segunda-feira, 10 de setembro de 2018

SAÚDE - O que acontece se meu cachorro lambe a minha cara?


E se eu o deixo dividir comigo a minha comida? Especialistas em microbiologia e veterinária esclarecem os problemas que estes gestos carinhosos podem causar a nossa saúde e a do animal de estimação

Por: El pais

lametazo perro

Muitos amam seus cães quase como se fossem filhos. E até mais que a outras pessoas. A ponto de conversar com eles como se fossem bebês ou deixá-los dormir em suas camas. Alguns até recebem beijos na forma de lambidas no rosto ou dividem sua comida com eles.

E justo uma cena desse tipo viralizou nas redes sociais: uma mulher dava um pouco de seu sorvete para um cão salsicha (dachshund) e depois continuava a tomá-lo. É uma prática saudável ou não? O debate ganhou espaço na Internet. Algumas pessoas dizem que dividem sua comida e deixam seus companheiros caninos lambê-la porque se trata de um gesto de afeto. Outros, pelo contrário, consideram que não deve ser saudável que um cão, que cheira urina e excrementos de outros animais –entre outras coisas encontradas na rua–, coma nossa comida ou nos beije no rosto. Mas quem está certo? Isto é o que opinam os especialistas.

É preciso evitar as lambidas na boca, nos olhos, no nariz e nas feridas

Apesar de alguns estudos, incluindo um publicado na prestigiada revista Nature, afirmarem que ter um animal de estimação desde a infância pode ajudar a reduzir o risco de alergias ou doenças como a asma, os especialistas aconselham evitar o contato da boca do animal com nosso rosto e nossa comida. "Tenha cuidado com lambidas", diz Manuel Sánchez Angulo, Professor de Microbiologia da Universidade Miguel Hernández de Elche e membro da Sociedade Espanhola de Microbiologia (SEM), porque "o focinho do cão toca em tudo o que há por aí afora" .

O catedrático de microbiologia na Universidade de Navarra e autor de Microbiota: los Microbios de tu Organismo, Ignacio López-Goñi, lembra que, apesar de ser um gesto de carinho, o animal está acostumado a lamber fezes e outros cães, e deixar que lamba nosso rosto ou comida "pode nos transmitir patógenos, como bactérias, vírus, fungos e parasitas que podem causar doenças". Na verdade, explica Federico Valverde Vilaplana, veterinário, presidente da Ordem Oficial de Veterinários de Cádiz e membro do Conselho Geral das Escolas de Veterinária, "com uma lambida pode transmitir infecções bacterianas, como E. Coli, Salmonella ou Camplylobacter".

Isto não significa que seja ruim que adultos ou crianças brinquem com cães. Simplesmente –continua López-Goñi– é necessário manter padrões de higiene: "Que as lambidas nunca toquem na boca, nos olhos, no nariz ou em uma ferida". No entanto, ele acrescenta: "Se tanto o dono como o cachorro estiverem saudáveis, geralmente não há nada a temer".

É importante corrigir o gesto a tempo

Esse gesto, que ajuda os cães a reconhecerem nosso estado de espírito, esclarece Vilaplana Valverde, vem de seus antepassados: "Representa um sinal de submissão e afeto, já que o cachorro é um animal social que faz parte de um clã (neste caso, o ambiente familiar) e precisa mostrar reverência aos demais membros do grupo ao qual ele pertence ". Mas também são capazes de mostrar esses sentimentos em sua linguagem corporal e sons, e "é responsabilidade do proprietário corrigir o instinto de lamber, pois representa um risco para a saúde".

O veterinário também observa que é essencial para a saúde da unidade familiar ter as vacinas dos animais em dia –contra a raiva, a leptospirose com seus diferentes sorotipos, o parvovírus, a cinomose e a hepatite. Além de manter a higiene, realizar a desparasitação periódica, mantê-lo afastado das fezes de outros animais e lavar regularmente as mãos com água e sabão depois de brincar com ele.

