terça-feira, 11 de junho de 2019

O franciscano de 99 anos que conheceu 6 santos pessoalmente


Por: Redação da Aleteia

Frei Giuseppe Ungaro

Ele faleceu em maio dizendo que já tinha 100 anos, pois fazia questão de contar seus 9 meses de gestação

O frei Giuseppe Ungaro, franciscano italiano de 99 anos, recebeu em 2018 o Selo da Cidade de Pádua como reconhecimento pela dedicação da sua vida ao bem do próximo.

Ao longo das suas 9 décadas e 9 anos de passagem por este mundo, o frei Giuseppe conheceu pessoalmente nada menos que 6 santos:

Os Papas São João XXIII, São Paulo VI e São João Paulo II, que visitaram em Pádua a Basílica de Santo Antônio, da qual o frei Giuseppe foi decano durante 47 anos;

São Leopoldo Mandic: o santo capuchinho de origem croata é descrito pelo frei Giuseppe como “um homem de grande humildade, sensibilidade aos outros e grande sabedoria”;

São Maximiliano Kolbe: o mártir do nazismo alemão, assassinado no campo de concentração de Auschwitz, também era franciscano, o que permitiu que o frei Giuseppe o encontrasse em diversas oportunidades;

São Padre Pio de Pietrelcina: o frade conheceu o santo capuchinho durante a Segunda Guerra Mundial, quando era pároco em Sabaudia, na Itália Central.

E o próprio frei Giuseppe, será que não era santo também?

Certamente ele se esforçava de maneira impactante: o franciscano de 99 anos continuava se levantando às 3:30 da manhã para rezar e adorar o Santíssimo Sacramento; depois celebrava a Santa Missa e, na sequência, visitava famílias necessitadas de ajuda e amparo espiritual e humano.

O gentil e fervoroso frade franciscano partiu desta vida em 22 de maio deste ano – cinco dias antes de completar seu centenário de vida. No entanto, segundo seu irmão de comunidade em Pádua, o frei Mario Conte, o próprio frei Giuseppe Ungaro declarava que “já tinha 100 anos” porque fazia questão de contar os 9 meses vividos no ventre materno.

Descanse em paz, frei Giuseppe!

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Quase


REFLEXÕES

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"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. 

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. 

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. 

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. 

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."


(Sarah Westphal)
   

OS 10 ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS QUE AUMENTAM EM 60% O RISCO DE MORTE

Mais de quatro porções por dia de alimentos, como sorvete, salsicha e bacon aumentam o risco de morte por derrame, infarto e morte prematura

Por: veja 

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Quem não gosta de chocolate, sorvete, refrigerante e cereal matinal? Esses deliciosos alimentos podem aumentar o risco de morte prematura, é o que indica dois estudos recentes. As descobertas reforçam evidências divulgadas anteriormente sobre como os alimentos ultraprocessados podem estar associados a uma série de problemas de saúde, como câncer,  obesidade e hipertensão.

O primeiro estudo, realizado na Espanha, revelou que pessoas que consomem mais de quatro porções por dia de alimentos industrializados, como salsicha, bacon e comida pronta, por exemplo, apresentam um risco 62% maior de morrer se comparado a quem come menos de duas porções por dia. Além disso, para cada refeição adicional de ultraprocessados o risco de morte aumenta em 18%. Já o segundo estudo, feito por pesquisadores franceses, apontou que pessoas que comem estes alimentos estão mais propensos a sofrer acidente vascular cerebral, ataque cardíaco e outros problemas cardiovasculares.

Por causa disso, especialistas ressaltam a necessidade de orientar a população sobre os riscos da alimentação baseada em ultraprocessados. “Os governos devem fazer mais para reduzir de forma abrangente a disponibilidade, acessibilidade e apelo de alimentos processados, que são ricos em gorduras, açúcares e sal”, comentou Corinna Hawkes, da City University London, na Inglaterra, no Reino Unido, ao The Guardian.

Estudo francês

Para chegar a esta conclusão, a equipe da Universidade de Paris, na França, reuniu detalhes sobre as dietas e a saúde de mais de 105.000 pessoas. Depois de acompanhá-las por mais de cinco anos, os pesquisadores perceberam que os participantes que  que consumiram os alimentos ultraprocessados estavam em maior risco de doenças cardiovasculares. As observações mostraram também que se o nível de consumo cresceu ao longo do estudo, por exemplo de 10% para 20%, o risco de desenvolver esses problemas doenças aumentou 12%.

