sexta-feira, 9 de março de 2018

Ele cuspia em quem ia à Missa e agora é sacerdote


Por: ACI Digital

EUCHARIST,MASS

A percepção que ele tinha da Igreja e de Deus era a de uma multinacional que tinha filiais em cada bairro para tirar dinheiro dos fiéis

Após uma infância e adolescência anticlericais e de ódio à Igreja, o hoje presbítero Juan José Martínez revela como descobriu que Deus existe e queria que ele fosse sacerdote”.

“Nos domingos de manhã, ficava na varanda da minha casa e quando as pessoas passavam para ir à Missa, eu cuspia nelas. Falava para elas que a Igreja era uma seita que queria o dinheiro delas”, explica este sacerdote da Diocese de Almeria (Espanha).

Os pais do Pe. Juan José não eram crentes e ele não tinha recebido nenhuma formação religiosa, mas assegura que não foi educado com intolerância. De fato, assinala que não sabe de onde tirou todas essas ideias, porque a percepção que ele tinha da Igreja e de Deus era a de uma “multinacional que tinha filiais em cada bairro para tirar dinheiro, era como uma seita”.

Segundo recorda, “era absolutamente anticlerical, fui o primeiro aluno do meu colégio, na cidade de Carboneras, Almería, que nunca estudou Religião porque com 8 ou 9 anos escolhi a matéria alternativa que era Ética. Nos anos seguintes, comecei a convencer os meus amigos para que deixassem as aulas de Religião e passassem para as aulas de Ética comigo. No final, toda a minha turma acabou estudando Ética e nenhum deles Religião”.

Mas o que ele nunca imaginou é que o final do seu caminho seria ajudar os seus amigos a voltar para a Igreja. Pe. Juan José recorda perfeitamente o primeiro dia que ele entrou em um templo católico: “fui para rir das pessoas que me convidaram”.

O padre acrescenta: “Em janeiro de 1995, alguns amigos da minha turma me convidaram para um grupo de oração da Renovação Carismática Católica na paróquia. Obviamente, eu disse que não queria ir porque não queria que eles lavassem o meu cérebro. Eles insistiram o mês inteiro. E finalmente eu fui à igreja em uma quinta-feira, em fevereiro de 1995. Esta foi a primeira vez que eu entrei em uma igreja”.

Uma caixa dourada

Havia muitos amigos dele na igreja e ele ficou surpreendido porque “todos olhavam para uma caixa dourada que estava no altar da igreja. Eu não sabia o que era, mas pensei que era onde o pároco guardava o dinheiro”.

Mas estava muito longe da realidade, esta caixa dourada era o Sacrário.
Pe. Juan José assegura que naquele dia foi à igreja para zombar, porque “pensava que eles estavam loucos. Eu ri muito deles, embora fosse educado e disfarçava. Mas decidi voltar na quinta-feira seguinte para continuar rindo deles”.

Assim, a cada quinta-feira, Pe. Juan José foi deixando de lado os seus preconceitos em relação à Igreja e à religião.

“Achava que o pároco era um homem muito sensato que ajudava as pessoas”, explica ao Grupo ACI. E aos poucos o amor de Deus foi entrando no seu coração. “Eu tinha 15 anos e comecei a cantar na Missa, o que me obrigava participar da Missa aos sábados. Eu gostava de ficar na frente do sacrário e, pouco a pouco, percebi que Deus existia e me amava. Senti o amor de Deus. O grupo da Renovação Carismática, do qual eu zombava, me ajudou muito”.

“Meus olhos começaram a abrir e vi que Deus não era uma lenda ou um conto para os fracos, mas existia e me apoiava, me guiava. Senti que me amava tanto que me queria para ele e me chamava”, recorda.

“Sou teu para o que precisar”

Pe. Juan José foi batizado e fez a Primeira Comunhão a pedido dos seus avós, mas nunca teve uma relação com Deus. “Recebi o sacramento da Crisma durante o processo de conversão e foi um verdadeiro presente. Naquele dia eu disse ao Senhor: ‘Sou teu para o que precisar’. A minha mãe participou da cerimônia, mas o meu pai não foi. Vivi um momento único na minha vida ao receber o Espírito Santo e confiar no Senhor”.

Durante alguns meses, o jovem Juan José resistiu ao chamado a ser sacerdote. “Eu dizia ao Senhor que eu não queria problemas, que não falasse comigo. Até o momento que eu tive que tomar uma decisão e decidi segui-lo, ser sacerdote”.

E em um sábado à tarde, aos 17 anos, Pe. Juan José disse ao seu pai que queria ir ao seminário e ele o espancou e disse que “só seria sacerdote passando por cima do seu cadáver”.

