sexta-feira, 27 de abril de 2018

Marcados por Deus - Santa Catarina

A magia que chega ao casamento depois do ninho vazio


Por: Luz Ivonne Ream

COUPLE

Esta fase pode ser até uma segunda lua de mel para o casal que sempre investiu no amor

Definitivamente, o ninho vazio é uma prova de fogo para os casamentos. É quando comprovaremos se realmente investimos no nosso amor como casal ou se, simplesmente, fomos pais (e não companheiros).

Alguns matrimônios não sobrevivem a esta fase, já que os casais “sentem” que não há amor entre eles. Isso porque, ao longo da vida e durante os anos em que construíram a família, eles não alimentaram o vínculo mais importante: o de marido e mulher.

Eles deixaram de se cuidar e agora “sentem” que não há nada mais que os una. Então, decidem se separar, porque se veem como dois desconhecidos dividindo cama e teto.

Por isso, muito cuidado! Lembre-se de que o amor não pertence ao plano das emoções, mas ao plano da vontade.

Quando o último filho abandonar o ninho, apesar da dor que sentimos, temos que mudar nosso chip interior de tristeza por gratidão, e o de dor por satisfação.

A solidão, esse vazio interior que sentimos, deverá ser resolvida com paciência e amor (e, muitas vezes, regada a lágrimas). Temos que enfrentar juntos, marido e mulher, e respeitarmos nossos momentos de sofrimento. Nem que seja apenas com um olhar, o silêncio ou um aperto de mão.

Quando nos sentirmos cabisbaixos, vamos lembrar o quanto nos filhos ficariam felizes se tivessem voado do ninho e deixado seus pais se amando como uma família unida.

Tudo muda quando você sente a humilde satisfação de saber que os filhos não se vão porque estão fartos do ambiente familiar, mas porque precisam seguir os sonhos e as missões deles. Tudo isso nos ajuda como casais, para crescermos em mútua admiração e reconhecimento.

A minha sensação de vazio já passou. E, apesar de sentirmos saudade de nossos filhos, atualmente estamos vivendo uma segunda lua de mel. A diferença é que, agora, a relação está mais madura. É um amor que nasce de uma decisão consciente e madura de querer amar.

E como o amor maduro do casal pode crescer? Vou falar como acontece comigo e com meu marido.

Para começar, toda manhã, quando eu acordo, meu coração emana um profundo suspiro de gratidão por saber que haverá um novo dia para eu continuar amando meu marido. Sou muito feliz pelo simples fato de ele existir e estar ao meu lado. Nosso dia começa e termina com um beijo e com um “eu te amo, obrigado por me fazer tão feliz”.

Diariamente, nós dois trabalhamos para construir e alimentar nossa relação, levando em conta nossas mútuas necessidades e fazendo de tudo para que elas sejam satisfeitas.

Nós também enviamos mensagens de texto um para o outro para nos fazermos presentes e recordarmos o nosso amor.

Sempre damos risadas das coisas mais simples e vivemos um dia de cada vez. Já não nos preocupamos tanto com o amanhã. Queremos viver o hoje, amando-nos e cuidando de nós.

Nos dias de folga, vamos ao cinema à meia noite ou ficamos até altas horas da madrugada assistindo filmes.

Também rezamos e ajudamos na comunidade juntos.

Enfim, fazemos de tudo para nos conquistarmos todos os dias como homem e mulher. Ele faz mágica na minha vida e eu na dele.

Nossa relação se tornou mais sólida, mágica e maravilhosa graças a esses detalhes. Parecemos recém-casados, pois o tempo é todo nosso. Além de querermos ser pais exemplares para nossos filhos, também queremos ser felizes.

Nós dois continuamos com nossos deveres profissionais, mas a nossa autêntica realização é a pessoal. Ele é a prioridade da minha vida e eu a dele.

Portanto, se você está passando pela experiência do ninho vazio, lembre-se de alimentar seu amor por meio de detalhes diários. Maridos e esposas, aproveitem essa fase da vida e cresçam no amor. E, quando estiverem diante de Deus, digam: “Não poderia ter amado mais meu esposo (ou minha esposa)”.

A CNBB ARREGOU! CHEGA DE DESCONVERSA.

