quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O significado de cada parte da Ave-Maria


Canção Nova



Cada parte da oração da Ave-Maria tem um significado baseado nas Sagradas Escrituras e na Tradição

A Ave-Maria é uma das orações mais queridas do povo católico. É a mais antiga oração que conhecemos dirigida a Nossa Senhora, nossa Mãe, Mãe de Jesus e da Igreja. Ela está na própria Bíblia, revelação de Deus.

“Ave, cheia de graça”

Na Anunciação, o Anjo a saudou: “Ave, cheia de graça”. Maria foi a única que achou graça diante de Deus, porque foi a única “concebida sem o pecado original”. Nas aparições a Santa Catarina Labouré, na França, em 1830, ela pediu que fosse cunhada o que ficou sendo chamada de “Medalha milagrosa”. Em letras de ouro, Catarina viu escrita a bela frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”.

O Senhor é convosco

“O Senhor é convosco”, disse-lhe o Arcanjo Gabriel. Maria tem uma intimidade profunda com Deus. Diz o nosso Catecismo que “desde toda eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria’ (Lc 1,26-27)”. Ela é Filha do Pai, é a Mãe do Filho, e é a Esposa do Espírito Santo. Está em plena unidade com a Santíssima Trindade. Numa única mulher Deus tem Mãe, Filha e Esposa.

Bendita entre todas as mulheres

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Foi assim que Santa Isabel saudou a Virgem, “em alta voz” e “cheia do Espírito Santo”. E o menino João Batista estremeceu em seu seio. Isabel deixou claro por que Maria é “bendita entre todas as mulheres”: “Donde me vem a honra de vir a mim a Mãe do meu Senhor?” (v.43). E Isabel completa: “Bem-aventurada és tu que creste…” (v.44).

O bendito fruto do seu ventre é o próprio Deus, Filho de Deus, encarnado em seu seio virginal: Jesus. Ela é a Mãe de Deus. Quando o herege Nestório, patriarca de Constantinopla, quis negar essa verdade, o povo se revoltou, e o Concílio de Niceia, em 431, confirmou a maternidade divina de Maria: (Theotókos). “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48), por isso a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão.

Depois de saudar a Virgem Maria, Mãe de Deus, com essas palavras que desceram do céu, a oração da Ave-Maria nos leva a implorar as graças do Senhor pela intercessão daquela a quem Deus nada pode negar.

Santa Maria, Mãe de Deus

O que não consegue a Mãe do Altíssimo? O que não pode conseguir, diante do trono da graça, aquela que é Sua Mãe, Esposa e Filha? O milagre das Bodas de Caná (João 2) diz tudo, mostra o grande poder intercessor da Mãe diante do Filho. Por isso, a Igreja sempre nos ensinou: “Peça à Mãe que o Filho atende!”. O bom filho nada nega à sua mãe, por isso São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, a chamava de “Onipotência suplicante”. Consegue tudo, por graça, o que Deus pode por natureza.

Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte

E nós pecadores lhe imploramos: “Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. Consegue do Rei os grandes benefícios aqueles que estão perto d’Ele, aqueles que têm intimidade com Ele. Quem mais do que Maria tem intimidade com Deus? Quantas pessoas me pedem para mediar um pedido junto ao fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, porque sabem que tenho intimidade com ele! O mesmo acontece com Deus. Esse é o poder da intercessão.

A Mãe Santíssima diante do seu Filho roga por nós sem cessar. Disse o Concílio Vaticano II, que “assunta aos céus (…), por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (…) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora e medianeira.” (n.969).

“A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, baseia-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.” (n.970)


A nossa Mãe roga por nós a cada momento, mesmo que não tenhamos consciência disso; especialmente protege aqueles que lhe são consagrados fervorosamente. De modo especial, defende-nos na hora da morte. Quantas almas a Virgem Maria salva na hora da morte! Especialmente aqueles que lhe são consagrados. São Bernardo dizia que não é possível que se perca um bom filho de Maria. Por isso, pedimos insistentemente que ela rogue por nós, sobretudo na hora decisiva de nossa morte. Quando rezamos o Santo Rosário, a ela oferecemos rosas espirituais, que ela leva a Deus por nós. Ela não as retém para si, pois o rosário é a meditação de toda a vida de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Como uma caveira em cima da sua mesa vai mudar a sua vida


Theresa Noble


"Memento mori": ao manter a morte diariamente em frente aos olhos, a sua vida melhora

Algum dia você vai morrer.

Vou escrever isso de novo, já que você está lendo on-line e provavelmente está distraído.

Algum dia você vai morrer.

Como é que a sua vida poderia ser diferente se todos os dias você se lembrasse deste fato real?

Não há como evitar a realidade da sua morte iminente. A menos que Jesus volte durante o período da sua vida terrena, você vai morrer. Seja de modo repentino e trágico, seja de maneira pacífica e serena ao final de uma vida longa, você vai acabar fechando os olhos para nunca mais reabri-los.

Concentrar-se na sua morte pode parecer mórbido, perturbador, doentio e talvez até diabólico. E, em alguns casos, pode virar isso mesmo. A morte, em si, é um mal. Santo Agostinho escreveu que a morte é “a violência com que o corpo e a alma são arrancados um do outro“. Mas Jesus mudou a natureza da morte para aqueles que creem. Antes de se tornar Papa, então o cardeal Joseph Ratzinger escreveu que “o ferrão da morte se extingue em Cristo“.

Uma tradição cristã de longa data reconhece o poderoso valor espiritual de nos lembrarmos da nossa morte para vivermos bem. A Regra de São Bento, escrita no século VI, inclui o imperativo de “manter a morte todos os dias perante os olhos“. Como indica o Catecismo, tanto a Sagrada Escritura quanto o Magistério da Igreja nos lembram a responsabilidade que cabe ao homem de fazer uso da sua liberdade em vista do seu destino eterno (cf. 1036).

