese de Alexandria.

A paróquia é, portanto, uma instituição venerada pela sua antiguidade. Ela está para o reino espiritual que chamamos Igreja, como as comarcas civis estão para a nação: é a célula viva do organismo da Igreja; é a família espiritual que, unida a outras, forma a sociedade espiritual.

Para sermos patriotas é necessário que votemos o nosso amor e a nossa dedicação não só à pátria em sua generalidade (quase abstrata e especulativa), mas também – e mais praticamente – aquele torrão da Pátria onde floriu o nosso berço, ou nos acolheu depois, adotando-nos como filhos.

Igualmente, para sermos católicos, como é nosso estrito dever, é preciso que o nosso amor e a nossa dedicação à Igreja se evidenciem, tanto em relação à Igreja no seu conjunto, na sua catolicidade, como na mínima porção do seu admirável organismo, na paróquia.

Tudo quanto possa concorrer para o progresso espiritual da paróquia, e mesmo material, deve interessar sobremodo os paroquianos. Estes devem ter verdadeiras e santas emulações para verem sempre a sua paróquia na vanguarda das demais.

A igreja matriz deve ser o expoente da fé e da piedade dos paroquianos. Todas as funções realizadas na matriz devem ser bastante concorridas e revestir-se de grande pompa.

Os sacramentos devem ser, de preferência, recebidos na matriz, para maior edificação dos fiéis. A matriz deve estar sempre provida de tudo quanto há de melhor para o esplendor do culto; mas para isso devem dispor de recursos fornecidos pelos paroquianos e pelo pároco.

A missão da Igreja católica apostólica romana no mundo

A Igreja, comunidade santa convocada pela Palavra, tem como uma de suas principais tarefas a de pregar o evangelho (cf. Lumen gentium, 25). Evangelizar é necessariamente anunciar com alegria o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o Reino e o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus (cf. Evangelii nuntiandi, 22).

Toda evangelização parte do mandato de Cristo a seus apóstolos e sucessores, desenvolve-se na comunidade dos batizados, no seio de comunidades vivas que compartilham a sua fé e se orienta ao fortalecimento da vida de adoção filial em Cristo, que se expressa principalmente no amor fraterno. Só uma Igreja evangelizada é capaz de evangelizar. (Fonte: “Santo Domingo” nº 23)

A missão da Igreja particular

As Igrejas particulares têm como missão prolongar para as diversas comunidades “a presença e a ação evangelizadora de Cristo” (Puebla, 224), já que são “formadas à imagem da Igreja universal nas quais e, a partir das quais, existe uma só e única Igreja Católica” (Lumen gentium, 23).

A Igreja particular é chamada a viver o dinamismo de comunhão-missão, “a comunhão e a missão estão profundamente unidas entre si; compenetram-se e se implicam mutuamente, ao ponto de a comunhão representar, ao mesmo tempo, a fonte e o fruto da missão… sempre é o único e idêntico Espírito que convoca e une a Igreja e que a envia a pregar o Evangelho até os confins da terra” (Christifidelis laici, 32).

A Igreja particular, conforme o seu ser e a sua missão, por congregar o povo de Deus de um lugar ou região, conhece de perto a vida, cultura, os problemas de seus integrantes e é chamada a gerar ali, com todas as suas forças, sob a ação do Espírito, a nova evangelização, a promoção humana, a inculturação da fé (cf. Redemptoris missio, 54). (Fonte: “Santo Domingo” nº 33)

A missão da paróquia

A paróquia, comunidade de comunidades e movimentos, acolhe as angústias e esperanças dos homens, anima e orienta a comunhão, participação e missão. “Não é principalmente uma estrutura, um território, um edifício, é a família de Deus, como uma fraternidade animada pelo Espírito de unidade”… “A paróquia se funda sobre uma realidade teológica porque ela é uma comunidade eucarística”… “A paróquia é comunidade de fé, e uma comunidade orgânica… na qual o pároco, que representa o bispo diocesano, é o vínculo hierárquico com toda a Igreja particular” (Christifideles laici, 26).

Se a paróquia é a Igreja que se encontra entre as casas dos homens, ela vive e trabalha profundamente inserida na sociedade humana e intimamente solidária com suas aspirações e dificuldades. 