Basta Uma Palavra: 3º Dia – Deus Olha para Você


Por: Pe. Antonio José

30 Dias Meditando Com a Palavra de Deus

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“Os olhos do Senhor estão fixo sobre aqueles que o amam: possante proteção, sustentáculo cheio de força, abrigo contra o vento do deserto, sombra contra o ardor do meio-dia, proteção contra os obstáculos, socorro contra as quedas. Ele eleva a alma, ilumina os olhos, dando saúde, vida e benção”.
                                                               (Eclo 34,19 19-20)


Você seria capaz de imaginar para direção estão voltados os olhos do Senhor altíssimo exatamente agora? Que criatura, grande ou pequena, forte ou frágil, viva ou inanimada, estaria chamando a atenção dos olhos de Deus nesse exato momento? A escrituras diz que os olhos cheios de ternura do nosso Pai celestial estão fios, bem atentos, sobre o coração daqueles que o amam. Se seu coração, mesmo ferido e cansado, encontra-se ainda apaixonado pelo Deus que pode as coisas, então, certamente, Ele está olhando para você agora, admirado sua alma e tocando o mais íntimo do seu ser. 

A Palavra nos diz quantas coisas maravilhosas o Senhor é na vida daqueles que o amam: possante proteção (é Ele quem nos defende com valentia e precisão); sustentáculo (se nos apoiamos nele, jamais sentiremos o chão sair debaixo do nosso pés); abrigo contra o vento do deserto ( as tempestades da vida não serão capazes de cegar a visão da nossa fé); sombra no calor ( não desfalecemos no meio do caminho); proteção contra todo obstáculo ( com sua ajuda, conseguimos pular todas as muralhas); socorro nas quedas (quão suave é cair apoiado em suas mãos paternas!).

Além de ser nosso socorro e proteção, o Senhor ainda nos promete graças para o corpo e a alma: saúde, vida e benção.

Saúde, na linguagem da bíblia, quer dizer salvação: equilíbrio, reconciliação, um suprimento para todas as necessidades. Deus nos promete tudo isso, agora e para sempre. É saudável quem permanece na presença de Deus e é por Ele refeito no corpo, na mente e no espirito. A Bíblia nos ensina que o remédio de Deus para recobrarmos saúde e salvação é a sua Palavra. O salmos 106 nos diz que quando Deus viu que seu povo jazia às portas da morte, enviou a Palavra para curá-lo. A Palavra do Altíssimo revigora as forças da alma, faz renascer a esperança e arranca da morte aquele que estava se destruindo pelo pecado. Ela é o veículo pelo qual, na fé, somos banhados no sangue de Jesus. Este sangue é a certeza de salvação e cura para todos os que o aceitam.

Vida, segundo a promessa do Senhor, é algo abundante, uma participação na própria natureza divina, ou seja: vida verdadeira é ter comunhão com Deus.

A maior de todas as bênçãos, segundo o evangelho de João, é o Espirito Santo, Deus vivendo em nós, portanto, para aqueles que o amam, o Senhor promete: o poder do sangue curador e salvador de Jesus, comunhão de amor com Seu coração paterno e a alegre presença do Seu Espirito.

Você não desejaria receber todo esse manancial de graças agora? Então, vamos orar:

 Meu Pai amado, apresento a Ti o meu coração. Tu o conheces, pois todos os dias o tens presente sob Teu olhar de bondade. Sabes como tenho estado ferido, abatido e atribulado por tantas provações. Contudo, Pai, as dificuldades da vida não roubaram o amor que tenho por Ti. Meu coração, mesmo machucado, ainda sabe amar e confiar. Olha agora para mim, mais uma vez, ó Pai. Sede o meu protetor, meu apoio, meu abrigo e amparo. Concede-me, pois preciso tanto, o poder do Teu Espirito Santo e o perdão que está no Sangue de Jesus. Quero ser livre agora, ó pai Recebo de Ti todo amor e aceitação que tenho desejado. Sinto-me seguro em Ti. Obrigado, pai, por poder te amar como um filho. Obrigado também porque sei do Teu amor por mim. Abençoa-me, em Nome de Jesus. Amém.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Basta Uma Palavra: 2º Dia - Vencendo a Tribulação do Dia de Hoje


Por: Pe. Antonio José

30 Dias Meditando Com a Palavra de Deus

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“É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso interior se renova de dia para dia. A nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de gloria incomensurável”
                                                                     (2Cor 4, 16-17)