Também não é saudável para o animal

Alimentar o animal com a nossa comida também não é bom para ele, esclarece o veterinário: "Seu sistema digestivo é diferente do nosso e podemos lhe causar sérios problemas de saúde”. "A ração é o alimento mais adequado para controlar as calorias que ingere, dependendo da idade, raça e do exercício que faz, e assim evitar problemas como a obesidade", acrescenta. Ele recomenda que antes de introduzir qualquer tipo de mudança na dieta do animal seja consultado um especialista.

“A Freira”: um filme de terror com uma surpreendente mensagem pró-católica


Por: David Ives

NUN

Até o filme reconhece: só a Igreja consegue se interpor entre o mundo e as forças sobrenaturais que querem destruí-lo

Os fãs católicos da franquia de filmes “Invocação do Mal” (“The Conjuring“) e seus spin-offs têm motivos para estar felizes com a mais recente produção ligada aos “arquivos Warren”: o embasamento e os princípios católicos estão notavelmente presentes na trama de “A Freira“, ainda que os fãs de terror em geral, sejam católicos ou não, possam achar que este filme, infelizmente, deixa a desejar nos quesitos “sustos e medo”.

Como os espectadores provavelmente se lembram, a freira do título foi uma das formas sob as quais o demônio Valak apareceu em “Invocação do Mal 2” (“The Conjuring 2“), no intuito de deixar na berlinda a fé das versões altamente ficcionais de Ed e Lorraine Warren. “A Freira” nos leva de volta a 1952 para nos mostrar que, sendo Valak um demônio, esse visual desejava precisamente perturbar os fiéis e zombar da sua fé.

O filme começa num castelo da Romênia que foi transformado em convento. Lá, uma jovem religiosa decidiu acabar com a própria vida na tentativa de impedir que o demônio confinado em suas masmorras entrasse em seu corpo e escapasse de lá para o mundo. Visando assegurar-se de que o mosteiro não tenha sido profanado por esse ato e evitar o vazamento de segredos extraordinários, o Vaticano envia o padre Burke (Demian Bichir) para avaliar a situação. Acompanhando o bom sacerdote vai também a noviça Irene (Taissa Farmiga), uma postulante à vida conventual: ela poderia ser útil à missão por causa da sua propensão a ter visões sobrenaturais. Durante a viagem, a dupla conta com um reforço: Frenchie (Jonas Bloquet), a única pessoa do povoado que se atreve a chegar perto do mosteiro – e, mesmo assim, pelo mínimo tempo possível.

O que acontece após a chegada do trio às portas do mosteiro é o típico do terror batido: figuras meio encobertas que se vislumbram pelos cantos, alguns sobressaltos espalhados por aqui e por ali e, é claro, a ocasional aparição da personagem-título, que é uma eficaz adição ao rol de monstros assustadores. Entretanto, esses sustos dispersos não conseguem criar um conjunto que, no fim das contas, vá além de meros fragmentos de verdadeiro terror.

Mas o filme não é nenhum desastre. Os atores são sólidos e a obra é visualmente atrativa, renunciando, felizmente, à aparência desbotada de tantos filmes de terror de hoje em dia e optando por uma paleta natural. Além da atmosfera gótica instigante e dos ângulos de câmera bem escolhidos, “A Freira” também consegue demonstrar um nível surpreendente de respeito ao catolicismo, apesar das indiretas, no início do filme, à tendência do Vaticano a guardar segredos. O sacerdote, por exemplo, enfrenta problemas com seu passado, mas nunca hesita na fé. A jovem postulante é sincera, dedicada e, pasmem, não se vê tentada de forma alguma pelas atenções de Frenchie. A própria Igreja acaba sendo a mocinha da história: ela é a única força capaz de se interpor entre o mundo e os poderes sobrenaturais que querem corrompê-lo e destruí-lo.