A prática de lembrar que você vai morrer ajuda você a ter em mente que a sua vida terrena vai acabar e que ela tem um objetivo: o céu.

Um jeito de manter em mente a iminência da nossa morte é o uso de lembretes visuais chamados “memento mori”, a frase latina que quer dizer “Lembre-se de que você vai morrer”.

Santos como Jerônimo, Luis Gonzaga e Maria Madalena, entre outros, são com frequência retratados junto a crânios. São Francisco de Assis escreveu uma bênção num pergaminho para o Irmão Leão desenhando a cruz em forma de tau sobre o esboço de uma caveira. O Papa Alexandre VII encomendou do artista italiano Bernini um caixão para guardar em seu quarto, juntamente com um crânio de mármore para a sua mesa a fim de lembrá-lo da brevidade da vida. O beato Tiago Alberione, fundador da família paulina, também mantinha um crânio sobre a mesa.

Inspirada por essa tradição cristã do memento mori, adquiri recentemente uma caveira de cerâmica para a minha mesa de estudo e trabalho – e comecei a compartilhar a minha jornada espiritual no Twitter. Isso tem mudado a minha vida.

De breves anedotas a meditações mais profundas, manter a minha morte diante dos meus olhos colocou as outras coisas da minha vida em perspectiva. A caveira me ajudou a lembrar que um dia vou morrer, sim, mas, muito mais importante do que isso, ela ressaltou para mim a pessoa de Jesus: ela me lembra todos os dias que o meu Salvador transformou a morte na porta para uma nova vida.

Coloque uma caveira na sua mesa de trabalho!


E, se alguém perguntar, conte que foi uma freira quem falou para você fazer isso.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

MÚSICA - Ir. Ana Paula faz sucesso com a música “Há um Trono”

Ex-jogador da seleção brasileira revela experiência com Nossa Senhora


ACI Digital


Uma experiência pessoal com Nossa Senhora vivida pelo ex-jogador da seleção brasileira Elano Blumer, contada pelo próprio atleta, vem comovendo as redes sociais

Uma experiência pessoal com Nossa Senhora vivida pelo ex-jogador da seleção brasileira Elano Blumer, contada pelo próprio atleta, vem comovendo as redes sociais.

O relato foi feito durante o Encontro Gente do Bem – II Encontro de Campistas, promovido pela Comunidade Canção Nova e compartilhado no Facebook. Até o fechamento desta matéria, o vídeo já possuía cerca de 4,2 milhões de visualizações e mais de 76 mil compartilhamentos.

Em seu testemunho, o ex-jogador e atual membro da comissão técnica do Santos recordou um episódio que aconteceu quando morava na Ucrânia, época que em assume que se “afundava na bebida, tinha que treinar, às vezes jogava, às vezes não jogava”.



“Certa noite – recordou –, eu estava deitado ao lado da minha esposa, dormindo. De repente eu acordei, mas não esbocei reação nenhuma, fiquei parado. Acordei, abri os meus olhos e tinha uma mulher parada na minha frente, do lado da minha cama.”

Elano disse ter ficado assustado ao olhar para aquela mulher, pois não entendia o que era, uma vez que naquela época “não estava vivendo na Igreja, não estava vivendo a comunhão, não estava sendo obediente a nada”.


Contou ter ficado sentado na cama e, ao olhar para sua esposa, não sabia se a acordava e pensou: “Estou vivendo todo errado e vou falar para minha esposa que vi uma mulher? Como vou explicar isso para ela?”.

Entretanto, lembrou, “aquele momento que eu vi aquela imagem me deu uma paz, um sentimento como ‘calma, meu filho, eu estou aqui, não fique preocupado com as situações que estão acontecendo’”.

O atleta disse que voltou a se deitar ao lado se sua esposa para dormir. “No outro dia, eu acordei e não aguentei”, disse e contou para sua esposa, Alexandra Blumer, o que havia acontecido durante a noite.

Ao ouvir a história, Alexandra, que já era católica, retornou para o quarto com o marido.

“Tinha uma Nossa Senhora de Fátima que a mãe dela colocou na bolsa dela para ela levar na viagem. Ela pegou a Nossa Senhora e falou: ‘É igual a essa aqui?’. Na hora que eu olhei, eu falei: ‘É essa mulher que eu vi’”, recordou Elano.

O atleta já tinha falado outras vezes sobre sua conversão e sua fé católica, sempre ressaltando o importante papel desempenhado por sua esposa nesse processo.

Em 2015, Elano deu seu testemunho durante o Hallel em Franca (SP). Naquela ocasião, recordou que já tinha alcançado grandes conquistas com o futebol, mas ressaltou que “o maior troféu” que passou a carregar em sua vida era estar “levando a Palavra de Deus onde eu jamais sonhei”.

O atleta também se referiu à época em que se separou de Alexandra, ressaltando que “a maior besteira” que cometeu na vida foi ter abandona sua esposa e filhas.

“Peço que vocês olhem para suas famílias, olhem para suas esposas, olhem para seus filhos, porque eles são os seus verdadeiros amigos para o resto da vida”, declarou.

Recordou ainda que sua esposa “foi para a Igreja buscar a resposta daquilo” que ele estava fazendo de errado. “As nossas respostas não estão no mundo. O mundo, às vezes, não quer que tenhamos as respostas certas”, disse.

“A minha esposa, pelo seu joelho no chão, pela sua busca, ela me converteu através da sua oração, ela foi a minha amiga”, completou.