A pesquisa, publicada no British Medical Journal, destacou que a descoberta não prova que esses alimentos são a causa direta dessas doenças uma vez que os resultados encontrados sugerem que 277 casos de doenças cardiovasculares surgiriam a cada ano em 100.000 consumidores de alimentos ultraprocessados, contra 242 casos no mesmo número de indivíduos cujo consumo era menor.


Apesar disso, os cientistas ressaltaram que há evidências suficientes para que autoridades de saúde pública alertem a população para os riscos. “O público deve evitar esses alimentos o máximo possível. Precisamos voltar a dietas mais básicas”, Mathilde Touvier, co-autora do estudo, ao The Guardian.

Estudo espanhol

Já na Espanha, a equipe da Universidade de Navarra, ​​monitorou os hábitos alimentares e a saúde de quase 20.000 pessoas entre 1999 a 2014. Ao longo do estudo, 335 participantes morreram. Após excluir efeitos causados por fatores como idade, sexo, índice de massa corporal (IMC) e tabagismo, os pesquisadores notaram que os riscos permaneciam altos para quem consumia mais de quatro porções por dia de alimentos ultraprocessados, o risco de morte, por exemplo, aumentou em 18%.

De acordo com a equipe, o fato de a taxa de mortalidade elevar em decorrência do aumento do consumo é um forte indicativo de que os ultraprocessados ​​são os responsáveis por esse resultado. Apesar disso, os pesquisadores não conseguiram determinar de que forma esses alimentos podem prejudicar a saúde. O estudo também foi publicado no BMJ  .

Alimentos ultraprocessados

Os alimentos ultraprocessados são aqueles que passaram por maior processamento industrial, no qual são adicionados outros ingredientes, como conservantes, edulcorantes ou intensificadores de cor. “Dizemos que se um produto contém mais de cinco ingredientes, provavelmente é considerado ultraprocessado”, explicou Maira Bes-Rastrollo, da Universidade de Navarra, na Espanha, à BBC News.

Veja a lista: 

1 Carne processada, como salsicha, bacon e hambúrgeres;
2 Barras de cereal ou cereal matinal;
3 Refeições prontas, como lasanha e pizza;
4 Sopas instantâneas;
5 Sorvete;
6 Chocolate;
7 Pão produzido em larga escola, como o de forma ou sovado;
8 shakes para substituir refeições;
9 bebidas açúcaradas, como sucos de caixa e refrigerantes; e
10 Bolo.

Por esse motivo, especialista ressaltam a necessidade de conscientizar a população a respeito dos riscos. “O aconselhamento dietético é relativamente simples: comer menos alimentos ultraprocessados e mais alimentos não processados ou minimamente processados”, concluiu Mark Lawrence e Phillip Baker, da Universidade Deakin, na Austrália, em comunicado .

Como ser católica e fashion


Por: Dolors Massot / Beatriz Camargo

WOMAN FASHION

A fé influencia nossa aparência e nos deixa com o semblante alegre, tranquilo, amável... E isso se reflete no modo como nos vestimos

Uma mulher católica tem um estilo próprio para se vestir? Sim.E será que esse estilo se “encaixa” em outras mulheres? Claro que sim, ele pode ser seguido por qualquer pessoa que se identifique com ele!

A minha fé certamente afeta a minha maneira de se vestir. A fé é como perfume inebriante: tende a expandir-se e a ocupar – positivamente e com o nosso consentimento – cada canto da nossa alma e do nosso corpo. Poderíamos até afirmar que existe uma conjunção entre a fé e o corpo.

Coerência no modo de vida

Não é verdade que é possível notar que uma pessoa está preocupada ou aborrecida pela sua expressão ou estado de tensão física? Pois bem, a fé também  influencia nossa aparência de forma única: nos deixa com o semblante alegre, tranquilo, amável… E isso se reflete no modo como nos vestimos, nos acessórios… Há harmonia e coerência em relação ao modo de pensar e a maneira de viver.

Não é obrigatório que, ao se vestir ou usar um acessório, um católico necessariamente necessite mostrar elementos de sua religião, como um crucifixo ou medalha. Mas por que não fazer isso? Por que não misturar meu escapulário às medalhas que eu uso, ou um crucifixo ou qualquer detalhe que me faça exibir minha fé com alegria e beleza? Eles não são amuletos, nem são simplesmente objetos: eles têm um valor e são como um “link” com a minha alma.