Ah, e qual é a principal arma de defesa usada no filme? Talvez seja outra surpresa: é a oração. Há mais oração ao longo da trama de “A Freira” do que na soma dos dez últimos filmes religiosos que eu vi. É até provável que todos da plateia já consigam recitar pelo menos algum trecho da Ave-Maria em latim quando sobem os créditos de encerramento. E melhor ainda: tanta oração funciona. É claro que, no fim, precisa restar uma brecha para que Valak apareça em “Invocação do Mal 2“, mas a filosofia do filme é direta: se você quer derrotar o mal que está tentando destruir os fiéis, a oração é a primeira linha de defesa. Quando necessário, pode-se até recorrer a armas extras, como as relíquias, mas sempre se começa com a oração.

Mesmo que fosse apenas por causa desta mensagem, estamos num momento em que a estreia de “A Freira” se torna particularmente interessante. Talvez o filme não seja aterrador o suficiente para satisfazer aos fanáticos do cinema de terror, mas, para os fiéis que estão sofrendo tanto com tantas notícias terríveis ultimamente, a mensagem subjacente não poderia ser mais oportuna.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

A Bíblia não foi o primeiro livro impresso por Gutenberg?


Por: Acidigital

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Entretanto, embora o dado mais difundido é de que a Bíblia foi o primeiro livro reproduzido com a prensa de Johannes Gutenberg, o certo é que o inventor alemão reproduziu previamente outra obra católica.


No ano 1449, Gutenberg reproduziu – como ensaio – na prensa do Mainz o chamado “Misal da Constanza”, do qual agora existem somente três exemplares no mundo. Um missal é o livro católico em que estão os textos que se utilizam para a celebração da Missa
Entretanto, embora o dado mais difundido é de que a Bíblia foi o primeiro livro reproduzido com a prensa de Johannes Gutenberg, o certo é que o inventor alemão reproduziu previamente outra obra católica.

Um ano depois, em 1450, Gutenberg imprimiu a chamada Bíblia de 42 linhas ou Bíblia de Gutenberg, uma versão da chamada Vulgata, tradução ao latim usada pela Igreja Católica. Por sua importância e ampla tiragem -180 exemplares-, este texto obteve o status de ícone do início da “idade da prensa”.


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Conhecendo a Bíblia Melhor

Por: Universo Católico 

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01) Qual o significado da palavra ''Bíblia''?

A palavra ''Bíblia'' é de origem grega e quer dizer ''LIVROS''. São, ao todo, 73 livros: 46 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.

02) Quem é o autor da Bíblia?

O autor da Bíblia é Deus.Não foi Ele, porém, quem a escreveu. Essa tarefa coube aos homens e mulheres que, movidos pelo Espírito Santo, foram aos poucos escrevendo tudo o que a eles era inspirado que escrevessem.

03) Os autores humanos da BÍBLIA apenas ''copiaram'' o que Deus ''ditou'' a eles?

Não, os autores humanos da Bíblia receberam a inspiração de Deus e usaram das próprias palavras - e dos próprios conhecimentos - para redigir os textos inspirados.

04) Como a Bíblia foi escrita?

A BÍBLIA foi composta ''A DUAS MÃOS'': por Deus, que a inspirou, e pelos homens e mulheres que a escreveram. Não sabemos quantos são os autores humanos da Bíblia, mas sabemos que são muitos. Daí afirmarmos que a Bíblia foi escrita em ''mutirão''.

05) Quando a Bíblia foi escrita?

A Bíblia foi escrita entre o ano 1250 antes de Cristo e o ano 100 depois de Cristo, aproximadamente. Ou seja, ela levou mais de mil anos para ficar pronta.

06) Onde foi escrito o Antigo Testamento?

O Antigo Testamento foi escrito na Palestina (a terra de Jesus), na Babilônia (onde o povo judeu, num determinado momento de sua história, esteve exilado) e no Egito (para onde muitos judeus foram depois do cativeiro na Babilônia).