Quem de nós, diante de um grande problema, nunca se pegou dizendo palavra como: “Esse problema parece que não vai acabar!”; “Quanto mais eu rezo, mais a sombração me aparece...”? Certamente você deve se lembrar de ter dito alguma dessas frases. Mas a palavra de Deus tem algo bem diferente a dizer a respeito das suas tribulações. Aliás, o Espirito Santo inspirou ao apóstolo Paulo somente duas palavras para referir aos tempos de dificuldade e provação que você vive.  A Bíblia diz que a presente tribulação, essa tribulação que hoje o desafia, é MOMENTÂNEA e LIGEIRA. Ou seja: a dificuldade que você está enfrentando tem dias contados; ela não vai durar nem um dia além daquilo que é permitido pelo Senhor; ela é momentânea. E, mais ainda, essa tribulação já está sendo trabalhada por Deus, ela já está indo embora, pois ela é ligeira.

Em tempos de aflição, que maravilha poder acreditar que as dificuldades que vivemos não são eternas, não vão durar para sempre. Essa certeza, que renova nossas forças, faz o apóstolo Paulo exclamar: “por isso não desfalecemos”! não perdemos as forças, não desistimos de nossas lutas, pois o Senhor está no controle e tem uma hora certa para nos abençoar. Paulo dá então a receita para não desfalecemos, para não nos deixarmos confundir pelas aparentes demoras de Deus:

 “Ainda que exteriormente nosso homem exterior se desconjunte, nosso interior se renova de dia para dia”

Quando enfrentamos uma daquelas marés de problemas que, vez por outra, se abate sobre nossa vida, é comum que nosso exterior se ressinta, nossa saúde se fragilize e nossa mente se canse. Contudo, isso não deve ser para nós motivos de temor se, cuidando do nosso interior, nos deixamos conduzir por Deus. Aos poucos, depois do primeiro impacto, vamos recobrando saúde e equilíbrio, contando que nosso interior se remove de dia para dia. Se não deixamos as coisas envelhecerem dentro do nosso coração, nossa capacidade de resistir aos tempos de tribulação é grande. Acumulo rancores, ressentimentos, desejos de vingança, nosso interior se desgasta e torna-se fraco para as batalhas. Se permitimos, em oração, que o espirito santo nos renove e recolha para si, ao final de cada dia, a cruz que já carregamos, iniciaremos a próxima manhã como um presente, mais uma chance vinda de Deus.

Querido irmão, a atual tribulação pode deixar um saldo positivo em sua vida se for suportada na intimidade com o Senhor na entrega aos cuidados dele. A Bíblia diz que as tribulações momentânea e ligeiras nos preparam para suportar um peso de glória incomensurável, as dificuldades que você enfrenta hoje têm dias contados, mas a gloria que você receberá por ser fiel ao Senhor em meio às suas dores não pode ser medida, pois é eterna. Aleluia!

Você está sendo moldado por Deus, através das provações da vida, para se tornar uma coluna forte para grandes e eternas obras do Altíssimo. Não desfaleça, não perca as forças, mas permita que o Espirito de Deus o renove ainda hoje, com o poder do amor e do perdão.

Vamos orar:

Querido Pai, eu te agradeço por entender que minhas tribulações e dificuldades são momentâneas e ligeiras. Agradeço porque elas um dia vão passar, deixando-me mais próximo da gloria que o Senhor preparou para mim. Pai, eu Te peço, em Nome de Jesus, que o teu Espirito Santo me renove neste dia (nesta noite, nesta manhã). Não quero que coisas passadas envelheçam dentro do meu coração. Abro mão dos rancores, dos julgamentos, das vinganças, para estar inteiramente livre para receber o que o Senhor tem para minha vida a partir de agora. Enche-me, Senhor, com o Teu Espirito de amor e perdão, em Nome de Jesus. Amém!

