quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Medite sobre o amor de Maria e José pelo Menino Jesus


Por: Philip Kosloski

HOLY FAMILY

Após o nascimento de Jesus, seus pais o olharam com um amor que nós deveríamos imitar

O Natal é uma oportunidade perfeita para usar nossa imaginação durante a oração. Especialmente para os pais, pode ser uma experiência poderosa meditar no terno amor que José e Maria tiveram pelo filho recém-nascido.

Em um livro de orações do século XIX, o autor olha para o casal sagrado e pondera o que estava acontecendo em seus corações. Primeiro, podemos imaginar o imenso amor que Maria teve pelo menino Jesus:

É Jesus, o grande Deus do céu, que veio viver e sofrer como uma criança pequena, para que possamos ver o quanto Ele nos ama e como deseja estar conosco.

Ele não está sozinho. Uma jovem e gentil mãe se inclina sobre ele. Seus olhos estão cheios de amor e adoração.

Uma mãe terna e vigilante.

A Terra nunca viu uma mãe assim. Nunca pode haver outra igual a ela, tão pura, tão santa, como uma flor de lírio branco e impecável entre os espinhos escuros da terra.

Ela não tem lugar melhor nesta noite para colocar seu bebê recém-nascido.

É Maria, nossa Mãe Maria.

Sua e nossa mãe para sempre.

Depois de meditar sobre o amor que Maria tinha por Jesus, podemos voltar nossos pensamentos a José e a toda admiração que ele deve ter sentido:

Um homem sério e pacífico os vigia, calmo no meio de toda essa cena de pobreza.

Nada pode perturbá-lo, nada o assusta, pois seu coração pertence a Deus, àquela criança cujo pai adotivo ele é a partir de agora.

É José, nosso querido São José.

José deve ter tido muito o que contemplar naquela noite de Natal. Ele nunca esperava ser o pai-guardião do Messias.

É providencial que a época do Natal tenha uma “oitava”, oito dias durante os quais a Igreja celebra o dia de Natal, refletindo sobre os muitos mistérios revelados naquela noite.

Para nós, vamos tentar lembrar a noite de Natal e meditar sobre os santos pais de Jesus, colocando-nos com eles, até segurando o Menino Jesus em nossos próprios braços. Que a paz que eles sentiram esteja conosco e, esperançosamente, permaneça conosco pelo resto do ano.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Novo filme de Terrence Malick é uma lição de resistência à pressão dos colegas


Michael Rennier

Film Une vie cachée

“Uma vida oculta” é a história inspiradora de Franz Jagerstatter, cuja coragem e integridade podem ajudar a moldar-nos

Onovo filme de Terrence Malick, A Hidden Life (Uma vida oculta/Uma vida escondida), lançado nos cinemas este mês, é baseado na história real do beato Franz Jagerstatter, um agricultor austríaco, casado e pai de três filhos, que foi recrutado como soldado do exército alemão em 1943.

Mesmo que os horrores dos campos de concentração nazistas ainda não haviam sido revelados, ele tinha certeza de que a guerra estava errada. Pior ainda, todos os soldados do exército eram obrigados a prestar juramento de lealdade a Hitler.

Franz estava disposto a encontrar uma maneira de servir no exército, se fosse necessário, talvez num hospital, mas estava absolutamente decidido que não juraria lealdade pessoal a Hitler. No filme, enquanto os homens se alinham à esquerda e à direita diante do comandante, levantam a mão direita e fazem um juramento, Franz permanece com os dois braços ao lado, os lábios imóveis. Ele não trairá suas convicções internas. Por sua coragem, ele é jogado na prisão e, depois, executado.

Depois de assistir ao filme, fiquei refletindo muito. Tenho uma mente independente e autoconfiante em relação ao certo e ao errado, mas teria sido tão íntegro quanto Franz?

Pensei ainda: como tenho reagido à pressão dos colegas? Olhando para trás, é fácil afirmar que eu teria agido como Franz, que todos sabiam que Hitler era mau e que ninguém com um pingo de fibra moral teria cooperado com ele.

Mas aqui está o que me incomodou: tenho certeza de que eu teria prestado juramento. De alguma forma, eu teria me convencido de que era justificável, que estava fazendo isso pela minha família, que não havia problema em mentir para homens maus, que eu estava sendo forçado a fazê-lo e que não era minha culpa.

Na aldeia de Franz, St. Radegund, todos os outros juraram e lutaram pelos nazistas. Seus vizinhos não eram homens maus, estavam apenas tentando sobreviver, mas a cumplicidade deles deixou Franz isolado e sozinho.

No filme de Malick, enquanto Franz debate se vai prestar juramento ou não, ele está sujeito à pressão dos colegas em todas as direções. Seus amigos dizem que ele será executado e deixará seus filhos órfãos – ele estaria abandonando sua família, dizem eles.