07) Onde foi escrito o Novo Testamento?

Os livros do Novo Testamento foram escritos na Palestina (a terra de Jesus), na Síria, na Ásia Menor, na Grécia e na Itália (lugares estes onde haviam sido fundadas comunidades cristãs).

08) Em que línguas foram escritas a Bíblia?

A Bíblia foi escrita em HEBRAICO, ARAMAICO e GREGO.

09) Quantas traduções existem da Bíblia?

A Bíblia já foi traduzida para aproximadamente DOIS MIL IDIOMAS. As cópias mais antigas estão na Biblioteca do Vaticano, no Museu Britânico (Londres, Inglaterra) e no Museu de Jerusalém (Israel).

10) No que foi escrita a Bíblia?

Os livros da Bíblia foram escritos em CERÂMICA (tijolos de argila), PAPIRO (tiras de papel feitas a partir da árvore de papiro, originária do Egito) e PERGAMINHO (couro curtido e preparado de carneiro, chamado de pergaminho por ter sido usado pela primeira vez na cidade de Pérgamo, 200 anos antes de Cristo).

11) Quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos?

A divisão dos livros da Bíblia em capítulos é da autoria do inglês Estévão Langton, arcebispo de Cantuária, e foi realizada no ano de 1214. Já a divisão dos capítulos em versículos foi feita, em definitivo, em 1551, pelo tipógrafo Roberto Stefano. Uma curiosidade: a Bíblia tem 1.328 capítulos e 40.030 versículos.

12) Quais são as duas grandes partes da Bíblia?

A Bíblia está dividida em duas grandes partes; ANTIGO TESTAMENTO e NOVO TESTAMENTO. O Antigo Testamento começa com o livro de Gênesis e termina com o livro de Malaquias, e o Novo Testamento vai do Evangelho escrito por São Mateus até o livro do Apocalipse de São João.

13) Como está dividido o Antigo Testamento?

O Antigo Testamento está assim subdividido: PENTATEUCO (os cinco primeiros livros, do Gênesis ao Deuteronômio; livros HISTÓRICOS (16 livros, de Josué a Macabeus); livros POÉTICOS ou SAPIENCIAIS (7 livros, de Jó a Eclesiático) e, livros PROFÉTICOS ( 18 livros, de Isaías a Malaquias).

14) Como está dividido o Novo Testamento?

O Novo Testamento apresenta a seguinte subdivisão: livros HISTÓRICOS (os 4 Evangelhos mais o livro dos Atos dos apóstolos); CARTAS DOS APÓSTOLOS (21 cartas, de Romanos a Judas) e, livro PROFÉTICO (apenas um, o Apocalipse, o último livro da Bíblia).

15) O que são os livros APÓCRIFOS?

Os apócrifos são livros escritos nos tempos em que foram escritos os demais livros da Bíblia, mas que não foram escritos sob inspiração de Deus e, por isso, não pertencem ao livro da Bíblia.

16) Quantos livros tem a Bíblia Protestante?

A Bíblia Protestante tem 66 livros, 7 a menos que a Bíblia Católica.

Os livros de Baruc, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, 1º e 2º Macabeus e parte dos livros de Ester e Daniel fazem parte da Bíblia Católica mas não da Bíblia Protestante.

Razões teológicas e históricas levaram os judeus - e depois os protestantes - a considerar esses livros como livros apócrifos.

17) É certo brigar com pessoas de outras religiões por causa da Bíblia?

Não, não é certo. A Bíblia é instrumento de aproximação e união, e não arma de agressão.

18) Quem é o centro da Bíblia?

O centro da Bíblia é Jesus. Tudo nela aponta para o Filho de Deus feito homem. O Antigo Testamento (antiga aliança) prepara a sua vinda; o Novo Testamento (nova aliança) a realiza.

19) Quem pode interpretar a Bíblia?

