sexta-feira, 3 de agosto de 2018

A IMPOSIÇÃO DO NOME A JESUS E OS SONHOS DE JOSÉ (CURSO DE JOSEFOLOGIA - PARTE I - CAPÍTULO 08)


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“Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor  falou pelo profeta: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que se chamará Emanuel (Is 7,14), que significa: Deus conosco.

Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus” (Mt 1,21-25)

Sabemos que para o povo bíblico o nome designa a própria natureza do ser, as suas qualidades e a missão da pessoa. No livro do  Gênesis (17,5) Javé trocou o nome de Abrão para Abraão porque o tornou pai de uma multidão.

Dar o nome ao filho é um direito inerente à missão dos pais, pois estes exercitam a autoridade sobre eles, e de certo modo designam a personalidade deles. De fato, Abraão deu o nome aos seus filhos Israel (Gn 16,15;); Isac (Gen 17,19);  Raquel ao filho José (Gn 30,22-24); Ana ao Filho Samuel (1 Sam 1,20); Zacarias a João (Lc 1,55-64). 

Na verdade, nesta ótica bíblica, José ao impor o nome a Jesus, o introduziu na descendência davídica com a sua conseqüente messianidade, assim como assumiu sobre ele os direitos de pai. De fato, São João Crisóstomo coloca na boca do anjo do anúncio a José, estas palavras: “Sem bem que tu, José, não tens nada a ver com a geração... te confiro igualmente aquilo que é próprio de um pai, impor-lhe o nome; te confio Jesus para que sejas aqui na terra o seu pai”  (In Matthaeum homilia IV: MG 57,46-47).

Quanto aos sonhos de José, devemos afirmar que os teólogos afirmam que a historicidade da revelação comporta a possibilidade da manifestação de Deus em todos os níveis da criação e das realidades da vida humana, inclusive os determinismos biológicos e psicológicos. Os sonhos estão presentes na história dos Patriarcas, tais como: Abraão (Gn 15,.12); Jacó (Gn 31,10-18); José (37,5-10), etc.

No NT são apresentadas situações de visões mas que no contexto parecem sugerir sonhos (At 16,9; 27,23; 18,9; 23,11), além daquelas referências de Mateus, onde se descreve a vocação de José (1,18-25), A fuga para o Egito (2,13-15), A volta do Egito (2,19-23), etc.

Ligado aos sonhos de José estão os anjos, os quais na mentalidade e concepção bíblica são considerados como seres do mundo celeste e mensageiros de Deus. São várias as passagens do NT que fazem referências aos anjos (Lc 1,11; 2,9; At 5,19; 8,26; 12,7.23; 22,43; Mt 4,11 etc.).

A respeito dos sonhos de São José existem muitas interpretações seja dos Padres da Igreja, seja dos teólogos. Não nos interessa aqui fazer uma explanação particular das diversas posições, basta afirmarmos que quase todos os comentadores e os teólogos, consideram o sonho como um grau inferior de manifestação divina a respeito daquela manifestação feita em estado de acordado. 

Em vista disso, consideram que a inferioridade do meio com que Deus escolheu para comunicar a José o seu desígnio é justificado por uma minimização da exigência do caso, ou seja, visto que José conhecia a inocência de Maria, era de se considerar suficiente qualquer leve insinuação para acreditar que a Virgem tivesse concebido Jesus, o Filho de Deus, e que o seu ventre estava repleto do Espírito Santo, como afirmou Euthymius Zigobenus.

Outros viram na inferioridade do meio de comunicação divina a José (através do sonho) o reconhecimento da  virtude  de José. Para ele era suficiente uma aparição não manifestada.

Numa linha mais psico–religiosa alguns afirmam no sonho bíblico há a “passividade do homem” diante da ação de Deus, que dispõe tudo, sobretudo no plano da salvação e disto se conclui que “os Patriarcas são chamados para uma missão que transcende toda capacidade humana; eles são guiados na própria atuação não por uma simples providência humana, mas pela própria voz de Deus..., São José, como os antigos Patriarcas, agiu em função de acontecimentos que transcendem o ser humano... Ele é o instrumento, mas a ação vem de Deus.

Ele coloca daquilo que é próprio de si a obediência no cumprimento da ordem, mas quem dispõe de fato é Deus”. Como defende Cristobal de San Antonio.

O Papa Paulo VI evidencia neste fato, São José como modelo de escuta da vontade de Deus, onde por “três vezes no evangelho, se fala de colóquios de um anjo com José durante o sono.