TU CIELITO LINDO

Um toque “cool”

Há alguns dias fiquei maravilhada ao ver na rua uma jovem com brincos de prata em cujo centro havia uma pequena medalha da Virgem de Fátima. “Você mesma os fez?” perguntei a ela. “Não, os encontrei numa loja”, respondeu.

E não me surpreendeu, porque há uns meses já tinha visto uma medalha da Virgem numa coleção de inverno de uma badalada loja de acessórios. Sem mencionar os famosos designers que fazem todos os tipos de joias com imagens de santos, adicionando um toque fashionista.

Uma católica tem sim uma responsabilidade: a de mostrar sua fé, e a fé nos deixa felizes pela condição de sermos apóstolos e poder transmitir nossa crença a outras pessoas. E é essa mesma intenção faz parte de um jeito de vestir que mostra a beleza e a bondade de Deus. Isso sim cativa, é elegante e consegue reunir o que a moda tem de melhor.

A vantagem de acreditar na beleza

Se você não confia no seu bom gosto, procure alguém para lhe aconselhar sobre o que usar e quando. Pode ser uma amiga, sua irmã ou uma colega de trabalho, cujo estilo você admira.

E lembre-se que não existe uma segunda chance para reparar uma primeira impressão ruim: a partir da imagem que você transmite, as pessoas já terão uma ideia a seu respeito. Basta sua imagem refletir quem você é. E você tem uma grande vantagem: todos nós acreditamos que Deus é a mais Pura Beleza.


YOUNG SMILING WOMAN

sexta-feira, 31 de maio de 2019

A TRISTEZA PERMITIDA


REFLEXÕES

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Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.

“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. 

Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

Martha Medeiros

Como superar o desemprego e mudar a vida para melhor


Por: Lillian Fallon

TIME

Foram alguns dos meus dias mais difíceis, mas obrigaram-me a fazer algo que nunca tinha feito antes

“Acho que é isso”, pensei em um estacionamento do Walmart. Sentada no carro dos meus pais, encostei-me ao volante e olhei para o letreiro luminoso do Walmart. O estacionamento estava lotado. Carros circulavam como abutres, esperando por um lugar. As pessoas saíam pelas portas deslizantes de calça de moletom e chinelos, segurando recibos e empurrando carrinhos cheios de compras.
Eu estava desempregado havia sete meses. Saí de Nova York depois de quatro anos trabalhando como editora em uma revista no coração de Manhattan. Eu estava de volta à casa dos meus pais na pequena cidade em que cresci. Sentei-me no mesmo carro velho e ofegante que aprendi a dirigir, com as mesmas roupas que usava no ensino médio.

Depois de meses de pedidos de emprego ignorados através do Linkedin, percebi que poderia ser isso mesmo. “Isso” é uma vida mediana. A vida em uma cidade pequena, dirigindo em torno de um estacionamento do Walmart às 22h, uma pizza congelada, o cabelo bagunçado.

Durante anos, imaginara meu futuro com roupas fabulosas como nos filmes, mudando ao ritmo da música animada, enquanto eu cruzava as movimentadas ruas de Nova York a caminho de coquetéis, reuniões de negócios e festas nas coberturas. Por um tempo minha vida foi assim, mas depois tudo desabou.

Enquanto eu estava sentada no estacionamento, um pensamento bateu na minha consciência como um livro caindo em uma sala vazia: “Quando os sonhos não se realizam e não temos mais nada – o que resta?”

Meses de orações não respondidas e o completo desmoronamento do meu orgulho e identidade acabaram me levando a uma encruzilhada. Naquele momento crítico, resolvi que tinha de encontrar um jeito de ser feliz. Eu precisava. Se outras pessoas puderam encontrar a felicidade em uma vida normal, isso significava alguma coisa. Elas não precisaram de um sonho ou grande sucesso para atingir a felicidade.


“Então, se as pessoas podem encontrar a felicidade em uma vida simples, elas devem encontrar alegria em coisas simples, certo?”, pensei comigo enquanto dirigia para casa. Naquela semana, comecei a me concentrar nas pequenas coisas – coisas que desconsiderei no passado como menos importantes do que seguir uma carreira de alto nível.

Um dia eu me encontrei na casa do meu vizinho por horas, apenas rindo e conversando. Eu fui para o café da manhã e acabei passando o dia inteiro, desfrutando o momento. Meus dias começaram a seguir essa fórmula. Comecei a aprender violão, escrever para publicações que amava, investindo em meus relacionamentos e falando com Deus. Todos esses momentos simples, “curtindo o momento”, foram me preenchendo, até um dia percebi que estava feliz. Feliz sem o luxuoso apartamento de Nova York, sem um guarda-roupa caro, sem uma carreira poderosa.

