terça-feira, 26 de março de 2019

Os 3 tipos de amizade que fazemos na vida


Por: Casey McCorry


 GROUP OF FRIENDS

Nem toda amizade será profunda e irá durar para sempre - e está tudo bem

Na Ética a Nicômaco, Aristóteles classifica as amizades em três tipos: utilidade, prazer e bondade, em ordem crescente de importância.
A amizade “útil”

Para este tipo de amizade, Aristóteles descreve uma relação em que ambas as pessoas obtêm algum benefício ou utilidade uma da outra. Eles são amizades superficiais e que se desfazem com facilidade.

Quando me mudei para Los Angeles, há alguns anos, havia amizades às quais eu me agarrava, não com alegria e liberdade, mas por desespero.

O terror de não ter companhia parecia pior do que estar com a companhia errada. A utilidade sempre está presente quando se considera a rede de amizades como algo mais amplo.

Aristoteles não condena as amizades “úteis” como más, egoístas ou erradas, apenas afirma que, de todos os tipos de amigos que você pode ter, estes são o do patamar mais baixo. Eles servem a um propósito, mas não fornecem grande valor ou significado.
A amizade prazerosa

O segundos tipo de amizade é a relacionada à satisfação. Estas são as pessoas para quem somos atraídos. Há uma energia, uma familiaridade, uma sensação de chegar em casa. Você valoriza as mesmas coisas. Você tem os mesmos gostos.

Essas amizades são importantes. Como seriam nossos dias se não tivéssemos aquele amigo ou amiga que valoriza a mesma música esquisita que você?

Mais uma vez, Aristoteles não condena essas amizades, mas acredita que elas podem durar pouco, pois nossas necessidades e prazeres provavelmente mudarão com o tempo. Ele as chama de amizades para os jovens. Porque essas pessoas podem fazer você rir, sentir-se bem e ter uma identidade, mas podem não fazê-lo crescer. Para crescer, você precisa do “bom”.
A amizade do bem

As amizades do bem vêm de uma admiração mútua pelo caráter e virtude um do outro. Vocês aspiram ao mesmo ideal. Essas amizades exigem amar mais do que ser amado. Nesse tipo de relação, a obtenção do “bem” um do outro é mais importante do que a própria amizade.

Um detalhe desse tipo de amizade é que você não as encontrará e nutrirá caso não tenha o firme propósito de fazer isso. Pois exigem mais do que mera utilidade e satisfação da amizade.

Ter amigos do bem exige muito trabalho. É algo superior à mera necessidade de companhia. Busque amigos que farão cara feia quando você estiver cometendo um erro, ou que o motive a lutar por seus sonhos, ou que saibam oferecer apoio silencioso quando você precisar de companhia.

Quando você encontrar esse tipo de amizade, verá que elas são as mais valiosas. Nada por ser igualado a um amigo(a) dessa categoria, segundo Aristoteles.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Hoje “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”: é o dia da Encarnação de Deus!

Por: Redação da Aleteia
  
 ANNUNCIATINO
 
25 de março: a exatos 9 meses do Nascimento de Jesus, a Igreja celebra a Anunciação a Maria e, graças ao seu "sim", a Concepção do Filho de Deus por obra do Espírito Santo

Faltando exatos 9 meses para o Nascimento de Jesus, a Igreja celebra em 25 de março o mistério da Encarnação do Verbo. No início do Evangelho de São João, Jesus é chamado de “Verbo” – “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo  1,14).

Verbo, do latim Verbum, significa Palavra: a Palavra Viva de Deus, o próprio Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. E o Verbo se faz carne, isto é, assume a natureza humana, e vem habitar entre nós como um de nós: verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

A propósito, é importante observar que Jesus assume a natureza humana inteira, em corpo e alma: quando Jesus se torna humano, Ele não deixa de ser Deus, mas também não se torna só “aparentemente” humano: Ele vai nascer, chorar, precisar de cuidados da mãe Maria e do pai adotivo José, dos avós Ana e Joaquim… Ele vai crescer, aprender, trabalhar, sofrer, experimentar a fome, o cansaço, o medo, a angústia, a tentação, a dor física. Sem deixar de ser Deus, Jesus é plenamente homem – porque, para a redenção, era preciso que um homem carregasse o peso dos pecados de todos os homens, e só era possível que Deus mesmo fosse esse homem.

A Encarnação do Verbo é, portanto, o profundíssimo mistério cristão daquele dia supremo em que a Virgem concebeu e gestou Aquele que a gerou, tornando-se Mãe daquele que a criou; Ele, que, como explica São Paulo, mesmo “sendo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens” (Fl 2,6-7). É este movimento divino de encarnar-se, denominado “kenose” pela teologia, o imenso e imponderável mistério que celebramos toda vez que rezamos o ângelus ou o credo.

Anunciação e Encarnação

ANNUNCIATION
 


Neste mesmo dia 25 de março, a Igreja celebra a solenidade da “Anunciação do Senhor”, que se refere ao anúncio trazido à Santíssima Virgem Maria, pelo Arcanjo São Gabriel, de que ela conceberia e daria à luz por obra do Espírito Santo. 

Graças à livre aceitação do plano de Deus pela Virgem Santíssima, Jesus poderia nascer: no momento em que ela disse “sim” a Deus, “o Verbo se fez carne”! Anunciação a Maria e Encarnação do Filho de Deus são mistérios da fé que se entrelaçam na data importantíssima celebrada hoje.


Encarnação e Paixão

No Ano da Misericórdia de 2016, aconteceu um fato extraordinário: a data da Encarnação do Filho de Deus coincidiu, excepcionalmente, com a data da Sua Paixão e Morte: a Sexta-Feira Santa.

É uma reflexão de profundidade insondável: o mistério da vida e o mistério da morte unidos ainda mais explicitamente numa data em que, ao mesmo tempo, celebramos o Deus que se faz bebê no ventre da Virgem Maria e que “se faz pecado”, na expressão das Escrituras, embora nunca tenha pecado, para nos remir dos nossos próprios pecados morrendo na cruz.

E isto é assombroso: foi precisamente para nos redimir, morrendo e ressuscitando, que Ele Se faz carne.  

Verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Ele se fez conceber e viver na carne até a morte do corpo, insondáveis mistérios de fé que providencialmente se reuniram no último Ano Santo da Misericórdia, mas que são inseparáveis sempre: são indissociáveis, afinal, o início e a consumação da nossa redenção! Aquela coincidência de datas acontece em raros intervalos de tempo, mas o seu significado é fonte permanente e inesgotável de meditação, gratidão e conversão.

Aproveite a graça!

Aprofunde-se na graça insondável de Deus que se encarna e morre por nós, visitando, se possível, uma igreja dedicada à Virgem Maria: foi por meio dela que Cristo veio a nós na Sua Encarnação. Caso não haja nenhuma igreja nominalmente dedicada a Maria nas suas redondezas, não se preocupe: toda igreja católica é, na prática, dedicada a Maria e, é claro, ao seu Filho, o Filho de Deus, nosso Senhor.

Aproveite também para se aproximar do sacramento da Reconciliação, abraçando o perdão que Ele se encarnou e morreu na cruz para nos oferecer.

A Deus seja dada toda a glória!