O que quer dizer isso? Significa que José era guiado, aconselhado no íntimo, pelo mensageiro celeste. Havia uma ordem da vontade de Deus que se antepunha às ações e portanto o seu comportamento normal era movido por um arcano diálogo do que fazer: José, não temas; não faças isso; partas, voltes! Vemos (nele) uma estupenda docilidade, uma prontidão excepcional de obediência e de execução.

 Ele não discute, não hesita, não reivindica direitos ou aspirações. Lança-se na execução da  palavra que lhe foi dirigida” (Homilia 19/3/1968).Portanto, José regulou a sua vida como a sua consciência, iluminada pelo o que o Espírito de Deus lhe ditava. Ele comporta-se conforme as inspirações que lhe vinham do alto.

Como conclusão pode-se dizer que os sonhos de São José conforme nos apresenta o evangelista Mateus, podem ser considerados como um meio de revelação divina. Eles podem ser considerados evidentes inspirações divinas que o guiava para o desenvolvimento de sua responsabilidade de pai legal de Jesus.

Sabemos que os sonhos ocupam 20% do tempo do nosso sono. A Sagrada Escritura considera o profetismo (Dt 18,9-19) como a instituição privilegiada colocada à disposição de Israel para conhecer a vontade de Deus, mas admite a eficácia de outros meios legítimos, tais como visões, sonhos, etc. (Nm 12,6).

Neste sentido, uma das características dos sonhos que estão presentes na Bíblia, é a transcendência do puro interesse privado de quem sonha para inseri-lo no plano da salvação. Os sonhos de José narrados por Mateus evidenciam este fato, pois estes referem-se aos “mistérios” da vida de Jesus, ou seja, nascimento, permanecia no Egito e residência em Nazaré, mistérios estes, dos quais São José foi indispensável “ministro”.

De fato, nos episódios de sua vocação (Mt 1,18-25), José resolve suas dúvidas diante da admirável maternidade de Maria, quando o anjo o coloca junto a ela para assegurar a messianidade de Jesus através da descendência davídica e depois para dar-lhe o nome. 

Da mesma forma, a permanência no Egito é para salvar a vida física de Jesus ameaçada por Herodes, mas dentro do “mistério” é a redenção da humanidade operada naquela região de antiga escravidão através do Filho e do intervento do Pai: “do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2,15). 

O mesmo se pode dizer para a residência ou permanência em Nazaré segundo o plano de Deus, a qual condiciona de certo modo a vida e a missão de Jesus, sendo assim a chave para compreender o seu escondimento e o seu segredo messiânico que caracteriza toda a sua missão.

Estes eventos dentro da história da salvação não são crônicas, mas acontecimentos salvíficos, eventos determinados para a execução do plano de Deus, e por isso Deus deu a José, o “singular depositário do mistério”, o caminho para ser percorrido, também se de um modo mais discreto possível, ou seja, através do sonho.

Este sentido de disponibilidade e de obediência de José é lembrado por João Paulo II propondo-o como modelo para toda a Igreja, .. “Logo no princípio da Redenção humana, nós encontramos o modelo da obediência encarnado, depois de Maria, precisamente em José, aquele que se distingue pela execução fiel das ordens de Deus” (RC 30).

Questões para o aprofundamento pessoal

1.Leia e tome conhecimento do relato de Mt 1,21 e procure responder em qual rito esta ordem do anjo a José foi cumprida.

2.Ao impor o nome a Jesus, que conseqüências práticas ocorreram para o próprio Jesus e para José?

3.Indique as passagens onde o anjo comunica-se com José em sonhos. Por que em sonhos?´

4.Dê as razões que o papa Paulo VI indica para o acontecimento dos sonhos na vida de José.


Por: Centro de Espiritualidade Josefino Marelliana

A APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO E A OFERTA DO PRIMOGÊNITO (CURSO DE JOSEFOLOGIA - PARTE I - CAPÍTULO 07)



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As referências que Lucas faz no trecho em que focaliza a narrativa da infância de Jesus mostram claramente o cumprimento do Antigo Testamento (Lc 2,22-24). Aliás, como já afirmamos, Jesus  reconhece a autoridade do Antigo Testamento e vê o objetivo de sua missão e o cumprimento de todo o Antigo Testamento “não vim para abolir a lei e os profetas, mas para cumpri-la...” (Mt 5,17). 