“Foi muito difícil para a minha família, porque sempre foram pais excelentes, queriam o melhor para mim e para o meu irmão. Mas eles não entendiam que eu queria ser sacerdote. Na verdade, o meu pai me propôs pagar os meus estudos em uma Universidade nos Estados Unidos, mas disse que nunca pagaria o seminário”, conta.

Naquele momento difícil, Pe. Juan José recorda que ele só tinha em sua cabeça a oração de Santa Teresa de Jesus: “Nada te perturbe, Nada te espante… Só Deus basta”, e quando o seu pai parou de repreendê-lo, o jovem lhe deu um abraço e disse: “Sabia que você reagiria assim, mas também sei que um dia entenderá”.

“Bem-vindo”

De fato, seu pai chegou a ameaçar denunciar o pároco à polícia se continuasse ajudando o seu filho a discernir a vocação. “Meu pai tinha muita força, mas o Senhor é mais forte, então, o Senhor aguentou o meu pai”, conta o sacerdote com certo humor.

Pe. Juan José não pode entrar no seminário porque desobedeceu seu pai e, por isso, começou a estudar Educação na Universidade de Almería. Durante alguns anos, foi paciente e permaneceu fiel à sua vocação de sacerdote. E um dia, em maio de 1999, recorda, a sua mãe disse que havia conversado com o seu pai e que finalmente permitiu que ele entrasse no seminário. “Comecei a chorar muito. Lembro que quando eu contei ao pároco ele disse ‘bem-vindo’ e me deu um grande abraço”.

Em setembro de 2000, Juan José finalmente entrou no seminário.

Em 2006, Juan José foi ordenado na catedral de Almería e seu pai participou da cerimônia. “Ele não queria de jeito nenhum que fosse sacerdote, mas me via feliz e, apesar de ser totalmente anticlerical, compreendeu que a felicidade do seu filho estava a cima da sua ideologia e que, se eu era feliz, mesmo que ele não entendesse, teria que aceitar”.

De fato, recorda que há dois anos, “antes de morrer, eu lhe dei a unção dos enfermos”.

“Quando alguém me diz que não acredita em Deus, eu sempre respondo que também não acreditava Nele, mas estava errado, pois descobri a verdadeira felicidade que Jesus me deu. Se você não é feliz, pede ao Senhor que te ajude, porque só Ele te dará a felicidade que o teu coração necessita”.

(ACI Digital)

Brinque com seus filhos enquanto eles querem brincar com você

Por: Papo de pai


Pergunto para a minha filha mais velha o que ela mais gosta em mim. Helen, com seis anos, nem pensa muito e responde: “De brincar com você”. “E o que menos gosta do papai?” Eu me arrisco na pergunta.

Pergunto para a minha filha mais velha o que ela mais gosta em mim. Helen, com seis anos, nem pensa muito e responde: “De brincar com você”. “E o que menos gosta do papai?” Eu me arrisco na pergunta.

“Quando você trabalha muito e não tem tempo para brincar comigo.”
Responde tranquilamente enquanto brincamos juntos no balanço do parquinho.

Sempre trabalhei muito, incluindo noites e finais de semana, não pela obrigação em si, mas porque sempre gostei (e gosto) muito do que faço. Mas a chegada de duas filhas implicou em repensar o que é fazer o que gosto.

Antes, uma frase de Steve Jobs era um mantra para mim.“Quando tinha 17 anos, li uma frase que dizia algo como: Se viver cada dia como se fosse o último, um dia estará certo. Isto me impressionou muito e nos 33 anos seguintes e olho no espelho todas as manhãs e me pergunto: Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de ter feito o que farei hoje? E se a resposta for “não” por muitos dias seguidos, eu sei que preciso mudar algo” – disse Jobs. Esta lógica me ajudou a fazer o que realmente quero e gosto de fazer. E era feliz com isto.

Mas com a vinda da primeira filha e principalmente com a chegada da segunda, eu me dei conta que a reflexão do Steve Jobs era individualista demais. E apesar de Jobs ter sido um gênio como empreendedor, foi um fracasso como pai.

Foi aí que me deparei com outra reflexão feita por John Doerr, um dos principais investidores do Vale do Silício, que, por coincidência, era um dos mentores de negócios do próprio Steve Jobs. No discurso para os formandos da Rice University em 2007, Doerr confidenciou: “Há dez anos, eu não estava priorizando a minha família. Eu viajava muito. E qualquer trabalho era uma prioridade maior do que ficar com a família. Quando comecei a perder alguns almoços ou jantares em casa, ficou fácil não estar mais presente. Um dia eu percebi que minha filha Esther estava andando e Mary já estava no jardim de infância. E Ann (sua esposa) foi diagnosticada com câncer (ela se curou depois).