Eu não estava perguntando: “como vou conseguir o que quero?”; mas “o que realmente importa?” Quando eu parei de perseguir obsessivamente o meu sonho, tudo realmente se resumia em uma coisa: ir para o céu. Quando nos despirmos das nossas buscas pelo sucesso terrestre, o que nos resta? Bem, a única coisa que realmente importa.

Sempre que chegamos a um momento de sofrimento na vida, inevitavelmente questionamos o propósito de tudo. Por que isso está acontecendo? Qual o significado? Para mim, o sofrimento do desemprego prolongado me forçou a pensar sobre o quadro geral e sobre o que é realmente a vida. E assim, as prioridades da minha vida se reorganizaram. De repente, eu não queria uma carreira importante em uma cidade em ritmo acelerado, eu não ansiava por sucesso e reconhecimento. Eu só queria encontrar significado no dia-a-dia. Quando reflito sobre isso, acho que sempre fui mais feliz ao apreciar as pequenas coisas.

Todos chegamos a momentos de encruzilhada, que é quando quando devemos decidir entre ver o pior ou o melhor em uma situação difícil. A promessa de Deus é que o bem vencerá o mal, mas nós temos livre arbítrio. Nós devemos escolher seguir o bem.

Embora esse período de desemprego tenha sido provavelmente um dos momentos mais difíceis da minha vida, isso me forçou a encontrar a verdadeira alegria e eu não a trocaria por todo sucesso do mundo.

Saúde - Alimentos ultraprocessados fornecem 500 calorias extras ao dia, diz estudo


Novo estudo indica que ingerir comida congelada, miojo e salgadinho com frequência pode gerar ganho de peso de até 1 quilo a cada quinze dias


Devido à rotina agitada, muitas pessoas preferem optar pela conveniência de refeições mais fáceis e rápidas de preparar, como comida congelada, nuggets e refrigerantes. Esse tipo de alimentação é geralmente baseada em alimentos ultraprocessados, que além de convenientes, tendem a ser mais baratos. No entanto, esses produtos fornecem mais de 500 calorias extras por dia, o que leva ao ganho de peso, apontou estudo inédito publicado na revista Cell Metabolism.

A equipe revelou também que indivíduos cuja dieta é baseada em alimentos dessa categoria podem ganhar até 2 quilos por mês. Um dos possíveis motivos para esse resultado reside no fato de que alimentos processados são macios e fáceis de mastigar, fazendo com que as pessoas comam mais rápido. Essa rapidez provoca um atraso na atuação do intestino – que tem como missão “informar” ao cérebro que a quantidade de alimento ingerida foi suficiente. Portanto, esse processo ocorre mais tarde do que deveria e contribui para o consumo de calorias extras.


O achado surpreendeu a equipe. Inicialmente, os pesquisadores esperavam que o motivo do ganho de peso estivesse associado à presença de uma grande quantidade de ingredientes como alto teor de sódio, açúcar e gordura, que deixam a comida mais gostosa e, portanto, promovem maior ingestão alimentar. “Fiquei surpreso com os resultados. É o primeiro teste que pode realmente demonstrar a existência de uma relação causal entre os alimentos ultraprocessados ​​- independentemente desses nutrientes – que levam as pessoas a comer demais e ganhar peso”, comentou Kevin Hall, principal autor do estudo, à revista Time.

Os resultados são preocupantes, já que pesquisas anteriores haviam associado a ingestão de alimentos ultraprocessados a maior risco de obesidade, câncer, doenças autoimunes e até mesmo morte prematura. Por causa disso, especialistas recomendam a redução desses alimentos na dieta.


“Estamos vivendo em um mundo rápido e as pessoas estão procurando soluções convenientes. Se realmente precisar comprá-los, olhe a lista de ingredientes e só compre produtos com o menor número de ingredientes e com aqueles que você conhece”, disse recentemente Nurgul Fitzgerald, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, à CNN.

O estudo

Ao longo de um mês, os cientistas mantiveram vinte pessoas em um centro de pesquisa para controlar todas as refeições que eles faziam. As observações foram realizadas em duas partes: na primeira, que durou catorze dias, alguns participantes foram submetidos a refeições compostas somente de alimentos ultraprocessados, enquanto a outra parcela tinha uma alimentação minimamente processada.