O prefeito argumenta agressivamente que ele está envergonhando toda a vila. Amigos e vizinhos se voltam contra ele, zombam dele e evitam-no. Na prisão, ele é repetidamente interrogado e pressionado a mudar de ideia. Eles dizem que sua postura moral não tem sentido, que ele perderá a vida por nada e que tudo o que precisa fazer é prestar juramento e dizer algumas palavras insignificantes para ser libertado. Até o próprio advogado que o defende no julgamento militar tenta forçá-lo a mudar de ideia.

Tenho certeza de que toda essa pressão afetou Franz. A pressão dos colegas não funciona apenas em crianças em idade escolar; os adultos são influenciados diariamente. Há pressão para ter um casamento perfeito, uma casa digna de uma revista, uma carreira de sucesso. Há pressão para nunca questionar as normas sociais, seguir o fluxo e não causar problemas. Qualquer pessoa que vote no político errado ou expresse uma opinião antiquada – mesmo que seja algo que todos acreditamos há alguns anos atrás – pode ser evitada ou ridicularizada.

Isso pode ocorrer de várias maneiras. Na minha própria vida, por exemplo, não como carne às sextas-feiras, pois ainda é uma prática penitencial normativa para os católicos. Até isso causa uma pressão sutil dos colegas, porque eu tenho que escolher restaurantes específicos se encontrar um amigo na sexta-feira e, ocasionalmente, chego a um jantar de sexta-feira à noite apenas para parecer rude por não comer.

Eu também sou pai de seis filhos e há pressão dos pais de todos os cantos. As crianças não praticam esportes o suficiente, não têm as roupas certas nem os eletrônicos mais novos, são muito restritas em quais filmes podem assistir e com quem podem brincar… isso continua e continua. A pressão dos colegas geralmente não é explícita, mas existe muito e é uma poderosa influência em nossas decisões.

Como podemos resistir?

Primeiro, precisamos estar cientes de como a pressão dos colegas está nos afetando. Estamos sendo indevidamente influenciados por outros a ponto de estarmos sendo falsos em nossa própria consciência?

Isso pode acontecer facilmente, porque na verdade existem dois fatores na tomada de decisões: um processo racional, pelo qual logicamente pensamos em nossas decisões; e um componente emocional, que está diretamente conectado à nossa sensação de bem-estar.

Basicamente, quando tomamos uma decisão que nos ajuda a nos encaixar em um grupo, nosso cérebro libera uma substância química chamada dopamina, que nos faz sentir calmos. Isso é particularmente forte no cérebro dos adolescentes, mas também afeta os adultos. Ela fornece forte motivação para tomar uma decisão simplesmente porque assim a pessoa se sente bem.

Quantas vezes decidimos fazer algo apenas pela influência de outra pessoa? Precisamos entender como a pressão dos colegas atua em nosso cérebro e desenvolver um forte senso de autoestima e confiar em nós mesmos. Franz Jagerstatter levou um tempo para refletir sobre sua decisão. Ele sabia que estava certo e se recusou a deixar alguém convencê-lo disso. Ele não era um homem teimoso e de mente fechada. Ele discutiu sua decisão com a esposa, por exemplo, mas nunca permitiu que o impulso emocional superasse a razão e seu compromisso de fazer o que sabia ser o certo.

Todos estamos sujeitos à pressão dos colegas e não há como escapar dela (embora possa ser aconselhável riscar as pessoas prejudiciais de nossas interações diárias). O mundo é um lugar maravilhoso, e a diversidade de nossas opiniões, a maneira como influenciamos e ensinamos uns aos outros pode ser realmente bonita.

Acho que nenhum de nós gostaria de estar totalmente isolado. Mas viver em sociedade significa que nos depararemos com a pressão dos colegas. O beato Franz Jagerstatter nos mostra como podemos enfrentar isso.

No final, Franz morreu com a morte de um mártir, mas, ao contrário do que todos disseram, ele não foi esquecido. Ele não só foi beatificado pela Igreja – um passo importante na canonização de um santo – como também virou filme sob as mãos de um dos diretores mais talentosos de nossa época.

Acontece que fazer a coisa certa, ser fiel a si mesmo e proteger sua integridade pessoal são qualidades altamente valorosas. Aqueles que resistem à pressão dos colegas, ao que parece, são as pessoas que mudam o mundo.

domingo, 15 de dezembro de 2019

BloggerFlix - À Procura Da Felicidade





Um filme Inspirado em uma história real, À procura da felicidade narra a trajetória de Chris Gardner, um pai de família que passa por problemas financeiros e é abandonado pela esposa.

Interpretado por Will Smith, Chris se vê na posição de pai solteiro e precisa cuidar de seu filho, Christopher, de cinco anos.

Ele consegue um estágio em uma corretora de ações devido à sua habilidade como vendedor, mas o trabalho não é remunerado.

Com tantos problemas financeiros, Chris e o filho são despejados e passam a viver em abrigos, banheiros públicos e estações de metrô.
Chris, no entanto, nunca abandonou a motivação para mudar a sua realidade.

O filme de superação conta a trajetória dele até se tornar um milionário, atuando como corretor da bolsa de valores.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

A Trindade - Capitulo II - O procedimento neste estudo sobre a Trindade


 Imagem relacionada

Considerando o precedente, com a ajuda de nosso Deus e Senhor e conforme nossa capacidade, empreenderemos a tarefa que nos pedem, e assim demonstraremos que a Trindade é um só e verdadeiro Deus, e quão retamente se diz, se crê e se entende que o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem uma só e mesma substância ou essência.

