quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Pesquisa aponta que alimentos livres de gordura trans contêm a substância

Mesmo sem aparecer nas informações nutricionais das embalagens, gordura trans pode estar presente em diversos alimentos industrializados, causando prejuízos à saúde cardiovascular de quem os consome

Pesquisa aponta que alimentos livres de gordura trans contêm a substância Celine GROS/stock.xchng
Nem sempre o que os olhos não veem o coração não sente. Um estudo com 50 produtos vendidos no Brasil, cujos rótulos informavam conter "0g" de gordura trans, revelou um resultado assustador: o nutriente nocivo à saúde do coração aparece em grande parte deles. E, mesmo com esse flagra, os alimentos não podem ser retirados do mercado.
É que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prevê que produtos com até 0,2 gramas (g) desse tipo de gordura por porção possam dizer que não contém o item na composição. A agência tolera até 20% de erro para mais ou menos em alguns nutrientes — entre eles, a temida trans. Com isso, a indústria alimentícia estampa em suas embalagens dizeres "zero", "isento", "não contém" mesmo quando, em alguns casos, o alimento contém a substância.
Conforme Ana Paula Bortoletto, nutricionista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), responsável pela pesquisa, um dos problemas é que a porção indicada nas embalagens quase sempre corresponde a uma quantidade inferior ao total do pacote. No caso da bolacha recheada, por exemplo, um pacote contém cerca de 150g. Na embalagem, a informação nutricional se refere a apenas 30g, o que corresponde a cerca de três unidades do produto. Se em três bolachas é identificada a quantidade de 0,2g de gordura trans, a tabela pode ocultar esse dado. Ao comer um pacote inteiro, você pode estar ingerindo até 1g da substância sem saber.
E quando o assunto é trans, não há níveis seguros para a ingestão, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade propõe a eliminação total do consumo de gordura trans industrial — em 2013, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA) propôs a proibição em alimentos processados no país.
— Esse tipo de gordura tem efeito cumulativo, ou seja, quanto mais a pessoa consumir, maior a chance de desenvolver alguma doença cardiovascular — explica Ana Paula.
Anvisa admite rever regulamentação atual
A gerente de Produtos Especiais da Anvisa, Antônia Aquino, sustenta que a regulamentação da rotulagem nutricional em outros países é semelhante à do Brasil. Mas ela admite rever o índice:
— Após quase 10 anos de regulamentação no país, a Anvisa entende que existem condições para atualizar as regras atuais.
Já há um grupo discutindo as mudanças na rotulagem nutricional, conforme o Idec. Entre as propostas estão maior detalhamento sobre os tipos de açúcar presentes nos alimentos, redução na margem de 20% e a denominação de óleos e gorduras na lista de ingredientes a partir do processo empregado. Qualquer mudança, entretanto, tem de ser discutida e aprovada por todos países do Mercosul, já que a regulamentação é acertada entre os membros do bloco. O prazo para entrar em vigor é uma incógnita. Antônia explica que o assunto só será discutido após a conclusão de outros debates em andamento na Anvisa.
Para a nutricionista Tatiana Maraschin, chefe da Seção de Nutrição Clínica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o consumidor pode buscar algumas dicas na lista de ingredientes. Se a substância "gordura vegetal parcialmente hidrogenada" ou "gordura vegetal hidrogenada" e demais óleos contendo a palavra hidrogenado estiverem presentes, está comprovada a presença de gordura trans, mesmo que o rótulo destaque a ausência desse lipídio:
— Gordura trans é o nome dado à gordura vegetal que passa por um processo de hidrogenação natural ou industrial, e por isso é certo que substância estará presente quando esses lipídios estiverem entre os ingredientes.
Cerco à trans
— Desde 1995, a OMS preconiza o controle no consumo de alimentos com ácidos graxos trans. 
— Em 2004, a organização indicou não existir recomendação de níveis seguros de ingestão da substância. 
— Também em 2004, a Dinamarca considerou a gordura uma substância ilegal no país. 
— O Guia Alimentar para População Brasileira, de 2005, restringe o consumo de trans a 1% do valor energético diário, o que corresponde a aproximadamente 2g por dia em uma dieta de 2 mil calorias. 
— Em 2008, o Estado americano da Califórnia se tornou o primeiro do país a aprovar lei proibindo restaurantes e comerciantes de alimentos de usar gorduras do tipo trans. Poucos anos depois, Nova York, Filadélfia e Seattle passaram a proibir a substância. 
— Em 2008, a Suíça também passou a proibir alimentos com grandes quantidades de trans. 
— Em 2013, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA) propôs a proibição de gorduras trans em alimentos processados em todo país.