O Antigo Testamento era um tempo de espera que culminou com a vinda  de Jesus, o Filho de Deus (Gl 4,4) cumprindo tudo o que estava prometido.

A atenção que o evangelista Lucas coloca no cumprimento segundo a lei, mostra a sua preocupação de mostrar como o ingresso de Jesus no Templo é o cumprimento do esperado “dia de Javé”, caracterizado por uma purificação  e de uma excepcional oferta que é o próprio Jesus. 

De  fato, Lucas serve-se do rito de purificação da mulher que dava à luz, conforme era estabelecido pela lei de Moisés que toda a mãe, após o parto era obrigada a apresentar-se no Templo para purificar-se, pois a mulher após dar à luz era considerada impura (Lev 12,2-4). Para os exegetas, a cerimônia da purificação de Maria é considerada por Lucas como uma simples moldura histórica, na qual ele inseriu um quadro muito importante, sublinhando a excepcional santidade da oferta de Jesus.

Conforme o livro do Levítico, na Lei de Moisés continha três prescrições: a purificação da mãe depois de quarenta dias do nascimento do filho; a consagração a Deus de cada primogênito seja ele homem ou animal e o resgate de cada primogênito (Ex 13,2.13). Entretanto no texto, Lucas evidencia a apresentação de Jesus no Templo, isto para ressaltar o valor histórico que seus pais realizavam em vista da missão desta criança, Santa por excelência (Lc 1,35). 

Ele é um consagrado a Deus de maneira única e com uma especial consagração. Além disso, Lucas fundamentando-se no Antigo Testamento, onde a palavra consagração (parestánai) tem a conotação em relação aos Levitas e Sacerdotes que desenvolviam o serviço no nome do Senhor (Dt 17,12; 18,5), vê em Jesus desde aquele momento como o Grande Sacerdote da nova Aliança e também como o Sacerdote que se oferece como sacrifício ofertado (J. Danielou, les Evangiles de L’Enfance, Paris 1967, pg 109-111). 

Assim, José e Maria apresentam ao Pai, o próprio Filho Jesus como Sacerdote e hóstia dado em sacrifício.

A lei do primogênito  estabelecida em Ex 13,1-15 era muito importante porque lembrava a absoluta dependência de Deus que Israel teve para sua libertação do Egito (Ex 3,12s). 

Os primogênitos israelitas na ocasião da libertação do povo de Israel do Egito, não podiam ser destinados para o uso profano, senão através do  resgate,  ou seja, de um pagamento efetuado pelo pai de uma soma equivalente aproximadamente a vinte dias de trabalho (Nm 18,16). No primogênito era representado o povo da aliança, resgatado da  escravidão para pertencer a Deus (RC 13). 

Da fato, o evangelista Lucas descreve que “Concluídos os dias da sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para a apresentação ao Senhor, conforme o que está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor”(Ex 13,2); e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos” (Lc 2,22-24).  Portanto, o primeiro objetivo que Lucas coloca para a viagem da  Sagrada Família à Jerusalém é para “apresentar o Senhor”, o Menino, o primogênito de Maria (Lc 2,7). 

Cumpriu-se, assim segundo o AT, o estabelecido na lei e Jesus com isso supera este rito, pois não era ele “um simples homem sujeito a ser resgatado, mas o próprio autor do resgate” (RC 13).

 Aqui está também mais um motivo do por que Lucas omite o referimento ao resgate, embora José, certamente o pagou, pois este era uma obrigação do pai. José com suas próprias mãos e plenamente consciente dos mistérios, ofereceu e consagrou a Deus sobre o altar do Templo, o Menino Jesus.

Os artistas têm com freqüência colocado o velho Simeão no centro da cena da apresentação de Jesus, o qual encontrava-se presente no Templo nesta ocasião em companhia de sua esposa Ana. Quem apresentou de fato Jesus ao Templo foram os seus pais (Lc 2,22), os quais cumpriram o que determinava a lei. 

Neste sentido não é possível separar José e Maria neste rito; eles foram os ministros deste, foram os instrumentos de Deus para esta oferta, ao passo que Simeão e Ana foram os instrumentos para a revelação do seu significado. 

Com isso podemos dizer que José e Maria  foram introduzidos progressivamente no mistério de Jesus justamente através deste canal profético. De fato, eles ficaram maravilhados do quanto ouviram da boca de Simeão a respeito de Jesus, definido como salvação para todos os povos, luz para as nações.

