sábado, 5 de outubro de 2019
terça-feira, 1 de outubro de 2019
Parte 18 - Católicos que não leem a bíblia | Série A Imitação de Cristo - Direção Espiritual | Frei Gilson
Quer ter mais paciência? Aprenda com a natureza
Prof. Felipe Aquino

Deus usa da natureza
para nos fazer pacientes, já que esta lição é fundamental para nossa salvação
São Tiago diz que a
paciência nos leva à perfeição, a meta de nossa vida cristã. “É preciso que a
paciência efetue a sua obra a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza
alguma” (Tg 1,4). Ele chega a dizer que é uma “suma alegria” passar por diversas
provações, já que elas produzem em nós a paciência (Tg 1,2). É impressionante
esse “suma alegria”. Os santos dizem que há dois tipos de martírio: o da morte
pela espada; e o da morte lenta, também por amor a Deus, pela paciência.
Não há barreira
espiritual que não caia pela força da paciência, que é fruto da fé e do
abandono da vida em Deus. Foi pela paciência que Abraão esperou o seu Isaac, 25
anos após a promessa de Deus. Foi pela paciência que Jó venceu as provações e
agradou a Deus. Foi pela paciência que a Igreja venceu todos os seus inimigos
até hoje: o império romano, as heresias, as perseguições, o comunismo, o
ateísmo, os pecados dos seus filhos, etc. Sem paciência não é possível o
crescimento humano e espiritual.
Quando os nossos
pecados e fraquezas nos assustam e nos desanimam, é preciso ter paciência
conosco e aceitar a nossa dura realidade. Assim os santos chegaram à santidade.
Quando é difícil caminhar depressa, então é preciso ter paciência e aceitar
caminhar devagar. José e Maria salvaram o Menino das mãos de Herodes, indo
passo a passo até o Egito. A pressa é inimiga da perfeição.
Quando o trabalho de
cada dia se torna monótono e cansativo, é preciso fazê-lo com paciência,
oferecendo cada gota de suor a Deus. Quando a oração se torna difícil, é
preciso mantê-la com paciência, deixando que ela mesma aumente em nós essa
virtude. Quando o obstáculo é intransponível às nossas possibilidades, é
preciso saber esperar as circunstâncias mudarem, a graça de Deus agir, e tudo
acontecer. Santa Teresa D’Ávila, doutora da Igreja, nos ensina: “Nada te
perturbe; nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda; a paciência tudo
alcança. Quem a Deus tem nada lhe falta: Só Deus Basta!”
Quando o sofrimento se
faz presente, é preciso não se desesperar, e fazer como os passarinhos que,
quietinhos no ninho, esperam a tempestade passar… O remédio é a paciência!
“O sofrimento aceito
com paciência é o mais rápido caminho da santificação”, nos garante São
Francisco de Sales, com sua autoridade de doutor da Igreja. Foi o santo da
paciência; nada lhe tirava o sorriso dos lábios.
Maria, nossa Mãe, é a
mulher da paciência. Sempre soube esperar o desígnio de Deus se cumprir, sem se
afobar, sem gritar, sem reclamar… A paciência é amiga do silêncio e da fé.
“Meu filho, se entrares
para o serviço de Deus (…) prepara a tua alma para a provação; humilha teu
coração, espera com paciência… sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus,
espera com paciência” (Eclo 2,1-3).
Deus usa da natureza
para nos fazer pacientes, já que esta lição é fundamental para nossa salvação.
Para que todos pudessem sem se cansar aprender essa lição, Deus a colocou como
a base da criação. Você semeia o grão de milho e tem de esperar pacientemente
seis meses para colher a espiga. Primeiro o grão germina; gera a plantinha que
cresce e se fortalece aos poucos, sem cessar e sem correr, silenciosamente. Se
adapta ao solo, ao clima, ao tempo… Depois vêm as flores e por fim o fruto.
Toda a natureza nos dá
essa lição: crescer devagar, sem parar, com paciência e em silêncio. Nós fomos
uma única célula no ventre caloroso da mãe, ela se dividiu em duas… em milhões,
aos poucos, lentamente. E assim Deus nos teceu no seio materno, como a mulher
vai tricotando uma blusa, ponto por ponto, sem parar, sem correr. Que lição de
vida!
É Deus nos falando pelo
espelho da natureza. Feliz de quem sabe contemplá-la e aprender as suas belas
lições. Tudo que a gente fizer sem paciência e sem contar com a natureza, ela
mesma se incumbe de destruir. Deus atrelou nossa vida na paciência que a
natureza nos ensina sem cessar.