A paróquia tem a missão de evangelizar, de celebrar a liturgia, de fomentar a promoção humana, de fazer progredir a inculturação da fé nas famílias, nos grupos e movimentos apostólicos, e através deles, em toda a sociedade. A paróquia, comunhão orgânica e missionária, é assim uma rede de comunidades.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Ontem fez 112 anos que o Santíssimo Sacramento parou um tsunami na Colômbia


Redação da Aleteia


A ilha estava prestes a ser varrida do mapa quando um sacerdote elevou Jesus Cristo Eucaristia diante do mar em fúria. E o milagre aconteceu.

A palavra “tsunami” se popularizou em português principalmente a partir de dezembro de 2004, quando um poderoso terremoto de 9,1 graus na Escala de Richter, ocorrido na ilha indonésia de Sumatra, gerou as ondas gigantes de até 30 metros de altura que devastaram regiões costeiras de 14 países, matando 230 mil pessoas e entrando para a história como um dos desastres naturais mais mortíferos já registrados.

Em 2010, um tsunami atingiu a costa do Chile. Em 2011, o fenômeno voltou a atrair os olhos do planeta inteiro ao arrasar regiões litorâneas do Japão, ocasionando, entre muitos outros graves danos, o acidente nuclear de Fukushima.

No entanto, os tsunamis estão muito longe de serem “novidades”.

Há 112 anos, a pequena ilha colombiana de Tumaco se viu às voltas com um tsunami cercado por fatos extraordinários.

No dia 31 de janeiro de 1906, às 10 horas da manhã, os habitantes dessa minúscula ilha do Oceano Pacífico sentiram um forte terremoto que durou cerca de 10 minutos. Todo o povo correu até a igreja para suplicar aos padres Gerardo e Julián que organizassem imediatamente uma procissão com o Santíssimo Sacramento.

O mar, enquanto isso, continuava retrocedendo, no típico movimento que antecede a formação de uma onda descomunal. Atemorizado, o pe. Gerardo Larrondo consumiu todas as hóstias consagradas da âmbula e conservou somente a Hóstia Magna. Depois, dirigindo-se ao povo, exclamou:

“Vamos, meus filhos, vamos todos à praia, e que Deus tenha piedade de nós!”

Sentindo-se seguros diante da presença de Jesus Eucaristia, todos caminharam, entre lágrimas e aclamações a Deus. Quando o pe. Gerardo chegou à praia, foi corajosamente até a margem com a custódia nas mãos.

No momento em que a onda estava chegando, ele levantou a Hóstia consagrada, com mão firme e o coração cheio de fé, e, diante de todos, traçou o Sinal da Cruz. Foi um momento de altíssima solenidade.

A onda continuou avançando, mas, antes que o pe. Gerardo e o pe. Julián pudessem perceber, o povo, comovido e maravilhado, já estava gritando:

“Milagre! Milagre!”

De fato, como se tivesse sido parada por uma força invisível e superior à natureza, a potente onda que ameaçava apagar do mapa a ilha de Tumaco havia iniciado seu retrocesso, enquanto o mar voltava ao seu nível normal.

Os habitantes de Tumaco, em meio à euforia e à alegria por terem sido salvos da morte graças a Jesus Sacramentado, manifestavam a sua gratidão.


O milagre de Tumaco ficou conhecido no mundo inteiro. O pe. Gerardo Larrondo recebeu até do continente europeu inúmeras cartas de pessoas que pediam as suas orações.

Alimentação - Clientes encontram várias larvas dentro de um lanche em restaurante do Burger King no DF

Um casal encontrou várias larvas nos lanches comprados em um restaurante do Distrito Federal

Por: redação


O Burger King fechou preventivamente um restaurante de Brasília (DF) após divulgação de um vídeo que mostra várias larvas dentro de um lanche. A rede informa que a loja foi fechada para investigação dos fatos.


Um casal comprou dois lanches na lanchonete do Distrito Federal no domingo, 28. Após algumas mordidas, se depararam com várias larvas dentro dos sanduíches. Eles fizeram um vídeo e postaram nas redes sociais. A publicação já tem mais de 4,2 milhões de visualizações.