É importante notar que foi nesta circunstância que Lucas pela primeira vez qualificou expressamente José como pai de Jesus, nomeando-o hierarquicamente antes de Maria, sua mãe (2,33). Também neste contexto Maria é envolvida como mãe, em relação a Jesus, “uma espada traspassará sua alma” (2,35); aqui o carisma profético de Simeão revela a participação de Maria na sorte dolorosa de seu Filho. 

Naturalmente José terá experimentado somente em parte esta profecia de sofrimento feita por Simeão, ou seja, tomará parte das angustias pela perseguição de Herodes e a fuga no Egito, ou ainda da dor por ocasião da perda de Jesus no Templo, isto porque o evangelista não acena se ele era ainda vivo durante a vida pública de Jesus.

No rito da apresentação de Jesus aparece evidente, a participação enfática de José porque ele, como pai, era o responsável do Menino e das observâncias religiosas que lhe diziam respeito. Sabemos que entre os deveres de um pai para com o seu Filho estavam a tarefa de circuncidá-lo, de resgatá-lo, de instruí-lo na Torá e numa profissão e de arranjar-lhe um casamento.

Desde o momento em que o Anjo lhe havia transmitido em nome de Deus a ordem de tomar Maria como sua esposa e de dar o nome à criança (Mt 1,21), José passou a viver na espera deste filho e assim, se a Simeão, em virtude do seu carisma profético, tocou anunciar pelos átrios do Templo a presença da salvação na pessoa do Menino (Lc 2,30-31), a José, como pai do Menino, tocou de fazer-lhe os gastos da oferta dele, em virtude do qual todos seriam salvos. 

O Papa Pio IX, devoto de São José, quando ainda era apenas um sacerdote, numa novena pregada por ele, ao comentar a apresentação de Jesus no Templo evidenciava a função de São José naquela particular circunstância, e assim descrevia o seu gesto: “José generoso e pronto na obediência, levanta os braços e tendo a suave hóstia do sacrifício exclama; Eterno Pai, eis esta criança, que me deste em lugar de Filho, eu o amo mais que a mim mesmo este amável, este estimado Filho; eu o adoro profundamente e com grandíssima reverência o reconheço por meu Deus; somente nele eu vivo, somente nele eu me movo, somente nele eu existo, mas vós quereis que este penhor seja sacrificado pela saúde dos homens...” (Escritos inéditos de Pio IX, em Estudos Josefinos 27 [1973] - 171).

Questões para o aprofundamento pessoal

1. Leia e tome conhecimento do relato de Lc 2,22-38 e  procure explicar por que Jesus foi apresentado ao Templo – faça um paralelo com Ex 13,1-15.

2.  Qual foi a função de José na apresentação de Jesus no Templo?

3.  Tome conhecimento do gesto inédito de José durante este rito na referência dos escritos  de Pio IX.


Por: Centro de Espiritualidade Josefino Marelliana

Teremos em breve um novo santo reconhecido em terras catarinenses?


Por: Redação da Aleteia

Frei Bruno Linden

Conheça mais sobre o Frei Bruno Linden, que faleceu em Joaçaba com fama de santidade e está em processo de beatificação

O quadro “O Brasil na Missão Continental”, da Rádio Vaticano e disponível em formato áudio no site do Vatican News, trouxe nesta semana uma conversa com dom Mário Marquez, O.F.M. Cap, bispo da diocese de Joaçaba, no oeste de Santa Catarina, sobre a piedade popular na realidade dessa Igreja particular. Em especial, a entrevista fala do frei Bruno Linden, um frade franciscano que viveu na região e que morreu com fama de santidade.

A devoção ao frei Bruno Linden

Dom Mário traz à conversa a figura luminosa de Frei Bruno Linden e a devoção dos fiéis por esse religioso franciscano de origem alemã, que chegou ao Brasil como jovem noviço em 1894, passando pela Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e viveu em Joaçaba os seus últimos cinco anos de vida terrena: ele faleceu com fama de santidade em 25 de fevereiro de 1960.

A Romaria Penitencial de Frei Bruno

Seus devotos consideram-no santo devido às graças alcançadas por seu intermédio. Seu nome é conhecido em toda Santa Catarina e está presente em diversas obras, como hospitais, ginásios, colégios e bairros. Em sua homenagem, Joaçaba realiza todos os anos, no mês de fevereiro, a Romaria Penitencial de Frei Bruno, com a participação, cada vez maior, de milhares de fiéis de diferentes regiões do país.