Bactérias do organismo podem manipular nossos desejos por alimentos

A forma como micróbios agem em nosso corpo pode preencher algumas de nossas maiores dúvidas a respeito da vontade de consumir certas comidas

Bactérias do organismo podem manipular nossos desejos por alimentos Jonathon Rosen/The New York Times
Nosso corpo é o lar de cerca de 100 trilhões de bactérias e outros micróbios, e esse conjunto é conhecido coletivamente como microbioma. Os naturalistas ficaram cientes dessa existência no século 17, mas foi só nos últimos anos que realmente nos familiarizamos com tais bactérias.
Com as recentes descobertas, começamos a entender como nossos microbiomas são benéficos, digerindo o que comemos, lutando contra infecções e estimulando nosso sistema imunológico. É como um jardim invisível que deveríamos tratar com cuidado para o nosso bem-estar.
Mas na revista BioEssays, uma equipe de cientistas sugeriu uma possibilidade mais assustadora. É possível que este zoológico de germes também influencie o comportamento – fazendo-nos sentir vontade de consumir determinados tipos de alimento.
– Uma das maneiras de encarar isso é pela perspectiva dos romances policiais. Quais são os meios, os motivos e as oportunidades que os micróbios têm para nos manipular? Afinal, eles têm tudo isso – afirmou Carlo C. Maley, biólogo evolucionário da Universidade da Califórnia e coautor do novo estudo. 

Estudo aponta importância da flora intestinal na perda de peso
As bactérias fabricam algumas das mesmas substâncias químicas que nossos neurônios utilizam para se comunicar uns com os outros, como a dopamina e a serotonina. E os micróbios podem levar essas moléculas neurológicas para uma rede densa de terminações nervosas que revestem o trato gastrointestinal.
Estudos recentes mostram que as bactérias intestinais podem utilizar esses sinais para alterar a bioquímica do cérebro. Comparados com ratos comuns, as cobaias que não tinham micro-organismos demonstravam comportamentos diferentes: elas eram mais ansiosas e tinham a memória ruim.
Acrescentar certas espécies de bactérias ao microbioma das cobaias revelou outras formas pelas quais elas podem influenciar comportamentos. Algumas diminuíam os níveis de estresse da cobaia. Quando os cientistas cortaram o nervo que enviava os sinais do trato gastrointestinal ao cérebro, esse efeito desaparecia.
Influência nas escolhas
Alguns experimentos sugerem que as bactérias também são capazes de influenciar a maneira como o hospedeiro se alimenta. Cobaias sem germes desenvolvem mais receptores de sabores adocicados nos intestinos, por exemplo. Eles também preferem beber fluídos mais doces, comparados com cobaias normais. Os cientistas também revelaram que as bactérias podem alterar os níveis de hormônios que controlam o apetite das cobaias.
Maley e seus colegas argumentam que nossos hábitos alimentares criam um motivo perfeito para que os micróbios nos manipulem:
– Da perspectiva do micróbio, o que comemos é uma questão de vida ou morte – afirma o pesquisador.
Isso porque diferentes espécies de micróbios se alimentam de diferentes tipos de comida. Se eles forem capazes de nos levar a consumir mais dos alimentos de que dependem, eles podem se multiplicar.
Pesquisas ainda em andamento
A manipulação dos micróbios pode preencher algumas de nossas maiores dúvidas a respeito de desejo de consumir determinados alimentos, afirmou Maley. Os cientistas tentaram explicar esse desejo como a maneira pela qual o corpo humano decide estocar certos nutrientes que estavam em falta, ou então como uma forma de vício, similar ao de drogas como o tabaco e a cocaína.
Porém, ambas as explicações são insuficientes. O chocolate é um bom exemplo: muitas pessoas sentem um desejo gigantesco de consumir chocolate, embora ele não seja um nutriente essencial. Mas o chocolate não exige que as pessoas aumentem a dose para terem o mesmo barato.
— Você não precisa consumir cada vez mais chocolate para ficar satisfeito — afirmou Maley.
Talvez, sugeriu, as bactérias que se alimentam de chocolate nos levam a sentir vontade de comer.
Mark Lyte, microbiólogo do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Tecnologia do Texas e pioneiro nessa linha de pesquisa nos anos 1990, está investigando se uma determinada espécie de bactéria é capaz de modificar as preferências dos ratos por certos tipos de alimentos.
— Não há nada certo por enquanto. Ainda precisamos de uma demonstração científica e plenamente factual — afirmou Lyte.