MUNDO - 8 países têm pelo menos um quarto da população passando fome

Relatório divulgado pela ONU identificou 16 países com sérios problemas de alimentação, dos quais oito enfrentam crise ou emergências

Por EFE

Fome no Sudão do Sul

Roma – Ao todo, oito países têm um quarto ou mais da sua população passando fome em situação de emergência, revelou o último relatório do Conselho de Segurança das Nações Unidas elaborado por duas agências do organismo.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) informaram nesta segunda-feira em comunicado conjunto que a insegurança alimentar em países afundados em conflitos continua piorando, fazendo com que a ajuda humanitária seja de “extrema importância”.

O relatório identificou 16 países com sérios problemas de alimentação, dos quais oito enfrentam crise ou emergências que afetam um quarto ou mais da população.

O caso mais preocupante é o do Iêmen, onde 60% dos habitantes (17 milhões de pessoas) sofrem fome severa, seguido do Sudão do Sul, com 45% da população (4,8 milhões) em situação semelhante.

A guerra na Síria fez com que 33% da população do país sofra com altos níveis de insegurança alimentar (6,5 milhões de pessoas), a mesma porcentagem do Líbano, com 1,9 milhões de famintos devido ao grande número de refugiados sírios lá.

Três de cada dez pessoas sofrem com níveis críticos de fome na República Centro-Africana (1,1 milhões de pessoas), enquanto que a porcentagem é de 26% na Ucrânia (1,2 milhões) e de 25% tanto no Afeganistão (7,6 milhões) quanto na Somália (3,1 milhões).

Frente às crises que receberam mais atenção em outras partes da África, as agências mostraram “preocupação” pela rápida deterioração vista na República Democrática do Congo, onde calcula-se que a crise alimentar já afete 7,7 milhões de habitantes (11% da população).

No Sudão o número de pessoas com graves problemas de insegurança alimentar é 3,8 milhões; no Iraque, 3,2 milhões; no entorno do Lago Chade (entre Chade, Níger, Nigéria e Camarões), 2,9 milhões; no Burundi, 1,8 milhão; e no Haiti, 1,3 milhão.


Em 2016, o cálculo era que 815 milhões de pessoas passavam fome no mundo, sendo que 489 milhões (75%) viviam em zonas afetadas pela violência.

CIÊNCIA - Sanduíches seriam tão prejudiciais ao meio ambiente quanto carros

O consumo anual no Reino Unido gera em média 9,5 milhões de toneladas de CO2, o equivalente ao uso anual de 8,6 milhões de carros

Por AFP

Hambúrguer de carne de angus certificada

O consumo anual de sanduíches no Reino Unido tem o mesmo impacto no meio ambiente que o uso de mais de oito milhões de carros por ano, afirmam pesquisadores da Universidade de Manchester em um estudo publicado nesta quinta-feira.

De acordo com a Associação Britânica do Sanduíche (BSA), 11,5 bilhões de sanduíches são consumidos a cada ano no Reino Unido, metade dos quais são preparados em casa e a outra metade comprada comercialmente.

Este consumo anual “gera em média 9,5 milhões de toneladas de CO2, o equivalente ao uso anual de 8,6 milhões de carros”, compara a professora Adisa Azapagic, citada pela universidade.

Os pesquisadores estudaram a pegada de carbono de 40 diferentes tipos de sanduíches. Os piores para o meio ambiente? Os com carne de porco (bacon, presunto ou salsicha) e os com queijo ou camarão.

A variedade que mais consome carbono é o especial para café da manhã com ovos, bacon e salsichas comprado no mercado. Os pesquisadores calcularam que a produção de um sanduíche deste tipo gera 1.441 gramas de dióxido de carbono, equivalente às emissões de CO2 produzidas por um carro que viaja a 12 milhas (19 quilômetros).

O mais limpo para o planeta é o de presunto e queijo preparado em casa.

A produção, o processamento e armazenamento dos sanduíches, sua embalagem e transporte contribuem para o seu impacto no meio ambiente.

Os pesquisadores estimam que sua pegada de carbono pode ser reduzida em 50%, alterando receitas, embalagens e por meio da reciclagem de resíduos. 

A BSA também estima que o prolongamento da vida útil dos sanduíches flexibilizando datas de validadeeconomizaria pelo menos 2.000 toneladas de resíduos por ano.