Tudo mudou. Eu mudei. E passei a colocar a família como a minha principal prioridade. Estar em casa às noites passou a ser a minha principal prioridade. E não era só estar presente. Eu declarei que entre seis e dez da noite não responderia nenhuma mensagem. Todas as reuniões de negócio, jantares e viagens deveriam passar no seguinte teste: Isto é mais importante do que estar em casa hoje à noite? Desde que adotei este teste, tenho jantado em casa quase todas as noites. Eu não tenho medo de fracassar. Só não posso fracassar em uma situação: com minha família e minhas filhas. Quando fracasso como investidor, eu posso perder algum dinheiro e um pouco de orgulho. Mas se fracasso como pai, eu perco o amor e a convivência que jamais poderá ser recuperado!”

Brinque com seus filhos enquanto eles querem brincar com você - Papo de Pai

Este depoimento foi o mais marcante em minha vida e desde então tento passar muito mais tempo com minhas filhas. Agora, quando me olho no espelho todas as manhãs eu me questiono: Será que tenho feito o que quero e gosto e também sido um bom pai e bastante presente? E se a resposta for “não” por muitos dias seguidos, eu sei que preciso mudar algo.


Daí a minha admiração cada vez maior por empreendedores que não só construíram grandes negócios (independentemente do tamanho que atingiram), mas que também se esforçaram para ser grandes pais.

De todos eles, Walt Disney talvez tenha sido o mais icônico. Não só por ter criado um negócio que incentivava a diversão familiar, mas também por deixar o ícone fora da sua residência. “Um homem jamais deve negligenciar sua família em favor do seu negócio.” – dizia. Disney sempre se orgulhou de ser um pai presente e apaixonado que protegia suas filhas da sua enorme fama. Em família, era só um pai alegre que adorava contar histórias e brincar com suas filhas nos parquinhos da cidade. Só com seis anos, sua primeira filha, Diane, se deu conta que seu pai era “o” Walt Disney. Neste momento, ela pediu um autógrafo ao pai…

E agora, enquanto vou ao parquinho brincar com minhas filhas, lembro que todos os pais também podem ser Walt Disneys.

Uma oração para ser amigo de Deus

terça-feira, 6 de março de 2018

Jesus, o divino cirurgião


Por: Rumo à Santidade


Ele quer ser o seu médico de confiança. Você aceita?

A prosperidade gera muitas enfermidades graves. E não é possível curá-las sem remédio amargo, sem regime, e, quando o perigo é iminente, sem operação.

Há de intervir hábil e sábio cirurgião. E é Nosso Senhor, o Cirurgião Divino da Misericórdia. Médico e Pai de nossas almas, quem nos vem salvar.

Pode uma criança chorar, revoltar-se, gritar desesperada, quando, enferma, necessita de uma operação dolorosa. Não importa! A operação há de ser feita e quem vai levar à mesa operatória esse entezinho, objeto de todo o seu amor e ternura, é a própria mãe carinhosa.

Eventualmente, o pai, sendo médico, poderá ver-se obrigado a efetuar, ele mesmo a intervenção dolorosa, a cortar um braço, uma perna do amado doentinho, a fim de evitar que, por exemplo, se generalize uma gangrena, que seria fatal. Isto não é doloroso para o coração delicado e sensível de um pai? Corta, fere, com lágrimas nos olhos.

Nosso Senhor é o mais terno, o mais delicado e o mais amável dos pais. A gangrena do pecado, gerada na prosperidade, no orgulho, na sensualidade, nas seduções do mundo, ameaça nossa vida eterna, a salvação de nossa alma. E o Pai de Misericórdia quer salvar-nos.

Que faz Ele? Envia-nos a dor, a tribulação, sofrimentos cruéis. Compreendeis agora, almas atribuladas, por que sofreis tanto? Santo Agostinho pedia a Nosso Senhor:

Hicure, hic seca…. modo in aeternum parcas… – “Queima, Senhor, corta neste mundo, contanto que me poupes na vida eterna”

Divino Cirurgião da Misericórdia, fazei também assim comigo! Salva-me!