Ambas as modalidades de refeição tinham as mesmas quantidades de calorias, açúcares, fibras, gorduras e carboidratos. Por exemplo, o café da manhã menos processado poderia conter aveia com bananas, nozes e leite desnatado, enquanto a ultraprocessada consistia em um pão americano (bagel) com cream cheese e bacon de peru.

Na segunda parte do estudo, que também durou catorze dias, houve uma troca: aqueles que só comeram ultraprocessados passaram a ingerir apenas os minimamente processados e vice-versa. Nas duas fases, todos os participantes foram orientados a comer à vontade (muito ou pouco, qualquer que fosse a preferência). Eles também foram submetidos às mesmas quantidades de exercício físico diariamente.

A análise das observações mostrou que os participantes na dieta ultraprocessada consumiram 508 calorias a mais por dia em comparação com aqueles que estavam sob a dieta menos processada. Os pesquisadores ainda notaram que ao final dos catorze dias (na primeira e na segunda fase do estudo), eles haviam ganhado cerca de 900 gramas.

Já aqueles submetidos à dieta rica em alimentos menos processados perderam cerca de 900 gramas. De acordo com a pesquisa, o gênero dos participantes, a ordem em que foram submetidos às dietas e o índice de massa corporal (IMC) não influenciaram na quantidade diária de calorias ingeridas.

Atuação dos hormônios

Apesar de os participantes se sentirem satisfeitos e bem alimentados com ambas as dietas, a equipe notou que o comportamento de hormônios envolvidos no processo de saciedade mudou de acordo com a dieta realizada. Enquanto na dieta ultraprocessada o intestino não atuava da maneira convencional, na dieta menos processada notou-se um aumento do hormônio PYY – cuja função é suprimir o apetite – ao mesmo tempo em que houve uma diminuição da grelina (hormônio da fome).

“As pessoas reduzem naturalmente a ingestão de calorias, o que gera perda de peso e gordura corporal, sem que precisem controlar as calorias”, explicou Hall. Essa observação poderia explicar o aumento no ganho e perda de peso dos participantes. Ainda assim, os pesquisadores não saber dizer por que as mudanças hormonais ocorrem.

Outra possível explicação para o ganho de peso está na baixa quantidade de proteínas ingeridas. Os cientistas notaram que, embora houvesse semelhança nutricional entre os dois tipos de dieta, a menos processada tinha um pouco mais de proteína. Portanto, para os indivíduos na dieta ultraprocessada, a maior ingestão calórica poderia estar associada à necessidade do organismo de adquirir uma determinada quantidade de proteína.

Custo-benefício

Ainda que os resultados sejam importantes, a equipe salienta que o estudo teve limitações, especialmente no que diz respeito aos motivos que levam às pessoas a escolherem comida processada, como custo, conveniência e habilidades culinárias. Para as classes econômicas menos favorecidas, por exemplo, uma refeição composta de alimentos mais naturais ou menos processados é mais cara, em comparação com uma maior quantidade de ultraprocessados.

Além disso, indivíduos pertencentes a essas classes dispõem de menos tempo para cozinhar devido ao longo deslocamento até o local de trabalho e vice-versa. Isso é mais um ponto a favor dos ultraprocessados: seu preparo é rápido e eles acabam sendo mais convenientes nesses casos.

Especialistas e entidades de saúde governamentais recomendam a redução do consumo de alimentos ultraprocessados, considerando questões de saúde. Para os pesquisadores, outros fatores devem ser levados em conta na hora de desenvolver diretrizes alimentares. “As políticas que desencorajam o consumo de alimentos ultraprocessados ​​devem ser sensíveis ao tempo, habilidade, despesa e esforço necessários para preparar refeições de alimentos minimamente processados ​​- recursos que muitas vezes são escassos para aqueles que não são membros das classes socioeconômicas mais altas”, ressaltou ao Medical News Today.

O que são ultraprocessados

O termo “ultraprocessado” refere-se a uma categoria específica de produtos alimentares que foram formulados para ter um bom sabor e uma textura que agrade às pessoas, de forma que elas os queiram e gostem de comê-los. Eles geralmente têm alto teor de sódio, açúcar e calorias e poucos dos nutrientes de que necessitamos.

A proposta de alteração do rótulo dos alimentos processados e ultraprocessados, em discussão na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) busca resolver esse problema ao tornar mais fácil para o consumidor a presença de componentes prejudiciais à saúde nesse alimentos, como sódio, açúcar e gorduras.

Fonte: veja.abril.com