Só a Igreja, instituída por Cristo, pode interpretar corretamente a Bíblia. O Espírito Santo, terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é quem ajuda a Igreja nessa interpretação. O católico que participa das celebrações de sua comunidade vai, com o tempo, entendendo o sentido e o significado dos ensinamento da Palavra de Deus; assim ele aprende a interpretar a Bíblia junto com a Igreja.

20) Como estudar a Bíblia em grupo?

O Grupo de Reflexão (Círculo Bíblico) é um lugar e um modo seguro e privilegiado de estudar e interpretar a Bíblia em comunidade. É no Grupo de Reflexão e Vivência que os católicos ''misturam''a vida com a fé e aprendem a ser solidários uns com os outros.

21) É bom e aconselhável decorar trechos da Bíblia?

Sim, é bom memorizar ou decorar trechos da Bíblia, desde que quem os memorize também os pratique. Quem conhece passagens da Bíblia ''de cor'' mas não se esforça por vivê-las é um falso cristão.

22) Com que atitude deve-se ler a Bíblia?

A Bíblia deve ser lida com humildade de coração. É aos pequenos e simples que Deus revela a sua sabedoria.

23) Como procurar e encontrar uma citação bíblica?

As citações bíblicas têm sempre a seguinte ordem: Título do LIvro (abreviado), Capítulo e Versículo.

Exemplo: Jo 10,10. Esta citação lê-se assim: Evangelho de São João, capítulo dez, versículo dez.

- A vírgula ( , ) separa o capítulo do versículo.
Exemplo: Jo 6,50 = Evangelho de São João, capítulo seis, versículo cinqüenta.

- O ponto ( . ) indica um pulo entre os versículos.Neste caso, lê-se o número que vem antes e depois do ponto.

Exemplo: Jo 1,3.9 = Evangelho de São João, capítulo um, versículos três e nove.

- O traço ( - ) indica que devemos ler de um versículo até o outro.
Exemplo: Jo 17,20-26 = Evangelho de São João, capítulo dezessete, versículos de vinte a vinte e seis. O traço pode também indicar uma seqüência de capítulos.

Exemplo: Jo 17,20-18,12 = Evangelho de São João, do capítulo dezessete, versículo vinte, até o capítulo dezoito, versículo doze.

- O ponto e a vírgula ( ; ) separam uma citação de outra, ou um livro de outro livro.

Exemplo: Jo 1,5;16,14 = lê-se o versículo cinco do capítulo um e o versículo quatorze do capítulo dezesseis.

Outro exemplo: Jo 1,5;Mt1,22: neste caso, deve-se procurar as duas citações pedidas, uma no Evangelho de São João e a outra no Evangelho de São Mateus.

- Um esse ( S ) indica o versículo imediatamente posterior ao citado.
Exemplo: Jo 1,5s = Evangelho de São João, capítulo um, versículo cinco e seguinte, seis. Ou seja: Jo 1,5s = Jo 1,5-6.

- Dois esses ( SS ) indicam os versículos seguintes ao citado.
Exemplo: Jo 1,5ss = Evangelho de São João, capítulo um, versículos cinco e seguintes, até onde interessar a citação.

- Às vezes encontramos um a, ou b, ou ainda um c depois da citação do versículo.

Exemplo: Jo 1,18a = lê-se a primeira parte do versículo dezoito. Quando a letra que vem logo após a citação do versículo é a b, deve-se ler a segunda parte desse versículo e, quando é a letra c, lê-se a terceira parte do versículo. Isso acontece porque um versículo pode ser formado por uma, duas ou até três frases.

- Quando o livro tem um só capítulo, omite-se a indicação do capítulo, e cita-se só o versículo.

Exemplo: Jd 3 = Carta de São Judas, versículo três. Quando o livro tem mais de um capítulo, o número que vem logo após a indicação do livro é a do capítulo.