A caminho do altar

Iniciada em 2012, a Causa de Beatificação do frade missionário teve sua fase diocesana concluída em 25 de fevereiro passado, tendo sido então encaminhada para Roma chegando ao Vaticano dia 16 de abril, e no dia 7 de maio os documentos foram abertos para dar conhecimento e prosseguir com o processo na Congregação das Causas dos Santos.

Santos em Santa Catarina

O Estado brasileiro de Santa Catarina também tem a graça de fazer parte da vida de Santa Madre Paulina, religiosa fundadora canonizada por São João Paulo II em 2002, e da beata Albertina Berkenbrock, mártir da pureza e, por isso, considerada a “Santa Maria Goretti” brasileira.

Deixa eu te contar sobre o valor que você tem


Por: Prosa e Poesia

PENSIVE WOMAN

Saia pra sua luta diária, encare os desafios e celebre suas conquistas
É possível que as coisas não tenham dado certo para você ultimamente. É provável que seus planos tenham sido frustrados ou estejam seriamente ameaçados. Talvez tenha faltado coragem, ou você queria ter tido um pouco mais de sorte. Imagino que não esteja sendo fácil.

E como eu sei disso? Ora, sei disso porque acontece a todo momento, com todo mundo. E por isso mesmo, sei que tudo vai passar, ou pelo menos, se ajeitar da melhor forma. A vida é feita de fases (boas ou nem tão boas assim) que passam, dando lugar a outras.

A verdade é que os fracassos não expressam exatamente o que nós somos. Tem muito mais de nós, além desse horizonte de medo e decepção. E é além desse horizonte, um pouco mais para o alto, que habita Deus, o nosso Criador. Acaso teria Ele nos gerado para o fracasso? Teria Deus designado nossos destinos para ficarmos caídos, prostrados, frustrados? Tenho certeza que não.

Um Deus que nos formou com tamanha perfeição, só pode pretender o melhor para nós. Ele quer que aprendamos a fazer de nossos dias, aprendizados constantes, que nos permitam crescer como pessoas. Quer que enxerguemos beleza nas unhas sem esmalte, nos pés descalços, na camisa amarrotada, porque somos mais que aparência.

Deus quer que nos vistamos de bondade e calcemos determinação; que nos alimentemos de boas expectativas e O incluamos em nossos planos. Ele quer que tenhamos consciência do quanto somos importantes e capazes. Afinal, fomos feitos à imagem e semelhança de um Deus que jamais poderá ser derrotado.

Então, pra que andar de cabeça baixa, lamentando o que não era pra ser? Tenha consciência de que você tem valor. Muito valor. Você ocupa um lugar todo especial no mundo, e no coração de Deus. Saia pra sua luta diária, encare os desafios e celebre suas conquistas. Deus estará sempre por perto, suavizando seu caminho e revertendo suas derrotas.

É Ele quem escreve sua história e nas linhas da sua vida Ele já deixou anotado: VOCÊ É UMA OBRA PRIMA, DE VALOR INESTIMÁVEL. Confie nisso!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Elba Ramalho confirmada em ato pela vida nesta quinta, no Cristo Redentor


Por: Redação da Aleteia


"Ato em Atenção à Vida", iniciativa da Arquidiocese do Rio, será marcado por simbolismos pró-vida à véspera de audiência sobre liberação do aborto

Nesta quinta, 2, véspera da primeira sessão da audiência pública agendada para os dias 3 e 6 de agosto no Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da descriminalização do aborto, um ato em defesa da vida será realizado no Cristo Redentor.

Um dos destaques da iniciativa é a participação da cantora Elba Ramalho, publicamente atuante no movimento pró-vida. Elba gerou grande impacto positivo ao testemunhar de modo explícito a sua conversão à Igreja. Ela falou da sua trajetória de retorno a Cristo por intercessão de Nossa Senhora em uma bela conversa com a agência ACI Digital.

Em prol da vida, sob os braços abertos do Cristo

O “Ato em Atenção à Vida” é uma iniciativa da Arquidiocese do Rio de Janeiro e acontece no Corcovado às 15h.

O Arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, é também o presidente do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que, em mensagem recente, enfatizou “claramente o direito de nos manifestar com base em nossa crença em Deus, uma vez que a fé nos compromete com a vida e com a cidadania”.

Além de Elba Ramalho, participarão os também músicos Karen Keldani e Rodrigo Souza, bem como a Orquestra Maré do Amanhã, o Grupo Theatro Gregoriano Estrada Real e gestantes acompanhadas pelo Projeto Ação de Amor do Cristo Redentor.

