sexta-feira, 14 de julho de 2017

Por que o casal casado somente no civil não pode comungar?


parículas


O Papa João Paulo II disse na exortação apostólica “Familiaris Consortio” que o casamento diante de Deus só é válido quando o casal recebe o Sacramento do matrimônio; em caso contrário estará vivendo sem observar a lei de Cristo, e assim, não é lógico que entre em Comunhão com o Corpo de Cristo quem não está em comunhão com a sua lei.

Prof. Felipe Aquino 

terça-feira, 11 de julho de 2017

Fardo pesado



Quando olhamos para as palavras proferidas por Jesus, vemos que elas são fundamentais para todas aquelas pessoas que enfrentam diversos tipos de sofrimentos na vida. Jesus disse: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28). Muitos fardos são impostos sobre as pessoas, e de formas muito desonestas, impedindo a qualidade de seu viver.

Olhando para as realidades do mundo todo, vemos as marcas violentas das práticas de injustiça, provocando sofrimento às pessoas. É até incontável o grande número dos empobrecidos e sofredores, em todos os lugares. Aí está o motivo pelo qual sofrem as consequências, realizando as grandes migrações. As pessoas estão sempre em busca de vida digna e melhor, sem fardos pesados.

Existe uma falta de sabedoria e de uma vontade realmente sincera para construir um mundo e uma sociedade melhores, e sabemos que isso é possível. A verdadeira sabedoria tem uma dimensão divina, e está voltada para a felicidade de todas as pessoas, mas o próprio homem a canaliza para objetivos contrários aos planos de Deus. Acabam criando fardos e sofrimento para o povo.

No Brasil, essa prática é muito comum. Poderíamos ter pobres com dignidade. O próprio Jesus, na sua palavra, disse: “pobres sempre tereis” (Jo 12,8). Ele não falou de empobrecidos, marginalizados, miseráveis e fragilizados diante da carga negativa que carregam. Pela riqueza e as possibilidades que o país tem, essa realidade não poderia estar acontecendo no volume que acontece.

O sistema político brasileiro tem sido um verdadeiro palco de desonestidade, tornando-se a fonte número um das desigualdades sociais. Tudo é direcionado para favorecer a quem já vive numa vida de grande conforto e de acúmulo. Revela a realidade de um país que não é capaz de partilhar, nem de colocar o acúmulo com função social. Grande parte dos políticos coloca peso sobre a população.

A prática, insistentemente pedida por Jesus nos Evangelhos, é outra. Isto aparece de forma clara na frase que Ele mesmo disse: Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus (cf. Mc 12,17). Isso significa dar aos pobres aquilo que é dos pobres, colocando os bens adquiridos e acumulados a serviço de uma cultura mais humana, justa e descentralizada.


Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba, MG

Carne e Espírito



Somos uma só pessoa, composta de algo material e imaterial. Não se trata de separar o corpo da alma, como sendo composições  separáveis. Nem a morte física os separa, pois, nossa pessoa não morre e sim se transforma com a ação de Deus, que nos faz deixar o corpo corruptível e assumir o corpo não corruptível, fazendo com que nossas pessoas sejam preservadas inteiras com a ressurreição (Cf. 1 Coríntios  15,42-49).

Nosso desafio, nesse tempo da peregrinação terrena, é o de vivermos como pessoas que sabem trilhar o caminho com o objetivo de realizar o projeto de Deus. Assim  toda a nossa personalidade se articula com suas qualidades para atingir o objetivo da conquista da felicidade plena. Esta só se consegue quando se caminha utilizando os próprios talentos para tornar o convívio com o semelhante e a natureza eficaz para se implantar a vida de sentido e realização para todos. Então vai se viver conforme o espírito, como diz Paulo: “Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis” (Romanos 8, 13). Para isso, é preciso contar com a ação divina, que nos faz canalizar os impulsos instintivos da carne para um bem maior. Deste modo não seremos arrastados pelos desejos do corpo e sim conjugá-lo-emos para a realização do ideal de vida conforme o projeto divino.  Jesus o fez de forma exemplar. Por isso, Ele se torna nosso modelo de doação de si pelo bem da humanidade, não usufruindo de vantagens na ordem física e material. Ele mostra que o corpo deve se submeter aos ditames do ideal de se viver para se servir e amar, promovendo o bem de todos, mesmo com o sacrifício de si.

Quem se sujeita à lei do amor, com a ação do Espírito Santo,  humaniza-se e ajuda a humanizar a convivência com o próximo. A carne se sujeita ao espírito, regido por Deus.

O apóstolo Paulo fala enfaticamente: “Vivam segundo o Espírito, e assim não farão mais o que os instintos egoístas desejam” (Gálatas 5,16). Ele especifica, em seguida,  o que realiza ações próprias do egoísmo, como: a fornicação, a libertinagem, a idolatria, as rivalidades, a inveja, as orgias, a bebedeira e outros. Ao contrário, quem vive segundo o Espírito pratica o amor, a paciência, a bondade, a fé, o domínio de si… É próprio de quem vive como pessoa íntegra unir, na própria personalidade, o que é inerente à natureza com seus instintos e o impulso para assumir a própria espiritualidade e imaterialidade. O espiritual une o instinto e o impulso para o transcendente, de modo a fazer com que a vida seja uma busca constante do bem natural unido ao sobrenatural. Corpo e alma trabalham intrinsecamente unidos de forma a não fazer o primeiro  afundar-se no puro animal e sim torná-lo amoldado ao que realiza a pessoa humana, marcada pelo amor divino.