Moisés Rocha - Geração João Batista

8 sinais da tibieza espiritual


Por: Redação da Aleteia


A doença da mediocridade da alma

Os sinais da tibieza em geral são os oito seguintes:

1. Omissão fácil das práticas de piedade. A alma fervorosa tem a sua vida de piedade toda dirigida por um regulamento particular fácil de ser observado e bem criterioso. Não omite facilmente qualquer prática de piedade. E’ de uma fidelidade extrema, sobretudo à meditação. Se graves ocupações ou verdadeira necessidade a impedem, procura, logo que seja possível, suprir a falta. A alma tíbia sob qualquer pretexto omite os exercícios de piedade, passa dias sem meditação, e até mesmo sem práticas de piedade de qualquer espécie. Ora, isto é exatamente o contrário do fervor. “Não digo que isto prove tudo, diz o Pe. Faber, mas prova muito. Seja como for, sempre que existir tibieza, existirá este sintoma”.

2. Fazer os exercícios de piedade com negligência. Na tibieza também há oração, missas, confissões, comunhões, terços, etc., mas a rotina vai inutilizando tudo. A rotina e a má vontade. Confissões e comunhões mal preparadas, orações com inúmeras distrações voluntárias. E o pior ainda a falta de generosidade e de todo esforço para se corrigir.

3. Outro sinal de tibieza é a alma sentir-se aborrecida com o pensamento de que tudo vai mal na sua vida espiritual. Não se sente inteiramente à vontade com Deus. Não sabe exatamente onde está o mal, mas tem certeza de que tudo não está em ordem. É um mal-estar, um aborrecimento interior. E, sem paz, o tíbio se agita inutilmente e vai deixando arraigar-se no coração o hábito do pecado venial. Este sinal anda sempre com os dois primeiros. Desde que faltou generosidade numa alma para ser fiel aos seus deveres de piedade, estas omissões e negligências acabam deixando-a num estado lamentável de aborrecimento das coisas santas e até de Nosso Senhor.

4. O quarto sinal é agir sem pureza de intenção, sem ordem nem método. A pureza de intenção consiste em fazermos com um fim honesto e sobrenatural todas as ações de nossa vida: práticas de piedade, deveres de estado, trabalhos de cada dia ou qualquer coisa por mínima que seja. É aquele olhar interior sempre fixo em Deus e desviado das criaturas. Tudo fazer para a glória de Deus, e ver em tudo a vontade de Deus e a ela se submeter com espírito de fé e resignação. Eis a mais pura intenção que se pode imaginar, o mais elevado princípio e o mais perfeito ideal de uma alma fervorosa. Os santos não tinham outro motivo nem visavam outro fim na terra. Santa Madalena de Pazzi sentia-se arrebatada em êxtase, ouvindo esta palavra: — A vontade de Deus! Santo Inácio legou à Companhia de Jesus, como rica herança, o seu lema: A. M. D. G. — Ad majorem Dei gloriam — Tudo para a maior glória de Deus! A pureza de intenção é a alquimia celeste que transforma em ouro de méritos para o céu todas as nossas boas obras. Sem ela, perdemos cada dia riquezas incomensuráveis. A alma tíbia faz tudo por amor próprio e capricho, seguindo em tudo a natureza. É a leviandade, a preocupação da vontade própria, os cálculos muito humanos, a vaidade quando faz o bem, o desejo de agradar às criaturas e de aparecer. Anda à cata de bajulações e aborrece o sacrifício oculto, a abnegação e outras virtudes que não brilham aos olhos das criaturas e constituem o segredo do Rei! E Deus recompensa as nossas ações, diz Santa Madalena de Pazzi, a peso de pureza de intenção. Ó, como a tibieza rouba e despoja a pobre alma, quando lhe arrebata a pureza de intenção!

5. Contentar-se com a mediocridade e negligência em formar hábitos de virtude. Se a mediocridade já é desastrada na ciência, na literatura e na arte, o é em proporção verdadeiramente calamitosa quando se trata da prática da virtude. O medíocre não gosta da palavra: Santidade. Não compreende o heroísmo das almas generosas, a abnegação, o sacrifício. Para ele, a virtude heroica é o exagero! A santidade é um misticismo! E que entende por misticismo? Algo de loucura e de anormal. Contenta-se com o meio termo. E assim não se esforça por adquirir hábitos de uma virtude sólida.