Simbolismos em defesa da vida

Vários gestos simbólicos estão programados para essa jornada em favor do verdadeiro acolhimento e da genuína cultura da vida.

Ainda às 15h, os sinos das igrejas no Rio de Janeiro repicarão todos juntos.

Os fiéis católicos estão convidados a usarem roupas brancas e a rezarem nas suas comunidades e paróquias “para que os corações se comovam diante dos gritos de tantos inocentes ameaçados de condenação à morte”.

Às 18h, o Cristo Redentor receberá iluminação branca e a projeção da palavra “VIDA”.


O cardeal Tempesta resume o porquê da iniciativa:

“Há de existir incessante cobrança para que o Congresso Nacional feche, com chave de ouro, as portas ao aborto”.

O NASCIMENTO DE JESUS E A SUA CIRCUNCISÃO (Curso de Josefologia - Parte I - Capítulo 06)


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O evangelista Lucas coloca neste acontecimento o fato de um Decreto para o recenseamento promulgado por César Augusto, fato este que levou José e Maria a dirigirem-se de Nazaré até Belém. Em Lucas (2,1-7) lemos “Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade. Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da cada e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles, ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria”.

Constatamos que no segundo capítulo de Mateus por três vezes ele insiste: “Para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do Profeta”. Ainda Mateus (2,5-6) afirma: “Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe  que governará Israel, meu povo”. Ora, tudo isso indica expressões dos desígnios de Deus a respeito do nascimento do Messias.

Podemos concluir que a partir do fato do recenseamento, José começou a exercitar os seus direito e deveres de pai em relação a Jesus buscando o lugar para o seu nascimento, permanecendo ao lado de Maria durante o parto e depois registrando em Belém o nome e a pessoa de Jesus como seu descendente e em tudo isso saboreando, apesar das circunstâncias difíceis do nascimento de Jesus, que ele era o pai daquele que salvaria o mundo dos seus pecados (Mt 1,21).

Após o nascimento de Jesus, seus pais procuraram circuncidá-lo. O episódio da circuncisão de Jesus impressionou muitos pintores e artistas talvez pelo motivo da eficácia da cena, assim como tocou muitos pregadores pelo motivo do sangue derramado no rito, etc. Contudo  é importante considerá-la na sua justa perspectiva teológica.

A circuncisão não foi invenção dos hebreus, porque esta já era conhecida entre os povos com os quais o povo hebreu teve contato. O que é próprio dos hebreus foi ter assumido este rito como símbolo da aliança com Deus e da santidade de Israel entre as nações. A carne do hebreu circuncidada é o sinal da aliança mantida e portanto do direito das promessas feitas por Deus a Abraão, e é também um título para o exercício do culto (Ex 12,43-44s). É em suma, um sinal de pacto com Javé.

A lei da circuncisão é descrita meticulosamente em Jeremias 17. É preciso afirmar que a circuncisão de Jesus não pode ser considerada somente como uma circunstância que permitiu de introduzir uma ação importante na sua vida, ou seja; de dar-lhe o nome de Jesus, embora reconhecendo a ênfase sobre a imposição do nome. Sem dúvida, Lucas não inseriu o rito da circuncisão simplesmente como uma notícia de crônica e nem quis com isso enfatizar a solidariedade de Jesus com o gênero humano, enquanto esta verdade já estava presente na encarnação. 

Também não é específico da circuncisão de Jesus a sua inserção na descendência de Abraão, porque esta podia também ser dada para estrangeiros como possibilidade para que participassem do culto (Gn 17,12; Ex 12,48), muito mais porque Lucas relata que Maria era esposada com um homem chamado José, da casa de Davi.

A circuncisão, portanto não pode ser considerada, como já afirmamos, apenas como uma circunstância para dar o nome a Jesus. Ademais, Lucas não diz expressamente que Jesus foi circuncidado, mas usa a expressão: “Quando se completaram os oito dias para a circuncisão...” (Lc 2,21). Este detalhe é importante para evitar que Jesus pudesse vir a ser colocado entre os circuncidados como se fosse um membro da aliança, ele que é a própria aliança. 

Ademais, Jesus não é um beneficiário das promessas, pois ele é a Promessa (2Cor 1,20), ele é aquele que “salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). Ele não está portanto entre os eleitos e salvos.

Lucas enfatiza a origem celeste do nome Jesus, deixando na sombra a função de José (Mt 1,21-25) e de Maria (Lc 1,31), para evidenciar que a salvação vem de Deus na pessoa de Jesus.