sábado, 20 de setembro de 2014

Receita de Caldinho Verde Rápido

Receita de Caldinho Verde Rápido

Ingredientes


  • 1 Kilo de Batata
  • 1 Paio cortado em cubos
  • 1 Calabresa cortado em cubos
  • 300g Bacon cortado em cubos
  • 1 Maço de Couve cortada fina
  • 3 Colheres de Margarina
  • 1 Cebola media Picada
  • 2 Caldo de Bacon ou Costelinha de Porco


Modo de Preparo

Cozinhe a batata com duas colheres de margarina, a metade da cebola picada e duas folhas de couve, (DICA adicione água ate que cubra a batata.).
Refogue o restante da cebola com uma colher de margarina e adicione o paio, a calabresa e o bacon.
Bata a batata com o caldo que foi cozido no liquidificador.
Quando o bacon, o paio e a calabresa estiver cozido acrescente o caldo, deixe cozinhar por 5 min.
Em seguida acrescente a couve e deixe por uns 15 min.
DICA# adicione azeite de oliva e torrada de alho... seu prato vai ficar divino. 
Dificuldade: Fácil
Rendimento: 10 porções

Receita de Panquecas Americanas

Receita de Panquecas Americanas

Ingredientes

- 1 xícara e 1/4 de chá de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de açúcar
- 3 colheres de chá de fermento em pó
- 2 ovos levemente batidos
- 1 xícara de chá de leite
- 2 colheres de sopa de manteiga derretida
- Pitada de sal
- Óleo para untar a frigideira

Modo de Fazer

Misture em uma vasilha primeiro a farinha, o açúcar, o fermento e o sal.
Em uma outra separada misture os ovos, o leite e a manteiga.
Pegue esta mistura e vá adicionando a primeira mistura, aos poucos e mexendo.
O ponto da massa não deve ser muito líquido, deve escorrer lentamente, um pouco cremoso, mas só um pouco.
Aqueça e unte a frigideira e coloque a massa no centro, cerca de 1/4 xícara por panqueca.

Dicas: Você pode colocar os líquidos no liquidificador ou batedeira e depois ir adicionando a mistura dos sólidos aos poucos. A medida para uma panqueca , em média , é a de uma concha.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Manga pode reduzir nível de açúcar no sangue de obesos

Segundo pesquisa, ingestão diária de 100 gramas da fruta já traria o benefício
Manga pode reduzir nível de açúcar no sangue de obesos Sxc/Divulgação
Uma pesquisa da Universidade de Oklahoma descobriu que consumir 100 gramas de manga diariamente, o equivalente a meia fruta, pode diminuir os níveis de açúcar no sangue entre adultos obesos, sem aumentar o peso corporal.
A pesquisa, publicada na revista Nutrition and Metabolic Insights, foi desenvolvida com 20 adultos, entre 20 a 50 anos, com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 45. Os participantes foram orientados a manter a sua dieta habitual, além de consumir 100 gramas de manga diariamente durante 12 semanas. 

Os pesquisadores observaram que os participantes tiveram uma redução de glicose no sangue, sem alteração no peso corporal ou nas medidas da circunferência de quadril.
— A manga contém muitos compostos bioativos, incluindo a mangiferina, um antioxidante que pode contribuir para os efeitos benéficos da manga na glicose no sangue. Além disso, contém fibras, que podem ajudar a absorção de glicose — afirma o principal autor do estudo, Edralin Lucas.
Os pesquisadores reconhecem, entretanto, que os resultados do estudo podem ter sido influenciados por fatores como a pequena amostra analisada e a falta de um grupo de controle. Por isso, estudos adicionais precisam ser realizados para comprovar o efeito da manga nos níveis de glicose no sangue.
A manga é uma fruta rica de nutrientes, contendo mais de 20 vitaminas e minerais. São uma excelente fonte de vitaminas antioxidantes C e A, bem como folato. Também são uma boa fonte de fibra, de cobre, e vitamina B6.

