terça-feira, 13 de junho de 2017

O SACRAMENTOS DA PENITENCIA OU RECONCILIAÇÃO PODE SER CELEBRADO DE TRÊS FORMAS


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Penitencia ou reconciliação é o sacramento pelo o qual o católico obtém a misericórdia divina. perdão da ofensa feita a Deus e ao próximo. Ao mesmo tempo, é reconciliado com a igreja que feriu com seu pecado.

Quanto melhor se reconhece o sacramento da reconciliação, mas se aprecia este verdadeiro dom de Deus á sua igreja. Cristo instituiu este sacramento para remissão dos pecados de todos os batizados que se afastam de Deus e romperam com a comunidade.

O poder divino, atuando através do ministério sacerdotal, restabelece a comunhão rompida pelo pecado.

O remédio do sacramento da penitencia é a misericórdia de Deus que, movido por compaixão, perdoa, reconcilia e restaura a pessoa que se converte sob a ação do Espirito Santo e recebe a absolvição do sacerdote, que age em nome de Cristo Jesus.

Para receber o dom de Deus, o católico pede o sacramento com Fé, humildade e coração contrito, ao menos uma vez, por ocasião da páscoa; sempre que a consciência o exigir.

O ritual da penitencia apresenta três formas para celebrar o sacramento da Reconciliação: confissão  e absolvição individual; celebração comunitária, com confissão e absolvição individual e celebração comunitária, com confissão genérica e absolvição coletiva.

Confissão e absolvição individual:

A primeira forma é que normalmente mais é usada, a pessoa faz o seu exame de consciência, arrepende-se de seus pecados, procura um sacerdote e ali, depois de confessar os seus pecados, recebe a absolvição e a penitência, e agradece a Deus o perdão recebido.

Celebração Comunitária com confissão e absolvição individual:

A senda forma celebrativa é a mais indicada para a celebração da reconciliação porque ela expressa melhor a eclesialidade desse sacramento onde a comunidade reunida, ouve a palavra de Deus e se dispõe para reconciliação. Depois cada um faz a confissão individual ao sacerdote, recebe a penitencia e, novamente em comunidade, louva e bendiz a Deus pela sua misericórdia.

Celebração comunitária com confissão genérica e absolvição coletiva:

A terceira forma somente poderá ser usada em certo casos, como forma extraordinária quando, por exemplo, houver iminente perigo de morte e não houver tempo para que o sacerdote ou os sacerdotes ouçam a confissão de cada um dos penitentes . poderá ser usada, ainda, quando por causa de número de penitentes e não houver número suficiente de confessores para ouvirem as confissões de cada um, dentro de um espaço de tempo razoável, de tal modo que os penitentes, sem culpa própria, seja forçados a ficar muito tempo sema a graça sacramental ou sem a graça da comunhão.

FONTE: CNBB 


Humano Demais - Direção Espiritual

Crianças migrantes sozinhas são insulto à dignidade humana, denuncia Santa Sé



O observador permanente da Santa Sé na Organização das Nações Unidas falou sobre “crianças e adolescentes migrantes não acompanhados e direitos humanos”  nas Nações Unidas onde afirmou que a comunidade internacional deve combater esse “insulto à dignidade humana”.

“Este é um insulto à dignidade humana e toda a comunidade internacional deve concentrar todos os esforços para responder a tais sofrimentos e privação de direitos humanos fundamentais consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança”, afirmou Dom Ivan Jurkovicl.

Em mensagem enviada ontem, 12, à Agência Ecclesia, Dom Ivan Jurkovic disse que as crianças migrantes que fogem sozinhas “não têm acesso” a educação e cuidados de saúde e “enfrentam o grande risco de vulnerabilidade”.

Neste contexto, o arcebispo esloveno denunciou os traficantes de seres humanos, “predadores sexuais e outras pessoas sem escrúpulos que desejam causar danos a crianças e adolescentes”.

O observador permanente da Santa Sé na Organização das Nações Unidas participou num painel de discussão sobre ‘crianças e adolescentes migrantes não acompanhados e direitos humanos’, na 35.ª Sessão do Conselho dos Direitos Humanos, dia 9 de junho.

O arcebispo esloveno recordou que na última sessão do Conselho dos Direitos Humanos a Santa Sé, com a Comissão Internacional de Migração Católica (ICMC) e a Caritas Internationalis, chamou “a atenção para os motivos” de existirem tantas crianças migrantes sem proteção dos pais, ou outros familiares, e como “responder a uma escalada tão dramática”.

“A Santa Sé reitera o seu forte apelo para proteger a dignidade e os direitos fundamentais de cada pessoa e implementar, sem reservas, leis, princípios e políticas humanitárias em resposta a pessoas em movimento, especialmente não acompanhadas”, desenvolveu.