Quem vive conforme o projeto de Deus assume a fé sobrenatural que o leva a confiar plenamente nele e sabe assumir também os limites e sacrifícios da vida com inteira confiança no que Jesus ensina: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mateus 11,28). De fato, quem se deixa conduzir pelo Espírito de Deus nada teme, sabendo que Ele o ajuda a vencer na vida e conquistar a própria realização, com o resultado de ter feito o melhor de  si e andar pelo caminho que conduz à maior ideal de vida.


Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

Associação Cruz Verde pede doação de alimentos para preparar mingau de pacientes

Instituição sem fins lucrativos ajuda pacientes com paralisia cerebral grave

Associação oferece cerca de 18 mil atendimentos por ano

A Associação Cruz Verde, instituição sem fins lucrativos, precisa de doações de Mucilon, Farinha Láctea e Neston para a preparação de mingau das crianças que são atendidas no local.

Os interessados em ajudar podem entregar os alimentos na rua Dr. Diogo do Faria, 695, Vila Clementino, São Paulo. Para quem preferir, a instituição pode fazer o recolhimento. Basta ligar no telefone (11) 5579- 7335.

O consumo semanal dos 204 pacientes atendidos é de 120 kg (que é utilizado para o mingau da manhã e da noite).

Sobre a Associação Cruz Verde

A Associação Cruz Verde, uma instituição sem fins lucrativos fundada em 1958, é um hospital 100% conveniado com o SUS, com 204 pacientes internados: bebês, crianças, jovens e adultos com paralisia cerebral grave, muitos com agravos clínicos importantes, dependentes de oxigênio, fazendo uso de dietas enterais, entre outras necessidades complexas.


Oferece cerca 18 mil atendimentos por ano, totalmente gratuitos, a pacientes externos no ambulatório e hospital-dia, unidades subsidiadas integralmente pela instituição. Reúne uma equipe de 300 funcionários e profissionais especializados nas áreas de neurologia, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutrição, psicologia, serviço social e odontologia.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Dia da semana: Segunda-feira - Dedicado ao: Espírito Santo e as Almas do Purgatório - COROA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO


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COROA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

(Oração ditada por Nosso Senhor Jesus Cristo
à Venerável Irmã Miriam de Jesus Cristo Crucificado)

Reza-se na primeira conta as três invocações seguintes:

Deus vinde em nosso auxílio
Senhor, apressai-vos em socorrer-nos
Glória ao Pai ...

Em cada uma das contas maiores ou de cor diferente, reza-se cada mistério:

1º Mistério: Vinde Espírito Santo de Sabedoria, desprendei-­nos das coisas da Terra e infundi-nos o amor e gosto pelas coisas do Céu.

Depois de cada mistério, reza-se uma só vez:

Ó Maria, que por obra do Espírito Santo, concebestes o Salvador, rogai por nós.

Em cada uma das 7 (sete) contas seguintes, reza-se a seguinte invocação:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor; vinde e renovai a face da Terra.

2º Mistério: Vinde, Espírito de Entendimento, iluminai a nos­sa mente com a luz da Eterna Verdade e enriquecei-a de puros e santos pensamentos.

3º Mistério: Vinde, Espírito de Bom Conselho, fazei-nos dóceis às vossas santas inspirações e guiai-nos no caminho da salvação.

4º Mistério: Vinde, Espírito de Fortaleza, dai-nos força, constância e vitória nas batalhas contra os nossos inimigos espirituais e corporais.

5º Mistério: Vinde, Espírito de Ciência, sede o Mestre de nossas almas e ajudai-nos a praticar os Vossos santos ensinamentos.

6º Mistério: Vinde, Espírito de Piedade, vinde morar em nossos corações, tomai conta deles e santificai todos os seus afetos.


7º Mistério: Vinde, Espírito do Santo Temor de Deus, reinai em nossa vontade e fazei que estejamos sempre dispostos a antes sofrer e morrer que Vos ofender.

domingo, 9 de julho de 2017

Oração da “Salve Rainha”: por que chamamos Maria de Rainha?

Aleteia Brasil


Não, não se trata de dar a ela o lugar de Deus

Alguns leitores protestantes nos perguntaram por que os católicos chamam Maria de Rainha. Deixemos que Santo Afonso Maria de Ligório responda por nós. Ele nos fala com detalhes da preciosa oração “Salve Rainha” em sua obra “Glórias de Maria”; o seguinte fragmento explica precisamente o uso desse termo aplicado a Nossa Senhora:

Tendo sido a Santíssima Virgem elevada à dignidade de Mãe de Deus, com justa razão a Santa Igreja a honra e quer que por todos seja honrada com o título glorioso de Rainha.

Se o Filho é Rei, diz o Pseudo-Atanásio, justamente a Mãe deve considerar-se e chamar-se Rainha. Desde o momento em que Maria aceitou ser Mãe do Verbo Eterno, diz São Bernardino de Sena, mereceu tornar-se Rainha do mundo e de todas as criaturas. Se a carne de Maria, concluiu o abade Arnoldo, não foi diversa da de Jesus, como, pois, da monarquia do Filho pode ser separada a Mãe?

Se Jesus é Rei do universo, do universo também é Maria Rainha, escreve Roberto, abade. De modo que, na frase de São Bernardino de Sena, quantas forem as criaturas que servem a Deus tantas devem servir também a Maria. Por conseguinte, estão sujeitos ao domínio de Maria os anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra, porque tudo está sujeito ao império de Deus. Eis porque o abade Guerrico lhe dirige estas palavras:


“Continuai, pois, a dominar com toda a confiança: disponde a vosso arbítrio dos bens de vosso Filho: pois, sendo Mãe, e Esposa do Rei dos reis, pertence-Vos como Rainha o reino e o domínio sobre todas as criaturas”.