Parte 17 - Sabedoria | Série A Imitação de Cristo - Direção Espiritual | Frei Gilson
O que eu quero que meus filhos saibam sobre ser católico
Laura Hanby Hudgens

Tudo o que ensinamos e
toda prática que adotamos devem levar nossos filhos ao relacionamento profundo
com Cristo
Vinte anos atrás,
quando nossos dois filhos mais velhos eram bebês, meu marido e eu fomos
recebidos na Igreja Católica. Eu estava muito feliz na época, e minha alegria
nunca diminuiu. Eu amo ser católica. Eu amo a beleza e a unidade da nossa fé.
O ensino do Magisterium
tem sido uma fonte de tremendo conforto para mim, colocando meus pés em terreno
doutrinário sólido depois de anos saltando de igreja em igreja. E o mais
importante: na Igreja Católica, meu relacionamento com Jesus se aprofundou e
minha confiança em Seu amor e na Sua misericórdia foi fortalecida.
Como minha fé católica
tem sido uma tremenda bênção e por acreditar que tudo o que a Igreja ensina é
verdadeiro, naturalmente quero que meus filhos amem nossa fé e continuem
católicos.
Para esse fim, tento
sempre ter a certeza de que eles conhecem nossa história e se familiarizam com
os santos e heróis de nossa fé. Quero que eles conheçam e entendam nossas
doutrinas e dogmas, nossas tradições e nossa liturgia. Quero que eles
desenvolvam um relacionamento com nossa Mãe Santíssima, amem-na e honrem-na
como Jesus a ama e honra. Eu quero que eles se aprofundem nas Escrituras
Sagradas e desenvolvam amor e devoção pela palavra inspirada de Deus, mantendo
contato constante com ela. E, é claro, quero que eles entendam e recebam os
sacramentos como fontes da graça de Deus.
Há muito o que ensinar
e muito para eles entenderem. Tudo isso é importante para a salvação e a vida
em Cristo. No entanto, quando paro e penso sobre meu objetivo final para meus
filhos, eu sei, é claro, que é um relacionamento com Jesus. Esse é todo o
propósito de nossa fé católica. É todo o propósito de nossa existência.
Se nossos filhos
conseguirem listar todos os papas de Pedro a Francisco, se conseguirem explicar
todos os dogmas, se conseguirem recitar o Angelus, o Rosário e a Ladainha dos
Santos, mas não conhecerem Deus, não O amarem nem O servirem, perdemos nosso
tempo.
Isso não quer dizer que
a educação religiosa seja uma perda de tempo ou que não devemos ensinar a
nossos filhos a riqueza e a plenitude de nossa fé católica. Certamente não
queremos deixar de lado os ensinamentos da Igreja. Não queremos dar a nossos
filhos a impressão de que sentimentos calorosos por Jesus substituem a
intimidade que compartilhamos com Ele nos sacramentos ou que as preferências
pessoais superam a beleza e a riqueza da liturgia.
Por outro lado, por
mais preciosa e poderosa que seja nossa fé católica, pais e educadores
religiosos nunca devem perder de vista o fato de que tudo isso – as doutrinas,
os dogmas, os sacramentos, os santos, as orações e as Escrituras – nos foi dado
para nos ajudar a conhecê-Lo, amá-Lo e servi-Lo neste mundo – e ser feliz com
Ele no próximo. Tudo o que ensinamos e toda prática que adotamos deve levar
nossos filhos mais profundamente a esse relacionamento com Cristo.
Como convertida, sempre
foi importante para mim incutir em meus filhos uma sólida compreensão dos ensinamentos
da Igreja Católica. Agora que eles são mais velhos, rezo para que não tenha
passado tanto tempo ensinando-os sobre a Igreja de Jesus e deixado de enfatizar
a eles que o objetivo é ajudar-nos a conhecer, amar e servir Aquele que a
fundou.
É claro que sei que
minhas tentativas de levar meus filhos a Cristo por meio de Sua Igreja podem
ser imperfeitas. Meus filhos terão dúvidas e perguntas sem respostas. Eles
podem até se afastar por um tempo. Mas não importa quão imperfeitos meus
esforços possam ter sido; confiei-os àquele que é perfeito, e confio que,
aconteça o que acontecer, Ele acabará por liderá-los de volta à beleza e
plenitude da verdade encontrada na Igreja Católica.
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