Na 35ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos na ONU, o observador permanente da Santa Sé assinalou que respeitar as crianças “é respeitar toda a humanidade”, pelo futuro e “esperança” que são, por isso, “não devem ser criminalizadas ou sujeitas a medidas punitivas” pela situação que estão a viver.

“A possibilidade de um autêntico desenvolvimento humano integral deve ser garantido para todas as crianças”, observou Dom Ivan Jurkovicl.

O arcebispo esloveno recordou a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Migrantes e Refugiados 2017, onde o pontífice destacou “as dificuldades e os perigos enfrentados pelas crianças migrantes” e alertou que são “invisíveis e sem voz, escondidas dos olhos do mundo”

“Estes nossos pequenos irmãos, especialmente quando não estão acompanhados, estão expostos a inúmeros perigos. E digo-vos que são muitos”, afirmou o pontífice argentino, na Praça de São Pedro, a 15 janeiro.

O observador permanente da Santa Sé na ONU disse ainda que as crianças migrantes não acompanhadas “são a evidência dramática de desigualdades” e questionou como se pode garantir a sua proteção e desenvolvimento.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

O QUE É PALAVRA PROFÉTICA?


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Apalavra profética é o que a bíblia chama de oráculo. Era necessário que o profeta anunciasse a palavra para que ela se realizasse. Foi preciso anunciar o oráculo: a palavra profética. Não era suficiente o Senhor dize-la, pois era preciso traduzi-la em palavras humana. 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Santo Antônio: legado vai além de “santo casamenteiro” da devoção popular



Um dos santos mais conhecidos na devoção popular brasileira, que abre as comemorações das festas juninas dia 13 de junho, Santo Antônio continua sendo importante para o mundo cristão porque ele reconciliou a vida de fé, a simplicidade da mensagem do evangelho e o amor à Eucaristia com a riqueza acadêmica, as ciências, a meditação e estudo da Sagrada Escritura.

Esta é a consideração do religioso da Ordem dos Frades Menores, o franciscano dom Severino Clasen, bispo de Caçador (SC) presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para o Laicato. Para o religioso, a inteligência, a lucidez intelectual, a fé, a simplicidade e o enamoramento por Jesus Cristo fizeram de Santo Antônio um grande taumaturgo no seu tempo.

“As multidões que admiram a sua vida nos dias atuais revelam sua imortalidade pelo seguimento a Jesus Cristo do jeito como São Francisco de Assis o fez com simplicidade, profunda devoção, amor as Sagradas Escrituras e grande espiritualidade”, disse.

Atualmente, segundo dom Severino, devemos imitar o jeito do apaixonamento de Santo Antônio por Jesus Cristo. “Hoje, muito falamos de Jesus Cristo, ensinamos como segui-lo, apresentamos teses e verdades, mas precisamos viver com intensidade o que aprendemos, o que nos ensinam e o que ensinamos para os outros”, disse.

O religioso explica que o legado do santo é o amor profundo nas dissoluções das complicações, problemas de relacionamentos humanos nos dias atuais. “Eis uma das razões porque é popularmente considerado o santo casamenteiro, porque facilita as relações e mostra que o entendimento, o cultivo e o cuidado pelas pessoas é remédio para solucionar conflitos e desgastes de convivência familiar e conjugal”.

O bispo comunga da mesma paixão de Santo Antônio: aprender com São Francisco de Assis a simplicidade do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. “Ele se empolgou com o estilo de vida de São Francisco de Assis e por isso ingressou na Ordem dos Frades Menores. Santo Antônio nos mostra que é possível uma vida simples e repleta de ações, de cuidado pela natureza e pela vida em si”, afirma.

História do santo

Santo Antônio ou Antônio de Lisboa, também conhecido como Santo Antônio de Pádua, OFM, de sobrenome incerto mas batizado como Fernando, foi um Doutor da Igreja que viveu na viragem dos séculos XII e XIII.

Primeiramente foi frade agostiniano no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, indo posteriormente para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde aprofundou os seus estudos religiosos através da leitura da Bíblia e da literatura patrística, científica e clássica. Tornou-se franciscano em 1220 e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França.

No ano de 1221 fez parte do Capítulo Geral da Ordem em Assis, a convite do próprio Francisco, o fundador, que o convidou também a pregar contra os albigenses em França. Foi transferido depois para Bolonha e de seguida para Pádua, onde morreu aos 36 (ou 40) anos.

A sua fama de santidade levou-o a ser canonizado pela Igreja Católica pouco depois de falecer, distinguindo-se como teólogo, místico, asceta e sobretudo como notável orador e grande taumaturgo.

Entre suas várias qualidades, chamou a atenção de seus contemporâneos seu admirável dom como pregador. Muitas descrições de época referem o fascínio que sua fala exercia sobre as multidões de pessoas simples e também sobre clérigos doutos.