Conheça quais nutrientes as cores do alimentos fornecem

Combinações de frutas, verduras e legumes deixam pratos mais saudáveis e gostosos

Conheça quais nutrientes as cores do alimentos fornecem Divulgação/Divulgação
A salada pode ser uma refeição completa, desde que sejam incluídas fontes de todos os grupos alimentares: carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e fibras. Normalmente compostas por frutas, verduras e legumes, as saladas são ricas em nutrientes, vitaminas, fibras e minerais que auxiliam na proteção da saúde e ajudam na prevenção de doenças como diabetes e coração.

Frutas e verduras ajudam a diminuir chances de sofrer AVC

Para quem não gosta muito do prato, a dica é apostar em combinações para deixar a salada mais atraente.
— É possível deixar a salada mais gostosa sem perder os nutrientes que o alimento oferece. Molhos diferenciados, carnes brancas, peixes, castanhas e frutas são uma ótima opção. São ingredientes que, além de saudáveis, garantem versatilidade ao prato — indica a nutricionista Cinthia Julião.

Saiba como combinar frutas e vegetais e deixar os sucos naturais mais nutritivos

O ideal, segundo Cinthia, é que a salada seja uma refeição bem colorida. A nutricionista listou os benefícios dos alimentos a partir das suas cores. Confira:
Alimentos brancos: possuem alicina, uma substância que auxilia na redução do colesterol, como o alho e a cebola
Alimentos roxos: ricos em ácido elágico, que evita o envelhecimento precoce e diminui os riscos de células cancerígenas, pois contém substâncias que podem prevenir o câncer como o reveratrol e as antocianinas. O repolho roxo, uva, beterraba e berinjela são exemplos de alguns desses alimentos.
Alimentos vermelhos: possuem antoacina, um flavonoide com ação imunoestimulante que ajuda no sistema circulatório e licopeno, um antioxidante que auxilia na prevenção da osteoporose, como o tomate, pimentão, morango e maçã.

Alimentos verdes: são ricos em ácido fólico, que é essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso central, também muito importante para as gestantes, pois auxiliam na boa formação do tubo neural do bebê. Além disso, possuem luteína, betacaroteno, ferro, cálcio, fósforo e clorofila, pigmento responsável pela coloração. Exemplos desses alimentos são a alface, a rúcula, a ervilha e o espinafre, entre outros.
Alimentos amarelos: auxiliam no bom funcionamento do sistema imunológico, da visão e coração. São também ótimos para a pele e a mucosa. São ricos em betacaroteno e vitamina C. Um exemplo de alimentos amarelos são mangas, batatas e mandioquinha.

Dieta rica em proteína pode baixar pressão arterial

Participantes que consumiram uma média de 100 gramas de proteína por dia foram 40% menos propensos a ter hipertensão

Dieta rica em proteína pode baixar pressão arterial Stock.xchng/Divulgação
Pessoas que têm uma dieta rica em proteínas podem diminuir o risco de desenvolver pressão alta, segundo estudo publicado no American Journal of Hypertension e feito por médicos da Universidade de Boston. Na pesquisa, os participantes que consumiram uma média de 100 gramas de proteína por dia foram 40% menos propensos a ter hipertensão em comparação os pacientes que ingeriram uma quantidade inferior da substância.
Os pesquisadores analisaram a ingestão de proteína por participantes saudáveis durante 11 anos e associaram os dados ao desenvolvimento de hipertensão. Eles descobriram que quem consumia mais proteína — seja de origem animal ou vegetal — tinha, estatisticamente, menor pressão arterial.
Excesso no consumo de sal pode prejudicar a visão
Em geral, estes efeitos positivos foram notados tanto em obesos, quanto em indivíduos dentro do peso. Quando a dieta também tinha um maior consumo de fibras a redução do risco de desenvolver hipertensão subiu para 60%.
— A ingestão de proteína pode desempenhar um importante papel na prevenção a longo prazo da hipertensão — explicou o cientista Lynn Moore.
A hipertensão é um dos fatores de risco mais comuns que provocam acidente vascular cerebral (AVC), além de acelerar o aparecimento de doenças cardíacas.