Exemplo: Jo 2 = deve-se ler todo o capítulo dois do Evangelho de São João.







quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Médicos brasileiros publicam vídeo impactante contra o aborto

Por: Redação da Aleteia

DOCTORS,LIFE

“Aborto é retrocesso, é ilusão”, diz a campanha liderada pelos profissionais

No dia em que se formam, os médicos fazem o tradicional Juramento de Hipócrates, que teria sido escrito no século V a.C.. Solenemente, os então estudantes prometem praticar a Medicina de forma honesta e ética e se comprometem a respeitar a vida e, entre outras respeitosas coisas, a não dar “a nenhuma mulher uma substância abortiva.”

E foi com uma referência ao juramento que médicos brasileiros produziram um vídeo contra o aborto. O grupo de profissionais se autodenomina Médicos pela Vida, “um movimento civil, apartidário, composto por médicos e profissionais de saúde, comprometidos com a promoção e a defesa da vida humana”.


No vídeo, que está circulando em redes sociais e grupos pró-vida, profissionais, de forma corajosa e honesta, se apresentam, com todo o conhecimento científico e humano que têm, para honrar o juramento que um dia fizeram e alertar para os riscos do aborto.

Uma atitude louvável, que vale a pena ser compartilhada! Assista:

O ponto fraco do diabo


Por: Philip Kosloski

FALLEN ANGEL,SATAN

Sim, existe um jeito de combatermos o maligno

Muitas vezes, quando vemos um grande mal no mundo, sentimos um desejo de “combater o fogo com fogo” e usar as mesmas táticas do inimigo. Começamos a nos convencer de que se fôssemos “poderosos” o suficiente, poderíamos derrubar Satanás e todos os seus seguidores.

No entanto, essa estratégia só vai nos machucar. Se realmente quisermos ter o poder de Satanás em nossas vidas, precisamos ir atrás de sua maior fraqueza.

Satanás ama o poder e usa nossa sede pelo poder contra nós.   Mas há uma coisa que ele odeia e isso pode acabar com a sua suposta força: a humildade.

O maior exemplo de humildade que superou o mal foi a crucificação de Jesus Cristo. O Rei dos Reis estava despido na madeira da cruz em suprema agonia. Suas mãos e pés estavam pregados, deixando-o inteiramente vulnerável. Seus captores podiam fazer o que quisessem,  e ele não podia fazer nada para se defender.

Porém, esse ato de fraqueza e humildade foi, na realidade, um ato de amor e sacrifício extraordinários. Era o real poder do amor, que continha os laços da morte e abriu as portas do céu.

Incontáveis homens e mulheres ao longo da história seriam inspirados a seguir os passos de Jesus e, como resultado, os impérios do mal foram destruídos e os sistemas políticos corruptos demolidos.

O filósofo Peter Kreeft aponta em seu livro The Philosophy of Tolkien [“A Filosofia de Tolkien] como até mesmo no Apocalipse, a “última batalha entre o bem e o mal é uma batalha entre dois animais míticos: o pequeno cordeiro manso e a terrível besta do dragão. E o cordeiro vence a besta por uma arma secreta: o seu próprio sangue”.

Kreeft prossegue explicando: “O ponto fraco do mal é que ele não consegue vencer a humildade. Não importa quanto poder o mal tenha, é sempre derrotado pela renúncia amorosa e livre do poder”.

Satanás despreza a humildade enquanto prospera na busca pelo poder terrestre. Quanto mais tentamos ser “fortes” e “influentes” no mundo, mais Satanás trabalha sobre nós. 

Pense em Madre Teresa. Ela trabalhava com os mais pobres dos pobres e, aos olhos do mundo, era uma mulher idosa baixa, fraca e frágil. Porém, na verdade, ela era uma das mulheres mais fortes que já viveu; era um espinho para Satanás. Ele nunca poderia conquistá-la nem destruir o bom trabalho que ela fez.

Portanto, se quisermos vencer o mal, o caminho para a vitória passa pela humildade e pelo sacrifício pessoal. Somente quando entregarmos tudo a Deus poderemos derrotar o mal.