A circuncisão tornou Jesus súdito da lei (At 15,5) ele se submeteu à lei. Ela o envolveu na aliança, mostrando que ele é o Sim das promessas de Deus (Lc 1,54s.72s. 2,25). 

A circuncisão na ótica de Lucas foi o momento histórico no qual o nome de Jesus  tornou-se mysterium salutis. De fato, ele interpreta este evento no seu significado salvífico através da ligação com o nome de Jesus “Ele enviou a sua palavra, aos filhos de Israel, anunciando-lhes a boa nova da paz por Jesus Cristo...” (At 10,36).A eficácia do nome Jesus tem aqui o seu início e todo o seu significado.

Entre os primeiros deveres de um pai para com o filho estava aquele de circuncidá-lo, o que não significava que o pai devia ser o executor material, porque podia ser a mãe (Ex 4,25), ou normalmente, dado a delicadeza do intervento, era atribuição de uma pessoa capaz, conhecido como Mohel (circundante). Contudo, era o pai que devia assumir a responsabilidade para que o seu filho fosse inserido no povo da promessa.

Esta cerimônia era realizada normalmente na casa do neonato (Lc 1,59) com a presença de um certo número de testemunhas que segundo a tradição talmúdica eram dez, entre as quais estava o padrinho que segurava o menino durante a cerimônia. 

Durante o rito o pai da criança proferia, conforme a tradição talmudica, uma benção com estas palavras: “bendito aquele que nos santificou com os seus mandamentos e nos ordenou de  introduzir a este na aliança de Abraão, nosso pai”. 

No relato do desenvolvimento deste rito José ficou na sombra, contudo foi ele que como pai de Jesus que providenciou, preparou e preocupou-se com todos os requisitos para a realização deste rito. 

As gotas de sangue, o choro do menino, as suas lágrimas, são todos detalhes daquele precioso momento que podemos imaginar presentes em seu coração através daquele rito. 

Neste, José impondo-lhe o nome de Jesus declarou, como afirma a Exortação Apostólica Redemptoris Custos, “A própria paternidade legal em relação a  Jesus; e, pronunciando esse nome, proclamou a  missão deste menino, de ser o Salvador” (RC 12). Ele foi o primeiro a pronunciar oficialmente para o mundo o nome de Jesus e a proclamar consequentemente a sua missão de Salvador da humanidade.


Questões para o aprofundamento pessoal

1.    Leia e tome conhecimento do relato sobre o recenseamento em Lc 2,1-7 e compare com Mt 2,5-6. Qual a finalidade do recenseamento e qual a função que José manifesta neste episódio?

2.    Leia Êxodo 17 depois indique em Lucas onde encontra-se a referência à  circuncisão de Jesus?

3.    Por que Jesus foi circuncidado? Qual foi a função de José neste acontecimento da vida de Jesus?


 Por: Centro de Espiritualidade Josefino Marelliana

JESUS CUMPRIDOR DO ANTIGO TESTAMENTO E O SIGNIFICADO DAS GENEALOGIAS (Curso de Josefologia - Parte I - Capítulo 05)



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Toda a história de Israel é orientada para Jesus, o qual constitui o fato histórico por excelência que dá valor para todo o Antigo Testamento. De fato, Jesus reconhece a autoridade divina do Antigo Testamento e até fixa como objetivo de sua missão o cumprimento perfeito de todo ele ao afirmar “não vim abolir a lei e os profetas...” (Mt 5,17). A lei e os Profetas significam todo o Antigo Testamento. Como enviado do Pai ele cumpriu o Antigo Testamento no arco de toda a sua existência humana, ou seja, desde seu nascimento até o envio do Espírito Santo para sua Igreja. Nele encontra o cumprimento de toda a revelação de Deus (2Cor 1,20). Visto que as promessas do Antigo Testamento foram todas realizadas no Verbo feito carne: “Nós vos anunciamos a boa notícia: Deus cumpriu para nós, os filhos a promessa feita a nossos pais...” (At 13,32s). Foi Jesus mesmo na Sinagoga de Nazaré que depois da leitura do texto de Isaías (61,1s) proclamou solenemente: “Hoje realizou-se essa Escritura que acabaste de ouvir....” (Lc 4,21).