6. O desprezo das pequenas coisas. Os santos fugiam das menores imperfeições, e se purificavam cada dia das pequeninas faltas. O tíbio, não. Ri-se do que ele chama escrúpulo das almas fervorosas: — a fidelidade nas pequenas coisas. E não nos esqueçamos destas grandes verdades: primeira — os santos se tornaram santos pela repetição contínua duma multidão de ações insignificantes, pelo cuidado infatigável das pequeninas coisas. E segunda: — só fizeram eles grandes coisas quando chegaram à santidade. Os pequeninos sacrifícios ocultos, as pequeninas cruzes, as pequeninas virtudes, as pequeninas mortificações, tudo isto a cada dia, a cada minuto, aceito com generosidade, como santifica uma alma! E’ o caminho batido de S. Teresinha, a pequenina via da Infância espiritual. Que fonte riquíssima de graças! A tibieza, porém, seca esta fonte, esteriliza a vida espiritual, sonha com êxtases e comete cada dia o pecado quase sem remorso. E os pecados veniais, sob o disfarce de pequeninas faltas inevitáveis à fraqueza humana, vão se multiplicando assustadoramente na alma e alimentando a tibieza até ao pecado mortal e, sabe Deus, até ao endurecimento do coração! É muito grave desprezar habitualmente as pequeninas coisas. São Gregório chega a dizer que se deve ter mais receio das pequenas faltas que das grandes. Porque estas provocam logo o arrependimento e causam horror; aquelas não assustam, e vão preparando surdamente a ruína espiritual. E, o que é pior, sem remorso da consciência, e até sob a capa da virtude.

7. É pensar mais no bem já feito do que no bem que ainda resta a fazer. É uma presunção que leva a descansar e afrouxar no caminho do sacrifício e da virtude, porque julga ter feito alguma coisa no passado para a salvação. Nada de esforço e generosidade. Nosso Senhor dizia no seu Evangelho que, depois de termos feito muito, deveríamos dizer: — somos servos inúteis. E prosseguir na luta, porque o ideal da perfeição é o Infinito: “Sede perfeitos como vosso Pai Celeste é perfeito”. A tibieza, como já dissemos, contenta- se com a mediocridade. Julga ter feito muito a alma tíbia, porque no passado foi bem fervorosa e trabalhou pela sua santificação, lutou, praticou boas obras de zelo e de caridade, sacrificou-se na luta do bem. Agora, quer repouso. Descansa, não luta mais, deixa-se ficar na indolência e faz de seu coração o campo do preguiçoso. São Paulo pensava justamente o contrário: “Irmãos meus, não considero que alcancei o prêmio, mas uma coisa eu faço: esquecendo o que está atrás de mim, esforçando-me por alcançar o que está na minha frente, prossigo até ao alvo, para alcançar o prêmio para o qual me chamou do Alto por Cristo Jesus. Sejamos nós, quantos queremos ser perfeitos, do mesmo espírito” (Fl 3, 13). O tíbio não se compara aos mais santos e fervorosos, mas sempre se julga melhor do que tantos outros piores do que ele. E é assim que adormece tranquilamente. Não quer progredir na virtude. São Gregório compara a vida cristã a uma barca em que se navega contra a corrente. Quem sobe, há de remar sempre, ou é arrastado pela correnteza. Santo Agostinho, no seu estilo incisivo e claro, assim fala: — “se dizes: basta, estás perdido!” Sim, no dia em que se cruzam os braços na luta pela santificação da alma, tudo está perdido! Adeus, santificação, e talvez: Adeus, salvação eterna! São Bernardo pergunta: — Não quereis adiantar? Dizeis: — quero ficar e viver onde cheguei? Quereis o impossível! O demônio, diz Santa Teresa, conserva muitas almas no pecado ou na tibieza, fazendo-as crer que é orgulho aspirar à santidade. Que perigosa ilusão! Lembrem-se os tíbios, sobretudo se já receberam graças de Nosso Senhor, como por exemplo sacerdotes, religiosos e almas consagradas a Deus, oh! lembrem-se de que é terrível abusar da graça e muitas almas chamadas à santidade, diz o Pe. Desurmont, baseado em Santo Afonso, ou se salvam como santos ou arriscam a sua eterna salvação. Escreveu o Santo Doutor: Se alguém na vida religiosa (e poderíamos acrescentar: na vida de piedade) quer se salvar, mas não como santo, corre o risco de se perder.
Todos estes sinais de tibieza andam em geral com este último e infalível:

8. Pecado venial voluntário e habitual. Os outros sinais podem ser atenuados ou alguns falham, mas este é infalível. Onde existe o hábito do pecado venial, existe a tibieza com todo o cortejo de males e desgraças que ela acarreta à vida espiritual.