(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 54. Via Rumo à santidade)

BISPOS, MST, E DINHEIRO DO PT

Por: Bernardo P Küster

domingo, 4 de março de 2018

“Não vos conformeis com este mundo”

Conselhos para viver as 3 dimensões fundamentais da Quaresma




REDAÇÃO CENTRAL, 03 Mar. 18 / 07:00 am (ACI).- O sacerdote, escritor e funcionário da Secretaria de Estado do Vaticano, Mons. Florian Kolfhaus, compartilhou alguns conselhos para viver as 3 dimensões fundamentais da Quaresma que são jejuar, rezar e dar esmola.

Em sua coluna publicada na Quaresma de 2017 em CNA Deutsh – agência alemã do Grupo ACI –, o presbítero indicou que os cristãos “não somos mestres de ioga que devem realizar práticas ascéticas muito exigentes” nos 40 dias de preparação para a Páscoa.

Mas, pelo contrário, “somos discípulos de Jesus que devemos experimentar a pobreza espiritual e às vezes material, para deixar assim que o Senhor nos gratifique”.

A seguir, apresentamos vários conselhos de Mons. Kolfhaus para que o Senhor nos cumule com sua graça, enquanto vivemos o jejum, a esmola e o oferecimento de obras.

1. Jejum

Mons. Florian Kolfhaus explica que quando se fala de jejum “não se trata apenas do que se refere à comida”, mas também da “renúncia à televisão, ao celular e ao rádio, deixar de usar o carro particular para usarmos transporte público”.

No entanto, o sacerdote assegurou que abster-se de alimentos tem um “significado especial” na Sagrada Escritura.

“Jesus mesmo jejuou 40 dias no deserto até sentir fome. Nós também não deveríamos nos assustarmos com a Quaresma, com o sentir fome, pois, através desse oferecimento, tal como promete o Senhor, podemos fazer com que nossa oração produza mais frutos”, detalhou.

Além disso, assegurou que o jejum “pode tomar diversas formas”, como uma só refeição forte e dois reforços pequenos (é a prescrição quaresmal da Igreja que a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa), comer apenas pão e água (ou talvez frutas e verduras) ou esperar até à noite para fazer uma refeição forte.

“É claro que a renúncia das guloseimas e doces, do café e do álcool é oferecimento que faz bem à saúde corporal e que, às vezes, pode nos representar maior dor do que o jejum propriamente dito”, acrescentou.

2. Oração

O presbítero indicou que a oração é “ponto central” deste tempo de preparação para a Páscoa, entendendo a oração como “encontro pessoal com Deus”.

Por esse motivo, recomendou levantar-se 10 minutos antes para começar o dia com Deus em oração; visitar a cada dia, ao menos de forma breve, uma Igreja e adorar o Santíssimo; rezar o terço diariamente ou a Via Sacra nas sextas-feiras; e agradecer a Deus a cada dia, inclusive nos momentos difíceis.

Do mesmo modo, para estar mais bem preparados para rezar, convidou a colocar sobre a escrivaninha uma imagem de Jesus ou um crucifixo para ter o Senhor sempre presente; ler diariamente as Sagradas Escrituras memorizando versículos; e ler um bom livro espiritual antes de ir dormir.

3. Esmola

“Quanto à ideia de esmola, entendemos as boas obras que fazemos pelos demais. A Quaresma é uma escola de amor ao próximo”, explica Mons. Kolfhaus.

Nesse sentido, exortou a fazer uma boa obra a cada dia. Por exemplo, rezando pelas vítimas das guerras e catástrofes naturais; dando esmola ao mendigo ou doando objetos que sejam importantes e valiosos.

Mons. Kolfhaus também se referiu à doação de tempo, ou seja, separar tempo no dia para conversar com algum vizinho, telefonar para antigos conhecidos, escrever cartas ou ser paciente com colegas de trabalho.

Oferecimentos ou mortificações

Segundo Mons. Kolfhaus, Nosso Senhor Jesus, “que esteve sedento na Cruz, pode ser consolado por nós, quando lhe oferecemos nosso amor, manifestando ao carregar nossa própria Cruz”.

“Não se trata de grandes sofrimentos ou dores, mas de grandes manifestações de amor. Mais importante do que a oferta em si são o amor e a confiança”, destacou.

O presbítero sustentou que durante esta Quaresma, os fiéis podem “carregar sua cruz” suportando pacientemente as doenças ou os problemas.

Indicou também que é possível ser criativo com os oferecimentos, por exemplo, não falar mal dos demais, tomar banho com água fria, renunciar a comidas ou bebidas de que gosta, subir as escadas em vez de usar o elevador.

Na vida religiosa, Mons. Kolfhaus destacou algumas opções, como fazer longos percursos rezando o terço, rezar de joelhos, rezar abrindo os braços ou fazer peregrinações curtas a pé.