Assim não poderão afirmar, por assim dizer, que enganamos os adversários com nossas pretensões. Mas que se convençam pela própria experiência de que existe aquele sumo Bem, só visível às mentes muito puras. 

E se eles não podem compreender, é porque o limitado olhar da inteligência humana não é capaz de se fixar nessa luz sublime, se não for alimentado pela justiça fortalecida pela fé. 

Primeiramente, porém, é preciso demonstrar pela autoridade das santas Escrituras, a certeza de nossa fé. 

Em seguida, se Deus assim quiser e ajudar, atenderemos a esses gárrulos raciocinares mais cheios de si do que capazes, vítimas de um mal deveras perigoso, a fim de que encontrem uma doutrina da qual não possam duvidar.

Se não quiserem se convencer, queixem-se antes da debilidade de suas mentes do que da verdade, ou mesmo da nossa argumentação. 

Se neles ainda restar algum amor ou temor a Deus, retornem aos princípios e à ordem da fé, e assim experimentem a saudável medicina dos fiéis, existente na Igreja, de modo que uma piedade autêntica cure a mente doentia incapaz de perceber a verdade imutável, e leve a evitar que a temeridade desregrada os faça emitir opiniões maldosamente falsas. 

Não me cansarei de procurar, se tiver alguma dúvida; e não me envergonharei de aprender, se cair em algum erro.



Referências: Patrística - Santo Agostinho - A Trindade - Vol. 7. Editora Paulus. 

As figuras bíblicas que não podem faltar no presépio


Mathilde de Robien

crèche


Use a Bíblia como guia – e não esqueça o burro!

Se você tiver que fazer uma escolha, por razões financeiras ou estéticas, entre a multidão de figuras a serem incluídas no seu presépio, deixe suas decisões serem guiadas pela Bíblia.

Que melhor guia do que os Evangelhos para nos ajudar a representar melhor o nascimento do Menino Jesus? Quando confiamos nas Escrituras, apenas cerca de 10 personagens estão presentes no cenário da Natividade. Os textos de São Lucas e São Mateus, os dois evangelistas que contam a história do nascimento de Jesus em Belém, falam sobre os principais personagens que estiveram envolvidos neste acontecimento?

A SAGRADA FAMÍLIA

“Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.” (Lucas 2,16)

Maria e José, cuja rendição total à vontade de Deus permitiu que Cristo viesse ao mundo, são os personagens centrais da Natividade. Quanto a Jesus, para quem todos os olhos convergem, Ele é o futuro rei do universo. Às vezes, surge um debate: o menino Jesus deveria estar fora do presépio até a véspera de Natal? Ou podemos colocá-lo na manjedoura no primeiro domingo do advento? É aconselhável colocá-lo na noite de Natal. Mas cada família pode seguir suas próprias tradições.

O ANJO DO SENHOR

“Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. 10.O anjo disse-lhes: “Não temais, eis que vos anuncio uma Boa-Nova que será alegria para todo o povo.”  (Lucas 2, 9-10)

O anjo não está lá para “parecer bonito” acima da manjedoura. Enviado por Deus, o anjo alerta os pastores do nascimento de Cristo no relato de São Lucas (capítulo 2). O anjo, portanto, tem um lugar especial no presépio.

OS PASTORES

“E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lucas 2,7)

Os pastores são os primeiros a serem informados do nascimento de Jesus e os primeiros a vir a adorá-lo. É por isso que as ovelhas também têm seu lugar no presépio! Um pastor e duas ovelhas são suficientes para representar os rebanhos.

OS MAGOS

“Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mateus 2,11)

Os Magos, que se acredita serem estudiosos persas, aparecem apenas no Evangelho de Mateus (capítulo 2). Seus nomes – Gaspar, Melchior e Balthazar – foram dados apenas a eles no século VI. Eles ficam um pouco mais afastados da manjedoura para indicar que estão a caminho. A chegada deles na frente do Menino Jesus acontece em 6 de janeiro, o dia da Epifania.

O BURRO E O BOI

Quer os amantes das cenas da Natividade gostem ou não, burros e bois não são mencionados nas histórias bíblicas da Natividade. Portanto, não os consideramos indispensáveis. A tradição popular foi realmente extraída de um evangelho apócrifo chamado “Pseudo-Mateus”, onde está escrito que “dois dias após o nascimento do Senhor, Maria deixou a caverna, entrou em um estábulo e colocou a Criança em uma manjedoura, e o boi e o burro, dobrando os joelhos, O adoravam.” Os primeiros escritores cristãos também associaram a presença desses animais com uma passagem de Isaías (capítulo 1, versículo 3), lida como uma referência ao Messias: “O boi conhece o seu possuidor, e o asno, o estábulo do seu dono”.

O mundo sobrenatural dos Anjos - Pe. Paulo Ricardo

Acredite Mais em Você | Padre Fábio de Melo