O mistério escondido no silêncio


Por: Franciscanos.org    

LAKE OF DER-CHANTECOQ IN FRANCE

"O silêncio não consiste apenas em ausência de barulho. Quase esquecemos isto"

Sabemos perfeitamente que toda sorte de silêncio não pode ser saudada com entusiasmo. Há mutismos hediondos e silêncios mortais. É certo, no entanto, que precisamos redescobrir os mistérios do silêncio.

A editora Albin Michel, de Paris, publicou um texto provocativo sobre o silêncio através da história. 

Transcrevemos aqui o prólogo do texto, o prelúdio, como escreve o seu autor. Esta página de abertura do livro serve para nosso começo de conversa.

O silêncio não consiste apenas em ausência de barulho. Quase esquecemos isto. Pontos de referência auditivos foram se desnaturando, enfraquecendo, dessacralizando. O medo e até mesmo o horror pelo silêncio foram se intensificando.

No passado, os homens do Ocidente degustavam a profundidade e os sabores do silêncio. 

Consideravam-no como condição para o recolhimento, escuta de si, meditação, oração, sonho, criação, de modo todo particular como lugar interior de onde brota a palavra. Enumeravam suas características sociais. A pintura era para eles palavra de silêncio.

A intimidade dos lugares, de modo especial a do quarto e dos objetos de cada um, como da casa era toda tecida de silêncio. Depois do advento da alma sensível no século XVIII, os homens, inspirados pelo código do sublime, apreciavam os mil silêncios do deserto e sabiam percebê-los no alto de uma montanha, à beira mar ou nas paragens do interior.

O silêncio testemunhava a intensidade do encontro amoroso e parecia mesmo a condição para a fusão. Era presságio da duração dos sentimentos. 

A vida do doente, a proximidade da morte, a presença diante de um túmulo suscitavam uma gama de silêncios que em nossos dias nada mais do que remanescências e resíduos.

Como melhor experimentar tal coisa senão mergulhando em citações de muitos autores, efetuando assim uma verdadeira pesquisa estética? As citações de autores permitem ao leitor sentir como no passado se encarava o silêncio.

Nos tempos modernos ficou difícil fazer silêncio o que, inegavelmente nos impede de ouvir a palavra interior que acalma e apazigua. 

A sociedade insta a que as pessoas deem sua anuência ao barulho para sentir-se parte integrante do todo em vez de se colocar à escuta de si. Desta maneira acha-se modificada a própria estrutura do indivíduo.

Seguramente, alguns andarilhos solitários, artistas e escritores, praticantes da meditação, homens e mulheres retirados em mosteiros, aqueles que ocasionalmente visitam túmulos e mausoléus e, sobretudo os enamorados que se olham e se calam estão em busca do silêncio e permanecem sensíveis às suas texturas. Eles, no entanto, são como viajantes que naufragaram numa ilha, em breve deserta, cujas margens vão sendo corroídas.

O problema maior não consiste, como se poderia pensar, na acentuação da intensidade da grande balbúrdia no espaço urbano. Graças à ação de militantes, ambientalistas, ecologistas, legisladores, higienistas, técnicos que analisam os decibéis, o barulho das cidades que se tornou outro não é sem dúvida mais ensurdecedor do que no século XIX. 

O essencial da inovação consiste na hipermediatização, na permanente conexão, no incessante fluxo de palavras que se impõem ao indivíduo e que o levam a temer o silêncio.

A evocação, neste livro, do silêncio passado, do modo como era buscado, suas texturas, disciplinas e táticas, a riqueza e a força de sua palavra, pode contribuir par a reaprender a fazer silêncio, em outras palavras, fazer com que o indivíduo seja ele mesmo.

Alain Corbin

Histoire du silence – De la Renaissance à nos jours
Albin Michel, Paris, 2016, p. 9 a 12