É claro portanto, que o Antigo Testamento era uma promessa, da qual os cristãos são os beneficiários (Gal 3,19). Os escritores do Novo Testamento interpretaram e aplicaram as profecias do Antigo Testamento em base à compreensão da história que é aquela dos próprios profetas, onde foi estabelecido o plano de Deus manifestado em diversas maneiras e modos, durante a história de Israel e por fim colocado em plena luz nos acontecimentos hauridos nos evangelhos. Pois bem, desta plena luz dos acontecimentos que explicitam o plano de Deus e que são marcantes nos evangelhos, José, o Carpinteiro de Nazaré, tomará parte de modo intenso, ainda que de uma maneira silenciosa e sem pronunciar uma palavra.

Dentro do contexto do Antigo Testamento podemos apresentar o significado das genealogias apresentadas no Novo Testamento pelos dois evangelistas Mateus e Lucas, os quais foram objeto de muitas  discussões desde o início dos primeiros séculos da Igreja. Os judeus esperavam um herdeiro e sucessor do Rei Davi e este, nos desígnios de Deus, se concentrava em Jesus, o qual como o Messias seria escolhido da casa de Davi. Portanto, a davidicidade torna-se a “conditio sine qua non” da messianidade. Em vista desta promessa, o ponto central do primeiro capítulo de Mateus coloca Maria grávida pelo Espírito Santo antes de coabitar com José (1, 18), explicitando desta forma a realização da promessa messiânica.

A árvore genealógica que Mateus (1, 1-17) apresenta, quer demonstrar que  Jesus é descendente de Abraão e portanto Judeu, e descendente de Davi e por isso Messias do povo hebraico. Assim, na genealogia de Mateus aparece a messianidade e a davidicidade de Jesus, demonstrando com isso que a promessa de Deus feita a Davi concretiza-se através da presença do esposo de Maria, José, apresentado como “Filho de Davi”, o qual dá a Jesus a ascendência davídica.

Na seqüência dos versículos 18-25, Mateus revela o encontro do divino com o humano realizado na instituição da família, onde Maria, Mãe de Jesus está comprometida em casamento com José (v 18), também se a presença do Espírito Santo em Maria parece que tivesse de comportar uma cisão do vínculo matrimonial (v 19). Deus contudo, escolhe uma família humana para o honroso inserimento de seu Filho no mundo.

No momento culminante da história da salvação, José é o filho de Davi escolhido por Deus e preparado (o evangelista o denomina Justo) para ser o esposo da mãe de Jesus e para dar o nome a este Menino singular concebido por obra do Espírito Santo. Face a isso não faltam teólogos  que propõem a teologia de São José nos Tratados como o da encarnação, com o objetivo de realçá-lo como o Filho de Davi que garantiu a Jesus a sua messianidade. Outrossim, indicam também a teologia Josefina no Tratado de Mariologia, onde se deveria lembrar que a honra de Maria Virgem e Mãe, está ligada ao fato dela ser a “esposa de José”.

É fundamental termos em consideração a afirmação de Mateus (1,16) o qual não diz que José “gerou Jesus”, mas que “Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus”. Nesta afirmação o evangelista deixa claro a concepção virginal de Jesus, explicitando que José não é o seu pai natural. Mesmo que Mateus tivesse dito: “José gerou Jesus”, continuava contudo afirmando a concepção virginal de Jesus, pois a palavra “gerar” na Bíblia nem sempre se refere à geração física, podendo também entender aquela geração puramente legal, já que os hebreus viam e aceitavam sem problema em suas genealogias também os pais adotivos, sem uma distinção rigorosa entre ambas. Com isso, José sendo simplesmente pai legal, ele, de direito transmitiu a descendência a Jesus. Portanto, por meio de José Jesus é descendente de Davi e herdeiro da promessa divina.

Sabemos que os hebreus viam como condição necessária para a chegada do Messias prometido, que este fosse da descendência de Davi (2Sam 7,16; 1Cr 17,14). A única exceção eram os monges de Quamram, os quais esperavam um Reino onde o representante fosse da classe sacerdotal.

Questões para o aprofundamento pessoal

1.    Leia e tome conhecimento do relato sobre a árvore genealógica em Mt 1,1-17 e procure dar uma explicação para o versículo 16.

2.    Em Jesus, Deus cumpriu a promessa feita a Abraão, por que a presença de José é indispensável no relato da genealogia de Jesus?

3.    Quais as duas características essenciais que Mateus evidencia no relato de sua genealogia a respeito de Jesus ligado a José?


Postado por Centro de Espiritualidade Josefino Marelliana