Embora o efeito de sua oração a viva voz não possa mais ser recuperado, seu estilo e os conteúdos que abordava podem ser conhecidos em parte através dos 77 sermões que sobreviveram e constam em sua obra publicada em edição crítica, Sermões Dominicais e Festivos, e que são considerados autênticos.


Por CNBB

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Museus Vaticanos ampliam acesso digital a manuscritos



Os diversos projetos de digitalização que muitas bibliotecas estão implementando, possibilitam cada vez mais o acesso aos manuscritos por parte de estudiosos em todas as partes do mundo.

A Biblioteca Apostólica vaticana já disponibilizou online mais de 4 mil de seus 80 mil manuscritos, mas não pretende parar por aí. Para responder às sempre maiores exigências dos estudiosos, era necessário dar um ulterior passo, como a possibilidade de ter acesso a um manuscrito a partir da própria casa ou do local de estudo, folheá-lo, ampliando seus detalhes, analisando o texto e as miniaturas, interpretando os comentários, entre outras atividades.

Ademais, muitas vezes é de fundamental importância em um estudo, fazer a comparação entre dois manuscritos, para perceber com maior facilidade as diferenças e as particularidades do texto, individuar a grafia do copista, comparar as formatações e os estilos decorativos, assim como acompanhar o tipo de comentários que  acompanha determinado texto.

Neste sentido, recentemente foi introduzida a expressão “Interoperabilidade”, para expressar a possibilidade de trocar informações ou serviços entre sistemas informáticos, facilitando a sua recíproca interação.

No que tange aos manuscritos, esta pesquisa foi iniciada em 2012 na Universidade de Stanford, quando um grupo de especialistas da ‘Digital Library Systems and Services’ debateu o problema sobre como tornar utilizáveis na web as imagens digitais dos manuscritos, junto a todo o material documentário de arquivo que pudesse acompanhá-las, superando ao mesmo tempo as barreiras existentes entre as bases de dados: cada uma destas bases de dados, de fato, administra o próprio patrimônio informativo segundo modalidades próprias, que devem se tornar “interoperabilidades” com outras bases de dados.

Desta pesquisa nasceu um “protocolo de Interoperabilidade” para a livre circulação na rede de dados e imagens digitais, diretamente rastreáveis por meio dos motores de busca e independentes dos softwares de arquivamento de cada biblioteca.

Este padrão é conhecido como IIIF – sigla que contém precisamente o termo Interoperabilidade: ‘International Image Interoperability Framework’.

Concretamente, utilizando uma específica tecnologia aplicativa desenvolvida, também ela em Stanford, é possível mostrar online na tela do próprio computador um manuscrito digitalizado, simplesmente mencionando o endereço eletrônico a ele associado (o URI: Uniform Resource Identifier) e colocá-lo ao lado de outro manuscrito (ou mais de um) para todas as comparações necessárias.

A aplicação do protocolo de interoperabilidade no mundo dos manuscritos mostrou-se imediatamente de grande interesse para os estudos de filologia, de bibliologia, de paleografia, com particular relação às edições críticas e à possibilidade de efetuar reconstruções virtuais de coleções espalhadas pelas várias bibliotecas ou simplesmente de materiais fragmentários conservados em diferentes lugares.

Também a Biblioteca vaticana que inserir-se neste mundo de compartilhamento e de integração e, com a colaboração do parceiro tecnológico NTT Data, nestes meses aplicou no site da Biblioteca o protocolo de interoperabilidades na nova biblioteca digital (http://digi.vatlib.it).

Ao mesmo tempo ingressou como membro fundador no Consórcio internacional de IIIF, que agrupa cerca de quarenta, entre as mais importantes bibliotecas nacionais e de pesquisa no mundo.

O Consórcio realiza anualmente encontros que este ano assumiram uma considerável dimensão, dando lugar a uma série de conferências e seminários (2017 IIIF Conference – The Vatican), que realiza-se esta semana (de 5 a 9), no centro de Congressos do Instituto Patrístico Augustinianum.

Ao mesmo tempo, a Biblioteca Apostólica vaticana promoveu uma atividade especial de pesquisa sobre alguns grupos especiais de manuscritos, cujos resultados serão disponibilizados justamente na modalidade IIIF, anotando nas folhas dos manuscritos transcrições, comentários aos textos, aos glossários, às miniaturas, às escrituras à identificação dos copistas, miniaturas, etc.

Trata-se de vários percursos temáticos concernentes: a evolução e a transmissão dos textos em algumas línguas latinas clássicas, a biblioteca de um príncipe humanista exemplificada naquela de Federico da Montefeltro, um curso de paleografia grega e outro de paleografia latina da antiguidade ao renascimento.


Por Rádio Vaticano